Moradias elaboradas utilizando lajotas de plástico

Medidas de desenvolvimento sustentável são cada vez mais necessárias para garantir qualidade de vida a todos e, por isso, aliar práticas que contemplem os âmbitos do desenvolvimento ambiental, social e econômico são fundamentais atualmente. Sabendo disso e com o conhecimento da carência habitacional que grande parte da população mundial sofre, uma empresa colombiana apresentou como alternativa lajotas constituídas inteiramente de plástico reciclado.

Segundo relatório da ONU, no Brasil, mais de 33 milhões de pessoas não têm habitação adequada ou mesmo onde morar e estima-se que, em 2030, 40% da população mundial será atingida por carências habitacionais. É como alternativa a esse cenário que encontramos essas moradias elaboradas utilizando essa nova tecnologia, além da mesma ser aplicável em casos de catástrofes de grande escala onde instalações provisórias e de rápida execução são necessárias.

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As lajotas de plástico se enquadram dentro dos preceitos do desenvolvimento sustentável por sua matéria-prima ser integralmente obtida de materiais reciclados e por ser uma alternativa construtiva voltada para núcleos familiares vulneráveis. O idealizador do projeto busca envolver também cooperativas de reciclagem, gerando renda e capacitando seus membros para que o processo de separação e fabricação seja o mais eficiente possível.

Quanto ao processo de fabricação, tem-se como matéria-prima o plástico, resíduos eletrônicos e a borracha de pneus reciclados que são moídos, fundidos e misturados com aditivos que os tornam resistentes ao fogo. A mistura é, por fim, condicionada em moldes onde adquirem a forma de blocos de estética comparável às peças de lego que além de resistentes ao fogo são termoacústicos e, por seguirem as normativas do seu país de origem, a Colômbia, onde existe alta atividade sísmica, são resistentes a terremotos.

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O processo de construção para uma casa térrea utiliza-se apenas de lajotas e pilares constituídos desse mesmo material, empregadas utilizando o sistema de encaixe do tipo macho-fêmea, enquanto que, para uma casa com mais de um pavimento, o emprego de estruturas metálicas torna-se necessário.

Por sua simplicidade, uma casa para uma família de quatro pessoas, contando com dois dormitórios, sala de estar e jantar, um banheiro e uma cozinha, pode ser construída em apenas cinco dias, sem ser necessário nenhuma habilidade específica, ou seja, a própria família pode erguer sua casa, sendo que a empresa também se responsabiliza em ir até as comunidade, onde oferece treinamento para a população local.

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Em termos financeiros, por ser cerca de 30% mais barato que os métodos construtivos convencionais, o objetivo é aplicar essa inovação para levar moradia a comunidades carentes e organizações de ajuda humanitária. Mais de 1.600m² já foram erguidos, entre eles três refúgios, um centro de saúde para a Cruz Vermelha e oito moradias.

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Em suma, recuperando e dando utilidade a dezenas de toneladas de materiais que poderiam, mas não são reciclados, buscando mitigar o déficit habitacional fornecendo qualidade de vida a comunidades carentes e trabalhando em conjunto com cooperativas de reciclagem, a inovação é uma alternativa consciente e que, sem dúvida alguma, pode ser de grande aplicabilidade.

Fonte: Conceptos Plásticos, Ciclo Vivo, Condomínios Verdes, Arch Daily, Inova Social

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