A Utilização da Impressão 3D na Rotina do Engenheiro Civil

Quando se é abordada a impressão 3D em um contexto mundial, temos exemplos de inovações tecnológicas na área da construção civil e que podem (e devem) ser adaptadas aos mais diversos contextos presentes no Brasil. O engenheiro mecânico Robert Flitsch criou um equipamento que pode corrigir fissuras em rodovias utilizando uma impressora 3D. A tecnologia já permite produzir casas em menos de 24h, com um custo menor que dez mil dólares, e com durabilidade de mais de 50 anos.

O vídeo a seguir apresenta como acontece a construção dessas edificações com uma impressora 3D a partir de 1:08.

 

Esse novo método construtivo que está ganhando espaço no mercado apresenta características que se tornam mais necessárias a cada dia. A forte possibilidade de utilizar material sustentável, a rapidez e a limpeza no canteiro de obras são os pontos fortes mais visíveis na impressão de casas em 3D. Outro ponto que deve ser apontado é que a mão-de-obra se torna menos utilizada e, portanto, o custo com isso também diminui. A utilização da impressão 3D na construção civil demanda um alto investimento inicial com a tecnologia, mas que é rapidamente devolvido visto que a construção é extremamente econômica.

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Figura 1: Casa construída utilizando impressora 3D

Por contradição, o maior entrave da utilização da impressão 3D na construção civil no Brasil é justamente, a rapidez, a tecnologia que a envolve, restrições quanto ao porte do empreendimento, e ser um método ainda pouco explorado, onde seus riscos são pouco conhecidos. Para conseguir manusear uma impressora 3D, é necessário intelecto especializado na área, uma forte estrutura de apoio, treinamento da mão-de-obra, e formas de transporte e armazenamento. Porém, como é visto, todas essas barreiras serão superadas em breve e logo veremos uma geração de empreendimentos impressos. 

Não faz parte da nossa rotina ver uma construção sendo impressa por uma máquina, utilizando pouca mão-de-obra, e tudo mais o que caracteriza esse método construtivo. Grande parte das empresas brasileiras ainda não vêem essa inovação como algo palpável no cenário brasileiro, e portanto não tem investido. Porém temos algumas exceções que, apesar de não estarem de fato imprimindo casas em 3D, já tem utilizado a tecnologia de outra forma. 

Dois exemplos dessa tecnologia no Brasil é a InovaHouse3D, em Brasília/DF, e a Impacto Protensão, em Fortaleza/CE. Essas empresas utilizam a tecnologia 3D para imprimir elementos a fim de agilizar processos durante a obra. A InovaHouse3D desevolve produtos nessa temática, além de maquetes, e tem trabalhado no objetivo de construir a primeira casa em 3D. Já a Impacto Protensão trabalha com a impressão 3D na capa de cabos de protensão, nas caixas das lajes nervuradas, plasterit das lajes maciças, além de outros protótipos. Além de imprimir tudo isso, agilizando o processo da obra, também é utilizado cerca de 75% de plástico reciclado. 

O questionamento é, enquanto não se tem uma impressora 3D grande o suficiente para construir casas, enquanto construtoras brasileiras não desenvolvem mais essa tecnologia, o que eu posso fazer para tentar me adaptar a essa inovação e onde posso aplicar isso, mesmo que de forma pequena? A resposta é a tecnologia BIM. Protótipos tridimensionais nas obras é algo que pode ser feito por uma impressora 3D comum, que permite a visualização da volumetria a ser construida, a organização espacial dos elementos e favorece a percepção dos pontos de maior cautela e que podem gerar mais problemas. O envio para a impressão pode ocorrer a partir de arquivos feitos inicialmente em SketchUp, por exemplo, o que viabiliza a impressão. 

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Figura 2: Maquete de Projeto Estrutural feito em impressora 3D

Engenheiros civis precisam entender o peso desse novo método construtivo que revoluciona a construção em suas características mais conhecidas, como o tempo gasto na execução dos projetos, o alto custo e os resíduos gerados nos canteiros. Assumir essa nova tecnologia é essencial para ter um diferencial agora e se encaixar no mercado de trabalho do futuro. 

 

Fonte: Mais Engenharia, Sienge

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