Madeira Laminada-Colada (MLC)

As peças de madeira laminada-colada são reconstituídas a partir de lâminas, que são de dimensões elativamente reduzidas se comparadas às dimensões da peça final assim constituída. A fabricação de MLC reúne duas técnicas: laminação e colagem.

Laminação, por definição, são pequenos pedaços de madeira formando um único membro grande, forte, estrutural. Esses elementos estruturais são utilizados como colunas verticais ou horizontais, vigas, assim como curvas, arqueando em formas.

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Nas primeiras aplicações, as lâminas de madeira eram unidas por pregos e cintas metálicas, e somente após o surgimento de colas de alta resistência é que se tornou possível a fabricação da madeira laminada-colada. A técnica de colagem é responsável por deixar a seção mais homogênea e evitar as ocorrências de deslizamentos entre as lâminas.

Em 1940, com o aparecimento das colas sintéticas que o sistema laminado-colado conheceu o seu grande progresso. As espécies de madeira mais recomendadas para o emprego em MLC são as das coníferas e algumas folhosas, como Pinus e Eucalipto. As substâncias de colagem mais usadas são a caseína, resorcina, uréia-formol e melamina.

A escolha da cola depende de dois fatores: tipo de madeira e condições externas. Entretanto o fator condições externas deve ser tratado com mais importância, visto que é preciso levar em consideração principalmente o meio a que a estrutura vai estar submetida, ou seja, temperatura e teor de umidade. Estar abrigada no interior da edificação ou exposta à variação das condições atmosféricas, como, alternância de sol e chuva, são informações que determinam uma estratégia para o uso da MLC.

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Leveza, alta capacidade de carga, resistência e flexibilidade de formas são propriedades da madeira laminada-colada. O seu emprego vai desde pequenas passarelas, escadas e abrigos até grandes estruturas concebidas sob as mais variadas formas estéticas. São destinadas a cobrir vãos de até 100 metros sem apoio intermediário.

Não se pode esquecer que a MLC é antes de mais nada “madeira”, logo, além das vantagens da estrutura ser em madeira laminada-colada, é preciso lembrar das vantagens que estão reunidas na própria madeira, como excelentes características estruturais e baixa condutibilidade térmica. Porém, além das vantagens do material, a técnica do laminado-colado confere ainda às estruturas de madeira, características como a exigência de um número bem menor de ligações, uma vez que são previstos para grandes dimensões; possibilidade de obter peças com raio de curvatura reduzido, variável e até mesmo em planos diferentes; possibilidade de tratamento da madeira, tábua por tábua, em autoclave, o que confere enorme eficiência e garantia que pode chegar até 50 anos contra o ataque de fungo e insectos xilófagos.

Como outros produtos de madeira, a MLC representa um uso eficiente da madeira disponível. Enquanto a demanda por madeira continua a aumentar em todo o mundo, há uma redução na oferta de madeiras com alta qualidade e grande diâmetro. E combinada com as preocupações ambientais e as mudanças nas práticas de gestão florestal, a fabricação de madeira maciça fica cada vez mais caro e mais difícil. Por isso a madeira laminada-colada faz o uso de menores dimensões, mas são projetados para ser mais forte e de mesmo tamanho da madeira maciça. Eles também sofrem menos defeitos e retração devido a alterações de umidade. Com isso, combatem fenômenos como empenamento e torção.

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Fonte: AECWeb; Rewood; Calil Madeiras.

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CoolSeal

O CoolSeal, ou em tradução literal para o Português, ‘selo fresco’, se refere a uma pintura aplicada sobre o asfalto, de cor cinza claro, que busca mitigar os efeitos das ‘ilhas de calor’ que acabam por aumentar a temperatura nas cidades que sofrem com a grande urbanização.

Essa tecnologia se baseia no princípio da reflexão dos raios solares na área infravermelha do espectro da luz, a qual não podemos ver e, com isso, o calor que antes era absorvido pelo asfalto com uma eficiência de quase 90%, esquentando o ar na região próxima, passa a ser refletido pela camada de pintura.

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A cidade de Los Angeles, no estado americano da Califórnia, que nos últimos anos vem sofrendo com as altas temperaturas, pode ser considerada a pioneira na aplicação dessa tecnologia. Cercada por um deserto, com quilômetros e mais quilômetros de estradas asfaltadas além da pouca vegetação, a cidade americana vem colocando em prática o projeto piloto, denominado Cool Paviment (ou asfalto fresco), que consiste na aplicação da tinta sobre os asfaltos da cidade.

