Os 10 Pilares do Gerenciamento de Risco

Os pilares da Gestão de Risco aqui apresentados são utilizados como fundamentos para qualquer Programa de Gerenciamente de Risco que for lido no mercado de trabalho. Esses pilares foram elaborados por Engenheiros a fim de que os programas tenham objetivos e abordagens bem definidas. Os 5 primeiros pilares dizem respeito à engenharia e a sua posição na corporação, enquanto os outros 5 cercam o gerenciamento de um projeto. Vamos aos 5 primeiros pilares:

1. Cultura

Crie uma cultura de gestão de risco e prevenção de sinistros.

Significa incutir na sua empresa como uma parte vital de sua prática de negócios uma visão sobre controle de qualidade e gestão do risco. Esta visão deve tornar-se um valor fundamental da empresa, salientando a importância da gestão de risco para todos os envolvidos, bem como as consequências de ignorar isso. Criar essa cultura requer um Planejamento Estratégico e Operacional. Deve envolver todos os níveis da equipe, inclusive clientes. Qualidade deve prevalecer sobre os lucros. Quando é estabelecido qualidade, os lucros tendem a seguir.

2. Prevenção e Proatividade

Aja com técnicas de prevenção, e não tente apenas reagir.

Desenvolver processos e sistemas dentro da empresa com a prevenção de riscos em mente. O planejamento pode identificar potenciais fontes de risco, e a intervenção correta pode diminuir a gravidade dos acontecimentos. Quando o risco é identificado, um plano deve ser desenvolvido para alterar as condições que levam a esse risco, ou evitar o risco completamente. Claramente, alguns eventos acontecem sem aviso, e temos de reagir. Ter um plano permite uma ação rápida para minimizar os danos que estes eventos podem causar. Um exemplo disso seria ter um plano em prática para lidar com um contratante que quer reduzir o custo pedindo para eliminar serviços. Você tem um plano que lhe permitirá responder prontamente a esse pedido de uma forma que minimize o seu risco?

3. Planejamento

Planeje para se livrar dos imprevistos.

Projetos sem imprevistos não acontecem por acaso, eles exigem um planejamento adequado. O planejamento estratégico contribui para a redução dos imprevistos, levando em consideração itens como contratação  e retenção de pessoal, características do cliente, tipo de projeto, programas de treinamento e programas de garantia de qualidade. Um plano de trabalho deve focar em áreas que contribuem para a redução de riscos, tais como o fluxo de informações, vias de comunicação, negociações de contrato, e definição do escopo. Um plano eficaz, deve ser simples, funcional, e prontamente transmissíveis. O processo deve estar claro para todos os envolvidos, assim como a sua execução. Aliado com o monitoramento das atividades, tudo se encaminha para um projeto sem imprevistos.

4. Comunicação

Comunique-se para conhecer as expectativas e trazer para a realidade.

Os problemas de comunicação são bem conhecidos. Quando todas as partes em um projeto falam suas expectativas e visões é possível resolver e alinhar qualquer diferença que exista inicialmente. Para ser eficaz, a comunicação deve fluir em todas as camadas de atividades do projeto, de modo a que todas as partes sejam informadas. Um bom planejamento levará a uma boa comunicação. Todas as partes devem concordar sobre as formas e diretrizes de comunicação no início do processo. É fundamental desenvolver ferramentas para auxiliar o processo de comunicação, tais como registros de correspondência, gravação de conversas por telefone e protocolo de e-mail.

5. Treinamento

Treine todos da sua equipe para os seus respectivos trabalhos.

O treinamento adequado é a base para se esperar resultados adequados em qualquer campo de trabalho. Engenheiros que possuem uma maior experiência devem de passar seus conhecimentos para a sua equipe. Como profissionais, os engenheiros possuem a confiança de clientes para alcançar objetivos. Experientes profissionais de engenharia desenvolvem habilidade em muitos campos que atuam na gestão de riscos tais como negociação, comunicação e planejamento. Essas habilidades devem ser passadas para os funcionários menos experientes para que todos possam contribuir para gestão de riscos.

Espero que possam utilizar o Gerenciamento de Riscos de forma proativa em sua vida pessoal e profissional,
Para ficar por dentro dos outros 5 pilares, que dizem respeito ao início de um projeto, fique de olho no Blog do PET Civil.

Fonte: CivilEngineer

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P.I.T. – Pile Integrity Tester

O Testador de Integridade de Estacas (PIT, na sigla em inglês) é utilizado nos ensaios de integridade de baixa deformação, também conhecidos como Ensaios pelo Método Sônico ou “Pulse Echo”. O PIT pode ser usado em estacas tipo hélice contínua, estacas moldadas in loco, outras estacas pré moldadas, ou estacas de madeira. Em algumas situações o PIT pode ajudar na determinação do comprimento de estacas pré existentes, como e, estacas de pontes ou torres já construídas.

