História da Engenharia – A Grécia Antiga

Dando continuidade à série sobre a história da engenharia vamos falar sobre o desenvolvimento das construções na Grécia Antiga. No auge do desenvolvimento da Civilização Grega período compreendido entre os séculos VII a.C. e IV a.C. e foram realizadas obras … Continuar lendo

História da Engenharia – A Pré História

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O início da Engenharia remota à Pré História. É possível traçar as origens do pensamento arquitetônico em períodos pré históricos, quando foram erguidas as primeiras construções humanas.

O homem pré histórico já possuía uma certa noção de moradia como sendo um local para abriga-lo das condições climáticas extremas como o frio e o sol, bem como protegê-lo de outros animais.

No período Paleolítico, também chamado de Idade da Pedra Lascada (se encerrou em 10000 a.C.), essas moradias eram basicamente cavernas ou vãos encontrados em rochas. Apesar dessa ideia inicial de moradia, o homem paleolítico era nômade, morava em locais onde podia caçar, pescar e colher frutas e raízes, ou seja, dependia da natureza para sobreviver. Quando esses alimentos acabavam ele mudava para outro local que tivesse condições de alimentá-lo.

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Com o inicio do período Neolítico (9000 a 6000 a.C.), o homem desenvolveu a agricultura e a criação de animais e pôde se fixar em um lugar deixando de ser nômade.  Dessa maneira, o homem inicia o processo de abandono das cavernas e passa a construir suas próprias moradias. Essas moradias são conhecidas e denominadas Nuragues, que significam construções edificadas em pedra. Tinham formas de cone, como se fossem fendas, e não possuíam nenhum outro material que provocasse uma mistura ou até mesmo a união dessas “fendas”.

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Outras construções desse período são Dolmens. Consistiam em formações arquitetônicas que eram formadas por duas ou mais grandes pedras fincadas verticalmente no chão, funcionando como se fossem paredes, e uma grande pedra colocada na horizontal sobre elas, funcionando como se fosse um teto. Uma das mais famosas construções desse tipo é a Stonehenge, uma estrutura composta por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter cinco metros de altura e a pesar quase cinquenta toneladas, localizada no Sul da Inglaterra. Existem várias teorias explicativas sobre a função dessa construção. Algumas revelam que os Dolmens eram apenas túmulos, pois em quase todas as construções que não sofreram nenhum tipo de violação, foram encontrados, através de escavações, esqueletos ou fragmentos de esqueletos, esses fragmentos formavam uma câmara dentro da qual existia o esqueleto. Outros creem que as construções eram como observatórios astronômicos e relógios solares. No entanto o mais interessante é notar que essa construção apresenta uma arquitetura bem definida.

stonehengestonehenge (1)Mesmo com poucas construções, não podemos deixar de citar esse período histórico pois é nele que surge a primeira ideia de construção civil.

Fontes: Pré- História da Arquitetura, Pré História, Stonehenge

Asfalto com plástico começa a ser utilizado no Canadá

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Os resíduos plásticos, como sacolas e garrafas, podem ter uma nova utilização: a composição do asfalto. Com o objetivo de se tornar a cidade mais verde do mundo, Vancouver é a primeira cidade do mundo a pavimentar suas estradas com asfalto misturado a plástico reciclado. A cidade tem trabalhado com a Green Mantra de Toronto com o objetivo de aprimorar o material granular que é adicionado ao asfalto.

 De acordo com Peter Judd, gerente geral de serviços de engenharia da cidade, o uso do plástico faz com que menos gases nocivos sejam liberados durante o processo de asfaltamento, com isso, 300 toneladas de gases que contribuem com o efeito estufa deixam de ser liberados anualmente.

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Essa economia se deve ao fato de que ao contrário da pavimentação convencional, o asfalto ecológico não requer altas temperaturas para ser aplicado nas vias públicas. Assim, o combustível que seria utilizado para esquentar o pavimento é economizado em 20%.

Por outro lado, esse processo chega a ser 3% mais caro do que a pavimentação convencional, mas espera-se que essa diferença diminua com o aumento da procura pelo asfalto ecológico.

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O plástico reciclado representa apenas 1% de toda a mistura. Além disso, o asfalto, que ainda está em fase de testes, deverá ser mais duradouro e fácil de ser reutilizado, também gerando economia de materiais.

Fontes: Sustentabilidade Digital, ecycle

Material revolucionário promete resfriar o interior de edifícios

Um grupo de cientistas da Universidade Stanford (Califórnia, Estados Unidos) descobriu um material revolucionário que pode substituir o ar condicionado. A tecnologia, chamada de Arrefecimento por Radiação Fotónica é inovadora pois não só reflete a radiação incidente sobre os edifícios, mas consegue também extrair o calor acumulado dentro do edifício para o exterior.

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O material é composto por sete camadas de dióxido de silício e óxido de háfnio, recobertas por uma camada de prata e apresenta uma espessura total de apenas 1.8 micrómetros (µm), um valor inferior ao da mais fina das folhas de alumínio no mercado. Dessa maneira ele se configura como um metamaterial que não só reflete a luz mas também conduz raios infravermelhos. O novo revestimento funciona basicamente como uma “folha de balanço térmico” que reflete a luz solar para longe do edifício onde se encontra instalada para que que ele não aqueça, mas também deixa escapar a radiação emitida, arrefecendo-o. Os investigadores ajustaram o material de modo a que este dirija para a atmosfera as frequências de infravermelhos que saem do edifício, ajudando a reduzir a temperatura à superfície da Terra como se fosse “uma janela para o espaço”. De acordo com o grupo o revestimento reflete 97% da luz solar incidente, o que,  junto com o dito efeito de arrefecimento radiativo fotónico, lhe dá uma temperatura cerca de 5º C inferior à do ar circundante.

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Os pesquisadores afirmam que, embora os resultados obtidos com o material sejam promissores, há no entanto alguns obstáculos a superar. O protótipo de equipamento criado foi testado apenas com sucesso em condições de laboratório, e para tornar o sistema prático é necessário criar alguns mecanismos que permitam a passagem do calor no interior de um determinado edifício para a camada exterior. Além disso o equipamento apresenta dimensões aproximadas às de uma pizza individual, sendo necessário desenvolver um processo de produção em grande escala de painéis com maiores dimensões e por um preço relativamente acessível. Adicionalmente, os pesquisadore estão a trabalhar numa versão do material que possa ser aplicada, por pulverização, em materiais de construção correntes.

Fontes: Engenhariacivil.com