Férias do BPC!

férias-babel-II_JonasMeirelles

O Blog do PET Civil retomará suas atividades em abril. O grupo está participando do Sudeste PET 2016, que está acontecendo na USP Campos de São Carlos.  Agradecemos imensamente por estarem sempre nos acompanhando. Em breve notícias sobre o evento e diversas novidades do mundo da engenharia! Até o mês que vem!

 

Anúncios
Postado em Sem categoria

Delta Flume – o maior canal de ondas e correntes do mundo

 2

Holandeses construíram em três anos o maior canal de ondas e corrente do mundo para ensaios laboratoriais, em escala real, na área da hidráulica. Com um comprimento de 300 metros, largura de 5 metros e altura de 9.5 metros, o “Delta Flume”, localiza-se em Delft, nas instalações do Instituto de Investigação Deltares, tendo uma capacidade para nove milhões de litros de água.

O sistema permite a geração de ondas com altura máxima de 4.5 metros e a modelação física, em escala real ou próxima do real.

Devido ás suas dimensões, possibilita redução ou quase anulação do chamado efeito de escala, um fator determinante no ensaio de estruturas marítimas e costeiras. Permite também o trabalho com materiais que não são modelados adequadamente em instalações convencionais, tais como areia, argila, cobertura vegetal ou madeira.

canal-ondas-corrente-holanda-01

O canal é utilizado também para o teste de protótipos de diques, dunas, quebra-mares, proteções de leito, fundações de estruturas marítimas e estruturas offshore tais como parques eólicos.

O Delta Flame possibilita obter dados muito próximos da realidade, principalmente no que diz respeito a revestimentos de alvenaria de blocos, taludes com cobertura vegetal sujeitos à ação de ondas, resistência residual de diques, erosão de dunas, impacto de ondas em paredes verticais, geotubos e geocontentores.

canal-ondas-corrente-holanda-05

Fonte: Deltares, EngenhariaCivil.com, Construwiking

Concreto Projetado

Você já ouviu falar de concreto projetado ou gunita? O concreto projetado é um processo de aplicação de concreto utilizado sem a necessidade de formas, bastando apenas uma superfície para o seu lançamento. O emprego de formas é opcional, sendo utilizado em sua maioria quando as característica da concretagem tornam sua utilização difícil e em alguns casos impossível. Esse tipo de concreto é muito utilizado em concretagens de túneis, paredes de contenção, piscinas e em recuperação e reforço estrutural de lajes, vigas, pilares e paredes de concreto armado. images (1)

O sistema de aplicação do concreto ou argamassa consiste num processo contínuo de projeção sob pressão  por meio de um mangote. Este mangote conduz  o concreto de um equipamento de mistura até um bico projetor, lançando-o com grande velocidade sobre a superfície.  A compactação da base se dá pelo próprio impacto do material, dispensando o uso de vibradores e resultando num concreto resistente e de alta compacidade.

A projeção do concreto pode ser feita de duas maneiras por via seca ou por via úmida. No processo via seca é feita uma mistura a seco de cimento e agregados. No bico projetor existe uma entrada de água que é controlada pelo operador. O concreto seco é conduzido sob pressão até o bico onde recebe água e aditivos. A vantagem desse método é que o operador consegue controlar durante a aplicação a consistência da mistura no bico projetor, além disso, pode-se utilizar um mangote com maior extensão. Mas o controle da quantidade de água feito pelo operador pode provocar uma grande variabilidade na mistura, sendo esse um ponto negativo.

Máquina de Concreto Projetado com Rotor de Câmaras - VIA SECA

Máquina de Concreto Projetado com Rotor de Câmaras – VIA SECA

No processo via úmida o concreto é preparado de forma tradicional, misturando-se cimento, agregados, água e aditivos,  posteriormente essa mistura é lançada pelo mangote até o bico projetor. A vantagem desse processo é que se pode avaliar a quantidade de água na mistura garantindo que esta hidratou adequadamente cimento, além disso,  esse processo reduz a quantidade de pó durante a aplicação e as perdas de material, já que sua fixação na superfície é mais eficiente.

Comparando o concreto tradicional com o projetado, nota-se que apesar da dosagem de cimento ser a mesma, ou seja, variando entre 300 e 375 kg/m³ (em alguns casos 500 kg/m³), os  agregados são de tamanho superior a 10 mm para possibilitar a redução de cimento e com isso a diminuição da retração hidráulica, isso permite que o concreto projetado seja utilizado como material estrutural.

Robô da Putzmeister projeta 20 m³/h de concreto, o equivalente a três betoneiras, na concretagem da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca – Ipanema), no trecho entre a Barra e a Gávea

Robô da Putzmeister projeta 20 m³/h de concreto, o equivalente a três betoneiras, na concretagem da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca – Ipanema), no trecho entre a Barra e a Gávea.

A relação água/cimento deve variar entre 0,35 e 0,50 de forma a garantir a aderência e a resistência do material. Podem ser utilizados aditivos nesse tipo de concreto, na proporção de 2 a 3%. A espessura das camadas não deve ultrapassar 150 mm. Em casos excepcionais em que se deva aumentar esse valor, aplica-se em camadas com espessura de 50 mm cada. Em nenhum caso deve-se ultrapassar a espessura total de 200 mm.