O ensaio consiste na avaliação do comportamento da velocidade quando a se aplica o impacto no topo da estaca com o pequeno martelo. Cada golpe gera uma onda de tensão que se propaga pelo fuste , sofre reflexão na ponta e retorna ao topo. Os sinais de vibração da onda são captados por um acelerômetro instalado no topo da estaca e convertidos em sinais elétricos. Estes sinais são amplificados e dirigidos a um centro de condicionamento e tratamento e posteriormente a um minicomputador que permite a visualização dos sinais velocidade.  Através desses sinais obtidos e as variações causadas na velocidade, pode-se analisar a integridade da estaca, e com relações de velocidade e tempo saber os locais onde se encontram os danos e os tipos de danos ocorridos na estaca.

Para a preparação do ensaio, é necessário eliminar todo o concreto de má qualidade porventura existente no topo. Em seguida, cria-se uma superfície plana e lisa com uma lixadeira. O topo da estaca deverá estar perfeitamente acessível e seco

Desbaste do concreto de estaca do tipo Hélice Contínua.

Desbaste do concreto de estaca do tipo Hélice Contínua.

Caso já tenha sido lançado o concreto da base do bloco (“magro”), a estaca terá que ser isolada dessa base, mediante a quebra de uma estreita região em volta da estaca. A água ao redor da estaca não é prejuicial ao ensaio, contanto que o topo da mesma esteja seco e que seja possível o acesso do operador. De maneira alguma pode ser usada argamassa ou qualquer outro material no topo da estaca, pois o acelerômetro e os golpes têm que ser aplicados em material idêntico ao do restante da estaca.

Exemplo de resultado obtido no ensaio PIT.

Exemplo de resultado obtido no ensaio PIT.

Vantagens do PIT:

  • Execução extremamente rápida. Estando as estacas preparadas, não é incomum fazer-se mais de 50 ensaios por dia.
  • É capaz de detectar danos na superfície do fuste.
  • Não exige preparo durante a execução da estaca. Assim, pode ser feito em qualquer estaca da obra.
  • Equipamento leve e portátil, exigindo um mínimo de recursos da obra durante os ensaios.Das poucas maneiras existentes para obter informações sobre a integridade das estacas, o PIT é sem dúvida a mais rápida e barata.

Desvantagens do PIT:

  • Pouca precisão na avaliação da intensidade do dano. Isso pode fazer com que sejam detectados danos que não comprometeriam a utilização da estaca, com conseqüente perda de tempo para a obra.
  • Dificuldade de detecção de segundo dano abaixo de uma grande variação de características do material da estaca.
  • Difícil interpretação dos sinais obtidos em alguns casos, inclusive por influência do atrito lateral (que também provoca reflexões da onda).
  • Impossibilidade de distinguir entre variação de área de seção e variação de qualidade do concreto (peso específico e/ou módulo de elasticidade).
  • Limitação de comprimento da estaca (30 vezes o diâmetro equivalente).
  • Dificuldade de detecção de dano muito próximo da ponta.

Fonte: Carmix, PDI Engenharia

 

 

TOP 5: Pontes mais belas do mundo

Ponte é uma construção feita para interligar ao mesmo nível pontos não acessíveis, como aqueles  separados por rios, vales e outros obstáculos naturais ou artificiais. Apesar de ser uma obra complexa de Engenharia, elas permitem reunir utilidade e beleza no seu projeto, assim como os romanos preocupavam-se sempre com o caráter funcional e prático de sua notável arquitetura.

Do antigo ao moderno, o post de hoje reúne as cinco pontes mais belas do mundo.

1. Ponte Chengyang, China

Ponte Chengyang. Fonte: Revista Viajar

A Ponte Chengyang, concluída em 1912, tem cerca de 65 m de comprimento e 10 m de altura. Ela é coberta com o intuito de proteger os transeuntes da chuva e do vento. Construída apenas com pedras e peças de madeira encaixadas, essa bela construção tem três andares, quatro vãos, dezenove varandas e, no seu interior, painéis talhados em madeira.

2. Tower Bridge, Inglaterra

Tower Bridge. Fonte: weheartit.com

Essa ponte-báscula inaugurada em 1894 é um dos principais cartões postais de Londres. Suas torres com estilo Vitoriano Gótico parecem com os fortes escoceses da Idade Média. Além de belíssima, a ponte tem grande importância para o tráfego londrino e é uma das principais travessias do Tâmisa. Suas básculas têm um moderno sistema eletrônico que substituiu o antigo mecanismo a vapor.

3. Helix Bridge, Cingapura

Helix Bridge. Fonte: Revista Viajar

A Ponte Helix é uma passarela de pedestres inaugurada em 2010, que liga o Marina Centre ao Marina South na área nobre cingapuriana da Marina Bay. Projetada para atrair turistas e servir como ponto de encontro local, essa ponte tem arquitetura arrojada que lembra a a dupla hélice da molécula de DNA e dá um ar futurista à construção. Sua localização estratégica, próximo a um dos mais modernos resorts do mundo – o Marina Bay Sands,  permite que ela funcione como um belo mirante.

