Por que não no Catar?

A Copa do Mundo da Rússia acabou e já deixa saudades para aqueles que adoram assistir jogos atrás de jogos e sentir o famoso “clima de Copa”. Para os mais fanáticos, duas informações que incomodam: o próximo mundial será apenas em 2022 e em um lugar no mínimo inusitado, o Catar

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Se havia alguma dúvida sobre qual o único fator importante na escolha das sedes das Copas do Mundo pela Fifa, ela foi desfeita em 2010. A opção pelo Catar foi meramente financeira e disfarçada pela entidade com o discurso de “levar o futebol a novas fronteiras”. A vitória do Catar foi classificada como tendo alto risco operacional pela mídia estadunidense, australiana e britânica e foi severamente criticada após os escândalos de corrupção na FIFA.  Dinheiro não será problema para o maior exportador de gás natural liquefeito do mundo, e por isso os delegados da Fifa, como Joseph Blatter – hoje banido do futebol – levaram a Copa para o Oriente Médio.

Muitos fatores sugerem que o Catar pode não ser uma boa opção para sediar uma Copa do Mundo, como questões políticas, já que o país não reconhece o estado de Israel e uma eventual classificação do país poderia criar problemas; questões religiosas que preocupam diante do conservadorismo radical; e o calor, visto que em determinados períodos do ano as temperaturas costumam chegar a 50 graus centígrados. Porém, a FIFA e o governo local garantem que os problemas serão contornados. Por exemplo, o evento foi marcado para ser realizado em uma data alternativa de 2022 – novembro e dezembro –  visando um período com temperaturas sensatas para realização de partidas de futebol.

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Entretanto, existe um fator que confirma que a Copa do Mundo no Catar já é um verdadeiro desastre. Um novo relatório da Anistia Internacional revelou, em 2013, que o setor da construção civil no Catar encontra-se repleto de abusos, com os trabalhadores empregados em vários projetos de milhões de dólares sendo intensamente explorados. No país, a maioria da mão-de-obra barata é formada por imigrantes do Nepal, Índia e Paquistão que são expostos a longas jornadas – muitas acima de 12 horas – e lidam com um ambiente de trabalho pouco seguro e carente de infraestrutura adequada. Há relatos de condições análogas à escravidão nas obras da Copa. Passaportes são confiscados e os salários são retidos pelos chefes durante meses. Tudo isso sob as condições climáticas bastante improprias.

Um relatório da International Trade Union Confederation constatou que 1200 imigrantes, a maioria da Índia e do Nepal, já perderam suas vidas em 2015 e a estimativa da entidade é que, no total, 4 mil operários vão morrer até o começo dos jogos, em 2022. As mais diferentes adversidades nas condições de trabalho levam os trabalhadores à morte: acidentes de trabalho, ataques cardíacos, doenças desenvolvidas por conta da vida precária e até suicídio. Um representante do comitê organizador da Copa no país negou as informações e disse que os números estavam errados.

Comissões de direitos humanos pedem o fim do sistema local chamado “kafala”, muito comum nos países árabes do Golfo Pérsico. Nesse sistema, os imigrantes sem qualificações e dinheiro entram no Catar para trabalhar com a ajuda de um “patrocinador”. Este paga o visto, o custo da viagem e a hospedagem. Geralmente, essa pessoa é o futuro chefe, abrindo margem para a exploração dos trabalhadores: eles chegam ao país já devendo para seus empregadores.

O problema está longe de ter fim e todo o crescimento em infraestrutura almejado pelo Catar pode apagar a situação trágica de segurança do trabalho nas construções de metrôs, aeroportos, redes ferroviárias, hotéis e estádios. O crescimento econômico do país de 15,5 a 21 por cento ao ano é manchado por milhares de mortes de operários imigrantes.

FONTE: ESPN; Exame; Ig.

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Obra de engenharia suspende capela do antigo hospital Matarazzo a 31 metros de altura

Um delicado projeto de engenharia executado nos últimos nove meses conseguiu deixar suspensa, a uma altura de 31 metros, uma capela de 1.200 toneladas do antigo Hospital Matarazzo, a uma quadra da Av. Paulista, na região central de São Paulo. A … Continuar lendo

O legado de Stephen Hawking

“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão do conhecimento.” Talvez nenhuma das grandes frases de Stephen Hawking representam tão bem a vida do cientista, que faleceu na madrugada do dia 14 de março de 2018″

Após cursar física em Oxford e começar a pesquisar sobre cosmologia e teoria geral da relatividade em Cambridge, Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O britânico não se abateu quando os médicos estimaram que ele teria pouco tempo de vida. Viveu até os 76 e, aos 60 anos, já era considerado um dos grandes gênios dos últimos tempos, como Mozart, Albert Einstein, Rutherford, Nelson Mandela e Dalai Lama.

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Os principais campos de pesquisa de Hawking foram cosmologia teórica e gravidade quântica. Suas teorias, como a de muitos físicos, desafiam a noção de espaço-tempo e levam a uma outra dimensão; não dá para começar a compreendê-las sem abandonar as concepções mais fundamentais sobre a realidade que conhecemos.

Em colaboração com o também físico Robert Penrose, Stephen desenvolveu os primeiros teoremas da SINGULARIDADE. A ideia é que existem lugares no universo em que as variáveis da física se tornam infinitas e concentradas em um único ponto, como se toda a densidade, toda a massa existente, ficasse concentrada em um lugar só. Os BURACOS NEGROS são um dos tipos de singularidades que ele tinha vindo a estudar com Penrose, que as leis da Teoria da Relatividade Geral não se aplicam nessas regiões. E, mais importante ainda: uma dessas singularidades é, na verdade, o berço do universo. A partir dessa ideia Stephen Hawking teve um papel crucial na demonstração da Teoria do Big Bang!

“Se você parte da premissa de que o universo está em constante expansão, isso significa que, se voltar para trás, vai chegar à ideia de que o universo inteiro estava concentrado em único ponto. É mais ou menos essa a noção de singularidade.” Cássio Barbosa.

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Baseando-se na Teoria de Singularidade, Stephen Hawking ainda contribuiu com debates e descobertas sobre o universo, como a Radiação de Hawking, mecanismo que ocorre dentro de um buraco negro, envolvendo uma reação entre matéria e antimatéria, e a Inflação Cósmica, teoria quântica que sugere que, antes do Big Bang, o universo não conhecia limites entre o espaço e o tempo.

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Não tem como negar que Stephen Hawking possuiu uma inteligência rara e uma capacidade de raciocínio fora do normal. Entretanto, ao analisar sua vida, deve-se destacar muito mais que inovações quânticas e descobertas astronômicas. O físico desafiou as probabilidades e deixou ensinamentos que vão além da Ciência, afinal, um verdadeiro gênio sempre nos traz lições da vida em geral. Sua principal mensagem não tem nada a ver com números e sim com a maneira que as pessoas devem encarar a vida. Possuir alguma limitação deve significar automaticamente valorizar o que você está apto a realizar.

“Por mais difícil que a vida possa parecer, sempre existe algo em que você pode ser bem sucedido. O importante é que você nunca desista” Stephen Hawking.

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G1; Observador; Wikipedia.

 

Séries de TV que todo engenheiro deveria assistir

Sabe-se que a rotina de engenheiros e estudantes de engenharia não é nada tranquila. Está cada vez mais difícil encontrar tempo disponível para atividades de lazer. Entretanto, é importante ter consciência da necessidade de dar uma pausa no trabalho e estudos de vez em quando, para relaxar e abrir a mente. Uma boa pedida para os fins de semana é assistir uma série de TV que entretenha e descanse a mente dos telespectadores.

A populariadade das séries de televisão cresce a cada ano com a ascensão da TV a cabo e de provedores via streaming, como a Netflix, HBO Go e Netseries. E muitas pessoas já possuem suas séries favoritas como meios de inspiração profissional, assistindo situações empolgantes ou espelhando-se em personagens emblemáticos. Atualmente, todo mundo tem aquele amigo profissional ou estudante de Direito que é alucinado com a série “Suits” ou aquele familiar com vocacão para Medicina que não perde um episódio da série “Grey’s Anatomy”.

Portanto, chegou a hora de sugerir algumas séries que possam agregar de alguma forma a vida do engenheiro civil ou estimular o estudante a encarar a difícil caminhada que é o curso de engenharia.

No topo da lista, encontra-se a série Extreme Engineering (Megaconstruções), que retrata em 6 temporadas alguns desafios enfrentados pela construção civil, mostrando a evolução do homem, que ao longo dos anos adquiriu a necessidade de construir cada vez com técnicas mais elaboradas. Imagine levantar do zero, em apenas sete anos, um dos aeroportos com maior demanda do mundo. Esse foi o desafio dos engenheiros responsáveis pelo novo aeroporto internacional de Hong Kong, o Chep Lap Kok, que foi retratado em um dos episódios da série. Além disso, o programa da Discovery Channel trata de temas como o novo canal do Panamá e a ponte de Gibraltar (estreito que liga o Mar Mediterrâneo, Oceano Atlântico, oeste europeu e o norte da África).

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Outra série a ser citada é o grande clássico do Discovery Channel, MythBusters. Dois especialistas em efeitos especiais comprovam a veracidade de mitos da sociedade. Eles testam e provam se os mitos são verdade ou mentira. É uma série que literalmente desafia as leis da física. Os apresentadores do programa usam elementos do método científico para testar a validade de rumores, cenas de filmes, provérbios, vídeos da internet e histórias novas e antigas.

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Por último, mas não menos importante, Prison Break é uma série para os engenheiros e futuros engenheiros que não são muito fãs de séries de documentários, preferindo uma boa e intrigante trama. O personagem Michael Scofield une o seu alto QI com o curso de Engenharia Civil para conseguir fugir de várias prisões americanas e internacionais, além de improvisar diversas armas. O que ele faz é checar algumas plantas de prédios, bem como as suas estruturas de aço, misturar algumas substâncias químicas e pronto, lá estava ele escapando novamente de mais uma prisão! [ALERTA DE SPOILER] Na primeira temporada, o engenheiro tem o grande desafio de fugir de uma prisão que ele próprio projetou e uma de suas estratégias e tatuar o projeto da prisão em todo seu corpo. A série da FOX atingiu grande sucesso e pode ser assistida pela Netflix ou comprando o boxe com todas as 5 temporadas.

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Fonte: Construct; Discovery; Netflix.