Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas

Não é novidade que vivemos em um país com uma das maiores, se não maior, incidência de raios em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre os anos de 2012 e 2017, uma média de 77,8 milhões de raios caíram por ano em todo o território nacional.

Raios são descargas atmosféricas que ocorrem entre nuvens ou entre as nuvens e o solo quando a diferença de potencial estabelecida entre eles é capaz de romper a rigidez dielétrica do ar. Com as constantes chuvas, características dessa época do ano, a preocupação, no que diz respeito às consequências desses fenômenos, aumenta e se busca cada vez mais prevenir os problemas que os mesmos causam nas edificações por meio da instalação de sistemas de proteção.

São três os principais danos causados pelos raios à uma residência: incêndio; danos por oscilação de energia nos dutos elétricos, danificando aparelhos eletrônicos e danos provocados pelas ondas de choque explosivas, que podem fissurar concreto, blocos, tijolos, entre outros.

Os Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), popularmente denominados para-raios, funcionam como um caminho que conduz a descarga elétrica até o chão, protegendo o interior da edificação e até mesmo áreas adjacentes, evitando acidentes. O raio atinge o captador que, por sua vez, conduz a corrente pelas laterais da estrutura até chegar no local de aterramento.

Para-Raios.jpg

Esses equipamentos são exigidos em todos os edifícios públicos, em edifícios comerciais e residenciais acima de três pavimentos e em construções com área igual ou superior a 750 m2 , sendo que, no entanto, podem ser instalados em qualquer edificação caso seja da vontade do proprietário, bastando contratar um engenheiro eletricista habilitado que possa emitir uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao CREA.

É válido ressaltar que a vistoria anual do sistema deve ser realizada sempre próxima ao vencimento da ART ou quando for verificado que o mesmo sofreu uma sobrecarga elétrica, prejudicando sua funcionalidade.

Raios-na-Cidade-01.jpg

Os modelos de sistemas de proteção contra raios são variados, cada um com sua característica, o que acaba por tornar uns mais adequados do que outros de acordo com a situação estudada na concepção do projeto, considerando a estrutura, altura, tamanho e localização da edificação.  Os tipos mais comuns são: Gaiola de Faraday, Método da Esfera Rolante e Método Franklin.

Fontes: Blog da Engenharia, Governo do Brasil, RW Engenharia.

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