No processo de pré aplicação do concreto projetado, deve-se preparar a superfície que servirá de base retirando possíveis concentrações de bolor, óleos e graxas, material solto e poeira, sendo necessário para essa operação o uso de  jato de areia. Depois de preparar a superfície, deve-se umedecê-la, e em seguida projeta-se uma argamassa de cimento, areia e água, formando uma camada de pequena espessura. Finalmente aplicam-se camadas de concreto de 50 mm cada, com intervalo entre elas de 6 a 12 horas, de acordo com o tipo de cimento e dos aditivos empregados. A cura, assim como no concreto tradicional, é imprescindível para se obter um concreto projetado sem fissuras e de boa resistência.

Um fator de grande relevância e considerado um inconveniente no concreto projetado é a perda do material que não fixou na superfície de aplicação, principalmente do agregado graúdo, uma vez que é lançado com grande velocidade sobre a base. Essa perda geralmente varia entre 10 e 30% em superfícies verticais e 20 a 50% em tetos. Sua quantidade depende de vários fatores, como a hidratação da mistura, a relação água/cimento/agregado, a granulometria dos agregados, a velocidade de saída do bico projetor, a vazão do material, o ângulo da superfície de base, a espessura aplicada e a destreza do operador.

Fonte: ECivilNet, Especialista em Fundações Pesadas e Geotecnia.

A importância da Administração na Engenharia Civil

Quantas obras você já viu ou ouviu falar que ruíram ou que nunca foram concluídas?  Residências, prédios de apartamentos e obras públicas são as vítimas mais constantes deste mal, cada uma por suas razões, mas que, no final, se resumem a falta de planejamento, um dos principais sintomas da administração deficiente.

safe_image

O Engenheiro Civil  não pode se colocar apenas no papel de construtor ele deve ser empreendedor e saber administrar!

Gerenciar recursos humanos e materiais, cumprir prazos contratuais, atingir os níveis de qualidade estipulados por norma, ter controle financeiro, atingir as metas do cronograma da obra, estão entre outras inúmeras competências que o Engenheiro deve  ter,  todas essas competências se baseiam nos princípios da Administração que são: planejamento, organização, direção e controle, a saber:

Planejamento: consiste em definir objetivos para traçar metas. No caso da obra, definir prazos para o término de cada etapa, prever os recursos financeiros necessários, elaborar os projetos, definir fornecedores e recursos humanos, entre outros.

Three architects sitting at table and discussing paperwork

Organização: preparar processos a fim de obter os resultados planejados, algumas aplicações seriam a organização do layout do canteiro de obras para reduzir desperdícios, a elaboração do cronograma da obra e  a divisão de tarefas.

sustentabilidade-no-canteiro-de-obras-G

Direção: decisões tomadas para que os objetivos relacionados no planejamento continuem alinhados. Esse é um dos princípios mais importantes, o Engenheiro Civil deve estar preparado para tomar decisões rápidas e eficientes diante dos problemas aos quais a obra está sujeita.

principais-problemas-planejamento-obra-construcao-reforma-pedreirao (2)

Controle:  vislumbra todo o processo de planejar, organizar e direcionar, analisando se os resultados foram mesmo os almejados, aí entra o Engenheiro Civil fiscalizador, que busca prever e corrigir erros na obra e em sua execução ao longo de todo o processo.

i327641

A atuação do Engenheiro Civil na Administração de uma obra pode gerar economias de até 25% , entre essas economias estão o desperdício de materiais e mão de obra, sendo assim, é um erro contratar o Engenheiro Civil apenas para elaborar projetos e fiscalizar a construção, este deve estar presente também no gerenciamento da obra. Ou seja, o Engenheiro Civil deve ter tanto suas habilidades técnicas como administrativas aproveitadas na obra.

Fontes: PGCO, MontanheiroEngenharia, Administradores

Blocos de Geoespumas

Já ouviu falar das geoespumas? O post de hoje vai esclarecer alguns detalhes sobre esse artifício utilizado para minimizar assentamentos em solos compressíveis.

As geoespumas são geossintéticos compostos por poliestireno expandido ou poliestireno extrudido, geralmente disponíveis em blocos leves. São utilizadas tradicionalmente tanto para isolamento térmico de edifícios como em aplicações geotécnicas, tais como o enchimento de aterros ou como interface compressível em fundações e muros de suporte.

geoespuma-assentamentos-solos-compressiveis-01

Alguns investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Texas  estão estudando   alternativas para reduzir as deformações que surgem de assentamentos diferenciais, em estruturas construídas sobre solos moles e compressíveis. Uma das soluções que está proporcionando melhores resultados é a utilização de blocos de grandes dimensões de geoespuma, que são aplicados como camada intermediária entre a estrutura e o terreno.

Apesar dos blocos de geoespumas serem  potencialmente aplicáveis a outros tipos de estruturas de Engenharia Civil, o estudo da Universidade do Texas se limitou as  infraestruturas rodoviárias e em particular na zona de transição, em segmento corrente de autoestradas, entre a plataforma viária e as obras de arte (pontes, túneis, viadutos e estruturas de construção civil em geral). O motivo dessa especificidade do estudo é que  uma grande percentagem  dos entornos das  52 mil obras de arte rodoviárias do Estado do Texas sofre de problemas relacionados com assentamentos diferenciais.

11357845_392751604253470_1010517444_n

Nos trechos onde os teste foram executados, os blocos foram distribuídos em várias camadas por toda a plataforma, sendo posteriormente recobertos com solo. Em seguida o solo foi compactado e foram executadas as camadas de pavimento. O estudo foi financiado pelo Departamento de Transportes do Texas e permitiu concluir que a utilização de blocos de geoespuma é o método que permite obter melhores resultados para as características geológicas e de tráfego do Norte do Texas.

Fonte: EngenhariaCivil.com e MinutoEngenharia