Consegui um estágio, e agora?

Currículo impecável, qualidades e defeitos na ponta da língua para entrevista e horário planejado para estagiar durante a graduação. Ok, isso você já sabe bem como fazer. É chegada a hora de novos anseios e medos. O que faz o estagiário de Engenharia Civil? Como é a rotina do estagiário nas obras? O que se deve saber antes de iniciar o estágio?

O estágio é importante por um simples motivo: no exercício da profissão do engenheiro, a técnica, aprendida na faculdade, é apenas uma parcela do conjunto que define o profissional da engenharia. Engenheiros não se formam somente em sala de aula e graduandos que desejam iniciar seu primeiro estágio possuem muitas dúvidas e anseios em relação a essa nova fase de suas vidas.

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Obviamente, é exigido do estagiário conhecimento técnico e estudo. Entretanto, a demanda por habilidades operacionais e administrativas é superior, justamente o que a faculdade não ensina. Aprendizado do ambiente corporativo, técnicas de administração, gestão de pessoas, recursos financeiros e contabilidade são tópicos constantes nas atividades durante um estágio de Engenharia.

Deve-se diferenciar um estágio voltado para serviços de escritório e outro voltado para acompanhamento de obras. Enquanto o estagiário de indústria ajuda em projetos em diferentes tipos de softwares,  cria planilhas, imprime e organiza documentos, o estagiário de campo acompanha o engenheiro em vistoria para verificar se a obra anda conforme projetado. Nessa fase, aparentemente sem nenhum esforço para o estagiário, está algo importante: o fato de você frequentar o ambiente, assistir de perto o trabalho do engenheiro, interagir com os trabalhadores da obra, faz você, involuntariamente, aprender e adquirir conhecimentos que só são obtidos com o exercício, em qualquer tipo de trabalho. Com o passar do tempo, você irá aprender a ler os diferentes tipos de projetos e será solicitado a conferir como estão sendo construídos na obra. Nesta fase, conhecimentos técnicos entram em ação. E responsabilidade também.

Mas que conhecimentos técnicos são requeridos para a realização dessas atividades? Saiba que, independente de você ter estudado ou não na faculdade assuntos relacionados às atividades do estágio, o que vai fazer de você um bom estagiário é entender previamente o que está sendo construído. Antes de iniciar o estágio procure saber a etapa em que a obra se encontra. Se esta estiver no início é interessante a busca por conhecimentos em tópicos como topografia (leitura de projetos de topografia, locação de obras e execução de gabarito), movimentação de terra (cálculo dos volumes de corte e aterro, compactação dos solos e empolamento), materiais de construção (concreto armado, mistura, adensamento, transporte, lançamento do concreto fresco e cura) e estruturas de fundação (impermeabilização de fundações, etc.). Neste momento, contato com professores e veteranos de sua faculdade e boas fontes de pesquisa ajudam muito.

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Geralmente a carga horária e os grandes deslocamentos são fatores que dificultam a vida do estagiário de Engenharia Civil, mas todo o esforço é muito válido quando o estágio o torna um profissional capacitado. O sentimento de saber o que é e como desempenhar sua profissão não tem preço. Adquirir conhecimento sobre softwares como AutoCad, Excel e Revit (BIM), realizar orçamentos, cronogramas, memorial descritivo e especificações técnicas e lidar com pessoas de diferentes graus de instrução e em diversos cargos são experiências que tornam o estudante de Engenharia Civil verdadeiros Engenheiros Civis.

E agora? Está mais tranquilo? Confie em si próprio e boa sorte nessa nova jornada!

 

Fonte: Cia de Estágios; EngenhariaE; Exame.

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Os principais modelos de mobilidade urbana no mundo

Mobilidade urbana é a forma e os meios utilizados pela população para se deslocar dentro do espaço urbano. Para avaliar a mobilidade urbana é preciso levar em conta fatores como: organização do território, fluxo de transporte de pessoas e mercadorias e os meios de transportes utilizados.

