Construções sustentáveis e o futuro das próximas gerações

Já não é uma novidade que a construção civil gera impactos negativos ao meio ambiente. Segundo o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP, 2007), 30% a 40% das emissões de gases, relacionados ao Efeito de Estufa, devem-se aos edifícios e à indústria da construção, incluindo a produção de materiais de construção, manutenção e demolição, além da fase de uso. Com o grande desenvolvimento das cidades há uma crescente procura pelo setor da construção civil e, consequentemente, um aumento dos fatores nocivos ao meio ambiente.

A preocupação com o ambiente em que vivemos e com a escassez dos recursos naturais fez surgir a ideia de desenvolvimento sustentável. Esse termo foi citado pela primeira vez pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1987, e diz respeito a “atender às necessidades da atual geração, sem comprometer a capacidade das futuras gerações em prover suas demandas”.  Em outras palavras, é basicamente educar a geração atual a aproveitar os recursos oferecidos pela Terra de forma consciente para que as gerações futuras também possam desfrutar desses recursos com qualidade. E onde a engenharia civil entra nisso?

Como já foi dito, os efeitos causados pelas construções civis no meio ambiente não têm se adequado ao que o desenvolvimento sustentável defende como uma forma efetiva de garantir um planeta de qualidade para todos. Buscando minimizar ao máximo esses efeitos, promover economia dos recursos naturais e melhorar a qualidade de vida da população, surgiu o conceito de construção sustentável. Tal ideia diz respeito a um conjunto de medidas adotadas durante todas as etapas da obra que visam tornar a edificação o mais sustentável possível.

Para que a construção sustentável atinja seus objetivos, existem alguns princípios básicos que precisam ser seguidos:

1. Projetos inteligentes: são projetos que aproveitam ao máximo as características e condições naturais do terreno e do ambiente como um todo. Os engenheiros e arquitetos devem se preocupar em considerar o clima local, a topografia, a vegetação existente, a luminosidade e a ventilação, para que o projeto seja o mais eficiente possível e saiba aproveitar as condições impostas a ele.

2. Materiais ecológicos: a seleção dos materiais para a obra deve ser feita de forma consciente e com sua utilização adequada. Atualmente, existem uma série de materiais voltados para a construção sustentável, como: concreto reciclado, telhas ecológicas e tijolos de solo-cimento. Todos esses materiais possuem uma responsabilidade ecológica e na qualidade da edificação.

3. Eficiência energética: diz respeito à construção que priorize a economia de energia. O aproveitamento da energia solar para a geração de eletricidade e aquecimento da água é uma maneira eficaz de diminuir o consumo da energia elétrica. Além disso, deve ser priorizada a utilização de lâmpadas mais econômicas, assim como o uso de eletrônicos de baixo consumo energético.

4. Bom aproveitamento da água: sistemas de captação da água da chuva e de redirecionamento da água utilizada dentro da edificação é um quesito importante para que uma construção seja sustentável.

  5. Redução dos resíduos gerados: deve haver uma maior preocupação com o destino dos resíduos gerados durante as obras. Por isso, é preciso que haja a segregação dos materiais que podem ser utilizados em outras obras daqueles que devem ser direcionados para a reciclagem. Aqueles que não se encaixarem a nenhum destes dois destinos, devem ser descartados de acordo com os princípios e leis de preservação do meio ambiente, tendo sempre em mente que quanto maior a redução do desperdício, melhor para a eficiência da obra.

Para garantir que esses princípios estão sendo seguidos, existe a certificação ambiental. No Brasil, atualmente, existem duas certificações: o LEED – Lidership in Energy and Environmental Design, emitido pelo United States Green Building Concil, e o Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), certificação brasileira baseada na francesa HQE (Haute Qualité Environnemetale) e implantada no país pela Fundação Vanzolini. Ambas são responsáveis por atribuir pontos a cada princípio da sustentabilidade seguido pela obra em questão e, assim, incentivar que cada vez mais obras sigam o exemplo de construção sustentável.

É dessa forma que a engenharia civil tem se transformado para que possamos propiciar, cada vez mais, um ambiente de harmonia com a natureza e de qualidade para a população. E você? O que tem feito para tornar o planeta um lugar melhor para nós e para as gerações futuras?

Fontes: revista.ecogestaobrasil, https://www.skprojetos.com.br/construcoes-sustentaveis/ , http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/

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