Ciclovia Tim Maia: a importância da avaliação de riscos na Construção Civil

Inaugurada em 2016, no Rio de Janeiro, a ciclovia Tim Maia (figura 1) oferece um dos mais lindos e agradáveis passeios ciclísticos da cidade. Ela liga a Zona Sul à Barra da Tijuca, acompanhando a Avenida Niemeyer ao longo do … Continuar lendo

O País de Ontem

Quando se orça um empreendimento em duas empresas e a única diferença é que uma irá entregar o projeto a ser executado em três meses e a outra em um ano, qual a sua resposta? Continuar lendo

Desdobramentos sobre o desastre de Mariana

Há exatos 1 anos, 5 meses e 5 dias, acontecia o maior desastre ambiental da história do país e um dos piores a serem registrados pela humanidade. Tal acontecimento já foi tema de um post do blog, onde se é possível ter ideia da dimensão da catástrofe vivenciada pelos moradores do pequeno distrito de Bento Rodrigues e que trouxe uma realidade turva para os moradores do leito do Rio Doce e preocupações a toda população do país.

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Carros e destroços de casas em meio a lama, em Bento Rodrigues (foto: Christophe Simon/AFP)

Barragens são complexas em todas as premissas que um projeto de engenharia possa apresentar. São obras caras, de alta complexidade e com demasiado impacto socioambiental. Sendo assim, é de se esperar que sejam obras de altíssimo risco associado. Estima-se que 1 em cada 10.000 barragens sofrerá um acidente com ruptura por ano. Exige-se um controle estrito no projeto, construção e controle. O que, obviamente, não foi observado na barragem do Fundão.

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Após longas investigações, constatou-se que houve inúmeras falhas por parte da responsável pela barragem, a Samarco S.A, que vão desde a etapa de construção até a parte de monitoramento. Relatórios comprovaram que a companhia tentou explorar ao máximo a capacidade da barragem, mesmo que evidências claras indicassem o contrário.

Consultores contratados atribuem a falha da barragem a uma sucessão de eventos:

  • 2010 : Instalação de tapete drenante: ampliou-se a capacidade de saturação das paredes, levando a um maior potencial de falha por liquefação;
  • 2011-2012 : Lama chegou a lugares onde não era esperada
  • 2012: Galeria de concreto é considerada incapaz de suportar as cargas as quais estava submetida, o que impedia o alteamento das paredes da barragem
  • 2013: Durante o processo de alteamento, nota-se presença de agua no recuo da ombreira
  • 2014: Tapete Drenante se apresentava em sua capacidade máxima

Soma-se a tudo isso, um sucessão de pequeno abalos sísmicos, que podem ter acelerado o processo de liquefação da barragem, que já era considerado avançado.

Infelizmente, esse não foi o primeiro, e nem será o último, acidente envolvendo barragens em nosso país. São muitos os manuais, artigos e livros sobre o assunto, o que descarta incapacidade técnica por parte da Engenharia Civil brasileira. Espera-se que esse acidente tenha servido de lição e que outros responsáveis técnicos por barragens tenham aprendido sobre a importância de todos as etapas, sempre colocando segurança em primeiro lugar.

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Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais/ Corpo de Bombeiros/MG – Divulgação

Fontes: Jornal Valor, CBDB

Sisbrick – Tijolo isolante sísmico

Fatores naturais sempre influenciam na construção civil, que tenta sempre se adaptar para melhor contornar os problemas existentes em determinadas áreas, em especial os que podem comprometer as estruturas e a segurança das pessoas, como é o caso dos abalos sísmicos, … Continuar lendo