Devido ao grande índice populacional, em algumas cidades brasileiras a mobilidade urbana é considerada um dos principais desafios de gestão na atualidade, já que, juntamente ao crescimento da população, ocorre o aumento do número de pessoas que utilizam transporte individual para se locomoverem. Entre os fatores que demonstram o fracasso desse meio de transporte estão os engarrafamentos e a poluição do meio ambiente. Hoje, esses fatores são comuns nas principais cidades do Brasil. A frota de automóveis brasileira cresceu 400% em dez anos, conforme dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), numa pesquisa realizada em 2016. Outro dado preocupante é que cidades com São Paulo e Rio de Janeiro não apresentaram o mesmo índice de aumento na construção de transportes alternativos e coletivos, como o metrô de superfície no mesmo período, opções de transporte que são alternativas menos agressivas que o transporte individual.

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O estímulo ao transporte não motorizado é um dos traços que caracteriza as melhores cidades do mundo em mobilidade. Além disso, a implantação de sistemas que priorizam a integração entre os modais faz com que o trânsito seja mais fluido e prático, com conexões reais entre os diferentes meios de transporte.

Em Berlim, capital da Alemanha, a diversidade de modais disponíveis e a facilidade de acesso é a principal característica da mobilidade urbana. Lá, trens, ônibus, metrôs, carros e bicicletas circulam em harmonia. Cerca de 13% das rotas são feitas de bicicleta, e a preferência pelo transporte público aumenta a cada ano. Entre 2001 e 2011, o número de usuários do transporte público cresceu mais de 20%. Um dos componentes importantes das políticas públicas de Berlim para o transporte tem sido o planejamento das vias para bicicleta e pedestres. A cidade construiu mais de 1000 quilômetros de ciclovias e o número de ciclistas aumentou mais de 40% entre 2004 e 2012. Em média, moradores de Berlim andam ou pedalam em 40% das suas viagens. Outra importante iniciativa da cidade alemã são os projetos de carros elétricos. Desde 2012, Berlim tem investido na tecnologia, e conta com 7,9 mil veículos elétricos, e mais de 500 estações de carga de energia espalhadas pela cidade.

Outro exemplo de sucesso na questão da mobilidade urbana é a cidade de Hong Kong, principal centro de negócios e turismo da Ásia. A cidade conta com um dos sistemas de mobilidade urbana mais bem organizados e eficientes do continente. Por dia, são aproximadamente 12,6 milhões de viagens feitas de transporte público. O que faz os deslocamentos serem eficientes é o sistema MTR (Mass Transit Railway), reconhecido como um dos mais eficazes do mundo. Espécie de linha de trem super rápida, serve às áreas urbanizadas de Hong Kong e localidades próximas, sendo o meio de transporte mais popular da região, com cerca de 5 milhões de viagens diárias. O MTR tem aproximadamente 218,2 quilômetros de extensão, com 159 estações. A eficiência no tempo dos trajetos também conta pontos para a cidade: estimativas apontam que os trechos são feitos dentro do horário estimado em 99% dos casos.

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Mais um exemplo é a capital da Inglaterra. Londres é uma cidade pioneira em mobilidade: implantou o primeiro túnel submarino, o primeiro aeroporto internacional e a primeira rede ferroviária subterrânea do mundo, o London Underground, conhecido como The Tube. Hoje, o sistema de transporte da cidade é referência mundial por integrar metrô, trem, ônibus, bicicleta e táxis. O metrô de Londres tem mais de 400 quilômetros de extensão, e transporta cerca de 1,1 bilhão de passageiros por ano. A peça-chave desse sistema integrado são os Oyster Card, outra referência criada por Londres. O sistema de bilhetagem eletrônica permite que os moradores acessem os diferentes tipos de transporte com apenas um cartão. O Oyster dá acesso ao metrô, ônibus, trens e aos barcos que sobem e descem o Rio Tâmisa. Outra iniciativa adotada pela cidade foi o pedágio de congestionamento, que restringe a circulação de carros no centro. O objetivo é estimular o uso do transporte público e reduzir as emissões de carbono pelos veículos.