4. Ponte Langkawi Sky, Malásia

Ponte Langkawi Sky. Fonte: Engenharia Portugal

A Ponte Langkawi Sky foi inaugurada em 2004. Ela é bastante peculiar, pois é inteiramente suportada por um pilar de 87 metros e 8 cabos de aço. Com 125 m de comprimento e 1,80 m de largura ela surpreende os visitantes com duas plataformas triangulares que permitem desfrutar de uma belíssima paisagem. Localizada a 700 m acima do nível do mar, seu acesso é efetuado através de um teleférico.
5. Infinity Bridge, Inglaterra

Infinity Bridge. Fonte: CollabCubed

A Inifnity Bridge é uma passarela de pedestres e ciclistas inaugurada em 2009, que possui 240 m de comprimento, 5 m de largura e 40 m de altura. Ela recebe este nome porque o seu belíssimo arco forma com o seu reflexo o símbolo do infinito. A noite, essa ponte fica ainda mais interessante. Uma série de luzes azuis iluminam as laterais da passarela e essa iluminação muda de cor quando alguém se aproxima.

Fonte: Panoramio, Decolar.com, Carlos na China, Wikipedia, London Architecture ,  Trip Advisor, Man Abroadgalleryhip.com, Fica em Forma,  Hypennes,, Architecture, Deviant Art

Laje nervurada

 

A laje nervurada não é uma invenção moderna. Aqui ela é retrada em um quadro de 1498, do pintor Leonardo da Vinci, retratando a Santa Ceia. Fonte: Infoescola

A laje nervurada não é uma invenção moderna. Aqui ela é retrada em um quadro de 1498, do pintor Leonardo da Vinci, retratando a Santa Ceia. Fonte: Infoescola

Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.”

Devido às evoluções arquitetônicas, foram projetados vãos cada vez maiores e as lajes maciças tornaram-se desfavoráveis economicamente, devido aos seguintes fatores:

  • Possuem elevado consumo de concreto;
  • Seu alto peso próprio não permite otimizar e racionalizar as definições técnicas e econômicas dos demais elementos estruturais, como por exemplo, vigas, pilares e fundações;
  • É uma estrutura moldada in loco, o que gera um alto custo de madeira para fôrmas, aumenta o custo da mão-de-obra e o tempo de execução.

    Laje nervurada. Fonte: UFRGS

    Laje nervurada. Fonte: UFRGS

Surgem então, como uma das alternativas, as lajes nervuradas, que são utilizadas desde a Antiguidade, por serem mais rígidas com menos material. Resultantes da eliminação do concreto abaixo da linha neutra, elas propiciam uma redução no peso próprio e um melhor aproveitamento do aço e do concreto. A resistência à tração é concentrada nas nervuras, e os materiais de enchimento têm como função única substituir o concreto, sem colaborar na resistência.

Assentamento das cubetas. Fonte: UFRGS

Assentamento das cubetas plásticas. Fonte: UFRGS

As lajes nervuradas podem ser moldadas no local ou executadas com nervuras pré-moldadas. Quando elas são moldadas no local, é necessário o uso de formas e de escoramentos, além do material de enchimento. Já nas pré-moldadas, as nervuras são compostas de vigotas pré-moldadas, que dispensam o uso do tabuleiro da forma tradicional. Essas vigotas são capazes de suportar seu peso próprio e as ações de construção.

Fôrma plástica para laje nervurada. Fonte: Grupo Astra

Fôrma plástica para laje nervurada. Fonte: Grupo Astra

Atualmente, existe a possibilidade até de se alugar os moldes para a composição da laje nervurada, pois eles podem ser reutilizados várias vezes. É necessário apoiá-los com escoras de madeira com peso distribuído em tábuas para que não haja afundamento do solo e, depois da cura do concreto, é só utilizar um martelo para tirá-los com facilidade.

Montagem da estrutura. Fonte; UFRGS

Montagem da estrutura. Fonte; UFRGS

Fonte: ATEX Brasil, Dicas de Português, USP – Departamento de Estruturas: “Estruturas de Concreto – Capítulo 17”, Lajes Rodrigues, UFRGS

Estatísticas de 2014 do Blog

Caros leitores,

Agradecer faz bem pra alma!

Foi com muito orgulho e satisfação que abrimos esta estatística do ano de 2014. O PET Civil se orgulha de ter um blog com uma média de 2600 acessos diários, feito inteiramente por membros do Programa de Educação Tutorial, alunos do curso de Engenharia Civil.

Nosso objetivo é sempre trazer curiosidades, novidades e informações de qualidade para os nossos leitores-amigos Engenheiros e futuros Engenheiros.

Muito obrigado pelo carinho e pela fidelidade e esperamos vocês aqui no nosso BPC em 2015!

Att.,

PET Civil UFJF

 

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 320.000 vezes em 2014. Se fosse o Louvre, eram precisos 14 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo