Os principais modelos de mobilidade urbana no mundo

Mobilidade urbana é a forma e os meios utilizados pela população para se deslocar dentro do espaço urbano. Para avaliar a mobilidade urbana é preciso levar em conta fatores como: organização do território, fluxo de transporte de pessoas e mercadorias e os meios de transportes utilizados.

Devido ao grande índice populacional, em algumas cidades brasileiras a mobilidade urbana é considerada um dos principais desafios de gestão na atualidade, já que, juntamente ao crescimento da população, ocorre o aumento do número de pessoas que utilizam transporte individual para se locomoverem. Entre os fatores que demonstram o fracasso desse meio de transporte estão os engarrafamentos e a poluição do meio ambiente. Hoje, esses fatores são comuns nas principais cidades do Brasil. A frota de automóveis brasileira cresceu 400% em dez anos, conforme dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), numa pesquisa realizada em 2016. Outro dado preocupante é que cidades com São Paulo e Rio de Janeiro não apresentaram o mesmo índice de aumento na construção de transportes alternativos e coletivos, como o metrô de superfície no mesmo período, opções de transporte que são alternativas menos agressivas que o transporte individual.

BICIXCOCHES

O estímulo ao transporte não motorizado é um dos traços que caracteriza as melhores cidades do mundo em mobilidade. Além disso, a implantação de sistemas que priorizam a integração entre os modais faz com que o trânsito seja mais fluido e prático, com conexões reais entre os diferentes meios de transporte.

Em Berlim, capital da Alemanha, a diversidade de modais disponíveis e a facilidade de acesso é a principal característica da mobilidade urbana. Lá, trens, ônibus, metrôs, carros e bicicletas circulam em harmonia. Cerca de 13% das rotas são feitas de bicicleta, e a preferência pelo transporte público aumenta a cada ano. Entre 2001 e 2011, o número de usuários do transporte público cresceu mais de 20%. Um dos componentes importantes das políticas públicas de Berlim para o transporte tem sido o planejamento das vias para bicicleta e pedestres. A cidade construiu mais de 1000 quilômetros de ciclovias e o número de ciclistas aumentou mais de 40% entre 2004 e 2012. Em média, moradores de Berlim andam ou pedalam em 40% das suas viagens. Outra importante iniciativa da cidade alemã são os projetos de carros elétricos. Desde 2012, Berlim tem investido na tecnologia, e conta com 7,9 mil veículos elétricos, e mais de 500 estações de carga de energia espalhadas pela cidade.

Outro exemplo de sucesso na questão da mobilidade urbana é a cidade de Hong Kong, principal centro de negócios e turismo da Ásia. A cidade conta com um dos sistemas de mobilidade urbana mais bem organizados e eficientes do continente. Por dia, são aproximadamente 12,6 milhões de viagens feitas de transporte público. O que faz os deslocamentos serem eficientes é o sistema MTR (Mass Transit Railway), reconhecido como um dos mais eficazes do mundo. Espécie de linha de trem super rápida, serve às áreas urbanizadas de Hong Kong e localidades próximas, sendo o meio de transporte mais popular da região, com cerca de 5 milhões de viagens diárias. O MTR tem aproximadamente 218,2 quilômetros de extensão, com 159 estações. A eficiência no tempo dos trajetos também conta pontos para a cidade: estimativas apontam que os trechos são feitos dentro do horário estimado em 99% dos casos.

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Mais um exemplo é a capital da Inglaterra. Londres é uma cidade pioneira em mobilidade: implantou o primeiro túnel submarino, o primeiro aeroporto internacional e a primeira rede ferroviária subterrânea do mundo, o London Underground, conhecido como The Tube. Hoje, o sistema de transporte da cidade é referência mundial por integrar metrô, trem, ônibus, bicicleta e táxis. O metrô de Londres tem mais de 400 quilômetros de extensão, e transporta cerca de 1,1 bilhão de passageiros por ano. A peça-chave desse sistema integrado são os Oyster Card, outra referência criada por Londres. O sistema de bilhetagem eletrônica permite que os moradores acessem os diferentes tipos de transporte com apenas um cartão. O Oyster dá acesso ao metrô, ônibus, trens e aos barcos que sobem e descem o Rio Tâmisa. Outra iniciativa adotada pela cidade foi o pedágio de congestionamento, que restringe a circulação de carros no centro. O objetivo é estimular o uso do transporte público e reduzir as emissões de carbono pelos veículos.