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Situado a cerca de 80 quilômetros de Londres, o condado de Cambridge tornou-se modelo de mobilidade urbana depois da implantação do sistema de transporte coletivo conhecido como BHLS (Bus with High Level of Service, que significa “Ônibus com Alto Nível de Serviço”), ou The Bushway. Instalados em 2011, os veículos desse tipo se diferenciam dos ônibus comuns por serem mais velozes e seguros. Construído no percurso de uma antiga ferrovia desativada, o modelo tem um sistema conhecido como “guided bushway”. O veículo é guiado por rodas de aproximação nas faixas exclusivas, o que permite que ele trafegue em velocidades com segurança. Além disso, foi construído de modo que os ciclistas possam utilizar ciclovias laterais ao seu trajeto. Nas principais estações, há locais para guardar a bicicleta e também estacionamentos para veículos, para quem quiser deixar o carro estacionado e seguir seu trajeto pelo BHLS. A infraestrutura oferece alta acessibilidade em todas as estações, o piso é nivelado à plataforma de embarque. Em horários de pico, a frequência é de um ônibus a cada 5 minutos.

No Brasil, pode-se destacar a cidade de Curitiba como um expoente no setor de mobilidade urbana. Há mais de 30 anos, a cidade criou corredores de ônibus de forma inteligente visando a valorização do transporte público. As inovações estratégicas de mobilidade urbana como a criação do ‘ligeirão’ (um ônibus cinza que não para em todos os pontos) e a construção de novos corredores de integração mantêm a cidade ainda como modelo da América, mas o baixo investimento nacional em novas tecnologias pode deixar todo o sistema para trás.

Além de uma mudança de cultura, é imprescindível o investimento tecnológico para melhoria dos sistemas de transportes urbanos do Brasil.

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Fonte: Gazeta do PovoG1E-Moving.

Por que não no Catar?

A Copa do Mundo da Rússia acabou e já deixa saudades para aqueles que adoram assistir jogos atrás de jogos e sentir o famoso “clima de Copa”. Para os mais fanáticos, duas informações que incomodam: o próximo mundial será apenas em 2022 e em um lugar no mínimo inusitado, o Catar

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Se havia alguma dúvida sobre qual o único fator importante na escolha das sedes das Copas do Mundo pela Fifa, ela foi desfeita em 2010. A opção pelo Catar foi meramente financeira e disfarçada pela entidade com o discurso de “levar o futebol a novas fronteiras”. A vitória do Catar foi classificada como tendo alto risco operacional pela mídia estadunidense, australiana e britânica e foi severamente criticada após os escândalos de corrupção na FIFA.  Dinheiro não será problema para o maior exportador de gás natural liquefeito do mundo, e por isso os delegados da Fifa, como Joseph Blatter – hoje banido do futebol – levaram a Copa para o Oriente Médio.

Muitos fatores sugerem que o Catar pode não ser uma boa opção para sediar uma Copa do Mundo, como questões políticas, já que o país não reconhece o estado de Israel e uma eventual classificação do país poderia criar problemas; questões religiosas que preocupam diante do conservadorismo radical; e o calor, visto que em determinados períodos do ano as temperaturas costumam chegar a 50 graus centígrados. Porém, a FIFA e o governo local garantem que os problemas serão contornados. Por exemplo, o evento foi marcado para ser realizado em uma data alternativa de 2022 – novembro e dezembro –  visando um período com temperaturas sensatas para realização de partidas de futebol.

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Entretanto, existe um fator que confirma que a Copa do Mundo no Catar já é um verdadeiro desastre. Um novo relatório da Anistia Internacional revelou, em 2013, que o setor da construção civil no Catar encontra-se repleto de abusos, com os trabalhadores empregados em vários projetos de milhões de dólares sendo intensamente explorados. No país, a maioria da mão-de-obra barata é formada por imigrantes do Nepal, Índia e Paquistão que são expostos a longas jornadas – muitas acima de 12 horas – e lidam com um ambiente de trabalho pouco seguro e carente de infraestrutura adequada. Há relatos de condições análogas à escravidão nas obras da Copa. Passaportes são confiscados e os salários são retidos pelos chefes durante meses. Tudo isso sob as condições climáticas bastante improprias.