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Situado a cerca de 80 quilômetros de Londres, o condado de Cambridge tornou-se modelo de mobilidade urbana depois da implantação do sistema de transporte coletivo conhecido como BHLS (Bus with High Level of Service, que significa “Ônibus com Alto Nível de Serviço”), ou The Bushway. Instalados em 2011, os veículos desse tipo se diferenciam dos ônibus comuns por serem mais velozes e seguros. Construído no percurso de uma antiga ferrovia desativada, o modelo tem um sistema conhecido como “guided bushway”. O veículo é guiado por rodas de aproximação nas faixas exclusivas, o que permite que ele trafegue em velocidades com segurança. Além disso, foi construído de modo que os ciclistas possam utilizar ciclovias laterais ao seu trajeto. Nas principais estações, há locais para guardar a bicicleta e também estacionamentos para veículos, para quem quiser deixar o carro estacionado e seguir seu trajeto pelo BHLS. A infraestrutura oferece alta acessibilidade em todas as estações, o piso é nivelado à plataforma de embarque. Em horários de pico, a frequência é de um ônibus a cada 5 minutos.

No Brasil, pode-se destacar a cidade de Curitiba como um expoente no setor de mobilidade urbana. Há mais de 30 anos, a cidade criou corredores de ônibus de forma inteligente visando a valorização do transporte público. As inovações estratégicas de mobilidade urbana como a criação do ‘ligeirão’ (um ônibus cinza que não para em todos os pontos) e a construção de novos corredores de integração mantêm a cidade ainda como modelo da América, mas o baixo investimento nacional em novas tecnologias pode deixar todo o sistema para trás.

Além de uma mudança de cultura, é imprescindível o investimento tecnológico para melhoria dos sistemas de transportes urbanos do Brasil.

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Fonte: Gazeta do PovoG1E-Moving.

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Ponte de Beipanjiang: a nova ponte mais alta do mundo

Não é novidade que a China seja pioneira na construção das pontes mais altas do mundo. Como já abordado anteriormente no blog (Confira o post!), 4 das 5 pontes mais altas do mundo são chinesas. Entretanto, esse dado já mudou. Em setembro do presente ano, foi concluída a obra da Ponte de Beipanjiang, que fica a 565 metros acima do rio Nizhu, no sul da China.

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Essa ponte tem 1341 metros de comprimento e irá ligar as províncias de Guizhou e Yunnan. A construção contou com cerca de 1000 engenheiros e técnicos, sendo que foi iniciada há três anos. Segundo a Televisão Central da China (CCTV), o custo da obra valor equivale a 133 milhões de euros (aproximadamente 470 milhões de reais). A inauguração para o público está prevista para o fim de 2016.

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Há poucos meses antes da conclusão dessa obra, a China concluiu outra grande construção, que recebeu o título de ponte de vidro mais cumprida do mundo.

A seguir, podemos observar o perfil do terreno em que foi construída a ponte, evidenciando o desafio da construção devido à elevada altura até o rio.

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Construir uma ponte com uma altura equivalente a um prédio de 200 andares não é uma tarefa simples, mas o relevo característico da China instiga o país a quebrar seus próprios recordes, desafiando os limites da Engenharia.

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Confira o vídeo da CCTV sobre a finalização da obra:

Fontes: Maiores Pontes do Mundo, Ponte de Beipanjiang.

Estrada do Atlântico

    A Estrada do Atlântico, Atlanterhavsveien em norueguês, está longe de ser uma estrada qualquer! Além de ligar a costa continental à cidade Averøy, saltando de ilha em ilha, é um dos destinos turísticos mais procurados na Noruega.

    Sua inauguração foi em 1989, tendo um custo superior a 120 milhões de dólares. A obra teve a duração de seis anos, enfrentando durante esse período um total de 12 tempestades fortes, com registros de furacões, provenientes das intensas correntes de ar presentes no local. Durante o projeto, foi necessário levar em conta também os fortes choques do mar com a estrada em diversos pontos. Porém, atualmente, isso é um dos fatores que chamam a atenção dos turistas, que a qualquer momento podem ser surpreendidos por uma onda batendo em seu carro (Imagem 1).

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Imagem 1: Ondas quebrando sobre a Ponte do Atlântico

    Esse maravilhoso percurso, construído literalmente a beira-mar, conta com mais de 8 quilômetros, que incluem curvas peculiares (que provocam a sensação de estar em uma montanha-russa), formas atípicas, oito pontes sobre o Oceano Atlântico, além de passar por pequenas ilhas, recifes e fiordes (profundas entradas do mar no continente) que proporcionam uma paisagem inexplicável. Em determinadas épocas do ano, quando o mar está calmo, as focas, baleias e golfinhos, deixam as ondas de lado para se tornarem a atração. Tal obra harmoniza arquitetura e engenharia, chegando, inclusive, a ganhar em 2005 o prêmio de melhor construção norueguesa.

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Imagem 2: Estrada Atlântica – Rota conectando ilhas cênicas

Fonte: Estrada do Atlântico e Noruega Estrada do Atlântico