Um relatório da International Trade Union Confederation constatou que 1200 imigrantes, a maioria da Índia e do Nepal, já perderam suas vidas em 2015 e a estimativa da entidade é que, no total, 4 mil operários vão morrer até o começo dos jogos, em 2022. As mais diferentes adversidades nas condições de trabalho levam os trabalhadores à morte: acidentes de trabalho, ataques cardíacos, doenças desenvolvidas por conta da vida precária e até suicídio. Um representante do comitê organizador da Copa no país negou as informações e disse que os números estavam errados.

Comissões de direitos humanos pedem o fim do sistema local chamado “kafala”, muito comum nos países árabes do Golfo Pérsico. Nesse sistema, os imigrantes sem qualificações e dinheiro entram no Catar para trabalhar com a ajuda de um “patrocinador”. Este paga o visto, o custo da viagem e a hospedagem. Geralmente, essa pessoa é o futuro chefe, abrindo margem para a exploração dos trabalhadores: eles chegam ao país já devendo para seus empregadores.

O problema está longe de ter fim e todo o crescimento em infraestrutura almejado pelo Catar pode apagar a situação trágica de segurança do trabalho nas construções de metrôs, aeroportos, redes ferroviárias, hotéis e estádios. O crescimento econômico do país de 15,5 a 21 por cento ao ano é manchado por milhares de mortes de operários imigrantes.

FONTE: ESPN; Exame; Ig.

Madeira Laminada-Colada (MLC)

As peças de madeira laminada-colada são reconstituídas a partir de lâminas, que são de dimensões elativamente reduzidas se comparadas às dimensões da peça final assim constituída. A fabricação de MLC reúne duas técnicas: laminação e colagem.

Laminação, por definição, são pequenos pedaços de madeira formando um único membro grande, forte, estrutural. Esses elementos estruturais são utilizados como colunas verticais ou horizontais, vigas, assim como curvas, arqueando em formas.

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Nas primeiras aplicações, as lâminas de madeira eram unidas por pregos e cintas metálicas, e somente após o surgimento de colas de alta resistência é que se tornou possível a fabricação da madeira laminada-colada. A técnica de colagem é responsável por deixar a seção mais homogênea e evitar as ocorrências de deslizamentos entre as lâminas.

Em 1940, com o aparecimento das colas sintéticas que o sistema laminado-colado conheceu o seu grande progresso. As espécies de madeira mais recomendadas para o emprego em MLC são as das coníferas e algumas folhosas, como Pinus e Eucalipto. As substâncias de colagem mais usadas são a caseína, resorcina, uréia-formol e melamina.

A escolha da cola depende de dois fatores: tipo de madeira e condições externas. Entretanto o fator condições externas deve ser tratado com mais importância, visto que é preciso levar em consideração principalmente o meio a que a estrutura vai estar submetida, ou seja, temperatura e teor de umidade. Estar abrigada no interior da edificação ou exposta à variação das condições atmosféricas, como, alternância de sol e chuva, são informações que determinam uma estratégia para o uso da MLC.

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Leveza, alta capacidade de carga, resistência e flexibilidade de formas são propriedades da madeira laminada-colada. O seu emprego vai desde pequenas passarelas, escadas e abrigos até grandes estruturas concebidas sob as mais variadas formas estéticas. São destinadas a cobrir vãos de até 100 metros sem apoio intermediário.

Não se pode esquecer que a MLC é antes de mais nada “madeira”, logo, além das vantagens da estrutura ser em madeira laminada-colada, é preciso lembrar das vantagens que estão reunidas na própria madeira, como excelentes características estruturais e baixa condutibilidade térmica. Porém, além das vantagens do material, a técnica do laminado-colado confere ainda às estruturas de madeira, características como a exigência de um número bem menor de ligações, uma vez que são previstos para grandes dimensões; possibilidade de obter peças com raio de curvatura reduzido, variável e até mesmo em planos diferentes; possibilidade de tratamento da madeira, tábua por tábua, em autoclave, o que confere enorme eficiência e garantia que pode chegar até 50 anos contra o ataque de fungo e insectos xilófagos.

Como outros produtos de madeira, a MLC representa um uso eficiente da madeira disponível. Enquanto a demanda por madeira continua a aumentar em todo o mundo, há uma redução na oferta de madeiras com alta qualidade e grande diâmetro. E combinada com as preocupações ambientais e as mudanças nas práticas de gestão florestal, a fabricação de madeira maciça fica cada vez mais caro e mais difícil. Por isso a madeira laminada-colada faz o uso de menores dimensões, mas são projetados para ser mais forte e de mesmo tamanho da madeira maciça. Eles também sofrem menos defeitos e retração devido a alterações de umidade. Com isso, combatem fenômenos como empenamento e torção.

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Fonte: AECWeb; Rewood; Calil Madeiras.

O legado de Stephen Hawking

“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão do conhecimento.” Talvez nenhuma das grandes frases de Stephen Hawking representam tão bem a vida do cientista, que faleceu na madrugada do dia 14 de março de 2018″

Após cursar física em Oxford e começar a pesquisar sobre cosmologia e teoria geral da relatividade em Cambridge, Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O britânico não se abateu quando os médicos estimaram que ele teria pouco tempo de vida. Viveu até os 76 e, aos 60 anos, já era considerado um dos grandes gênios dos últimos tempos, como Mozart, Albert Einstein, Rutherford, Nelson Mandela e Dalai Lama.

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Os principais campos de pesquisa de Hawking foram cosmologia teórica e gravidade quântica. Suas teorias, como a de muitos físicos, desafiam a noção de espaço-tempo e levam a uma outra dimensão; não dá para começar a compreendê-las sem abandonar as concepções mais fundamentais sobre a realidade que conhecemos.

Em colaboração com o também físico Robert Penrose, Stephen desenvolveu os primeiros teoremas da SINGULARIDADE. A ideia é que existem lugares no universo em que as variáveis da física se tornam infinitas e concentradas em um único ponto, como se toda a densidade, toda a massa existente, ficasse concentrada em um lugar só. Os BURACOS NEGROS são um dos tipos de singularidades que ele tinha vindo a estudar com Penrose, que as leis da Teoria da Relatividade Geral não se aplicam nessas regiões. E, mais importante ainda: uma dessas singularidades é, na verdade, o berço do universo. A partir dessa ideia Stephen Hawking teve um papel crucial na demonstração da Teoria do Big Bang!

“Se você parte da premissa de que o universo está em constante expansão, isso significa que, se voltar para trás, vai chegar à ideia de que o universo inteiro estava concentrado em único ponto. É mais ou menos essa a noção de singularidade.” Cássio Barbosa.

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Baseando-se na Teoria de Singularidade, Stephen Hawking ainda contribuiu com debates e descobertas sobre o universo, como a Radiação de Hawking, mecanismo que ocorre dentro de um buraco negro, envolvendo uma reação entre matéria e antimatéria, e a Inflação Cósmica, teoria quântica que sugere que, antes do Big Bang, o universo não conhecia limites entre o espaço e o tempo.

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Não tem como negar que Stephen Hawking possuiu uma inteligência rara e uma capacidade de raciocínio fora do normal. Entretanto, ao analisar sua vida, deve-se destacar muito mais que inovações quânticas e descobertas astronômicas. O físico desafiou as probabilidades e deixou ensinamentos que vão além da Ciência, afinal, um verdadeiro gênio sempre nos traz lições da vida em geral. Sua principal mensagem não tem nada a ver com números e sim com a maneira que as pessoas devem encarar a vida. Possuir alguma limitação deve significar automaticamente valorizar o que você está apto a realizar.

“Por mais difícil que a vida possa parecer, sempre existe algo em que você pode ser bem sucedido. O importante é que você nunca desista” Stephen Hawking.

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G1; Observador; Wikipedia.