Com essa medida, o prefeito da cidade, Eric Garcetti pretende reduzir a média de temperatura em dois graus Celsius dentro dos próximos vinte anos. Ainda que em fase de teste, a aplicação do CoolSeal em alguns bairros de Los Angeles proporcionou resultados animadores, com diminuição de até nove graus na temperatura ao redor das áreas em que a camada de pintura foi aplicada.

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Estudos com relação ao custo x benefício do material ainda estão sendo realizados. Sabe-se que para cada uma milha (cerca de 1,6 quilômetros) de asfalto revestido com o material tem um custo de US$ 40 mil, com durabilidade de sete anos. Além disso, em entrevista à BBC Mundo, Alan Barreca, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) defende que o CoolSeal se apresenta como uma alternativa para aqueles que não têm condições de manter um ar condicionado em casa, fazendo com que o asfalto fresco se apresente como uma opção que beneficiará a todos, independentemente da fonte de renda.

“Há evidências de que o calor extremo pode ser mortal […]. Se 160 km de pavimento podem evitar a morte de uma única pessoa, vale a pena instalá-lo. E isso se só focarmos em salvar vidas. O calor extremo tem um efeito também nas hospitalizações, na saúde infantil e até na fertilidade[…]. Levando em conta todos esses fatores, acredito que os benefícios do asfalto fresco superam os custos. Mas precisamos esperar para ver se isso é confirmado”, complementa o professor.

Vale a pena ressaltar que a tecnologia aplicada no CoolSeal foi inicialmente desenvolvida por uma empresa americana, com base no estado da Califórnia, especializada em cobertura para asfalto a pedido do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O objetivo era pintar as pistas de decolagem dos aviões buscando reduzir a temperatura das mesmas, para que assim satélites espiões que utilizassem tecnologia infravermelha não conseguissem localizar as bases americanas.

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No que se refere ao produto aplicado nas ruas de Los Angeles, ele se difere daquele desenvolvido para o Departamento de Defesa americano por sua capacidade de refletir ainda mais os raios solares, ou seja, por sua maior eficiência.

Desde que o projeto desenvolvido na metrópole americana ganhou visibilidade, a empresa responsável pela fabricação do CoolSeal passou a receber questionamentos buscando maior conhecimento a respeito do produto de diversos países, incluindo China, Israel, Austrália e Arábia Saudita.

Fonte: Veja, Washington Post, LA Times, Futurism, Horizonte, BBC

Como funciona o trem sem trilhos de metal da China?

Com o principal objetivo de baratear os custos de transporte público para cidades de pequeno e médio porte, já que não necessita da instalação de trilhos que tem um investimento bastante alto, a empresa ferroviária CRRC desenvolveu um “ônibus inteligente”. Capaz de combinar a facilidade econômica do sistema de ônibus, a modularidade dos metrôs, a conveniência e segurança dos veículos que tem autonomia, esse novo trem sem trilhos de metal, além disso tudo, também não precisará de um condutor.

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A previsão é de que, em 2018, a cidade chinesa Zhuzhou, na província chinesa de Hunan, já faça uso desse modal público. A empresa responsável por esse projeto, a CRRC, começou a elaboração desse sistema desde 2013 e é, atualmente, a segunda maior empresa industrial do mundo. Ademais, ela controla a fabricação de trens de alta velocidade na China, onde também há a maior rede desse tipo de linha no mundo, com cerca de 14.000 quilômetros.

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O trem sem trilhos ou ART (Trânsito Rápido de Trilhos Autônomos – Autonomous Rail Rapid Transit) é capaz de seguir um caminho previamente definido, através de pontos brancos no asfalto que são captados pelos sensores acoplados no veículo, fazendo com que ele trace sua própria rota e por isso o nome de “trilhos virtuais”. Além disso, o trem identifica o pavimento e tem sensores que transmitem informações da viagem, sem necessidade de um arranjo físico para o guiar.

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Ele tem 30 metros e é composto por três carros que podem transportar 300 passageiros por uma faixa de 6,5 quilômetros a uma velocidade máxima de 70 km/h, podendo adicionar, caso necessário, mais carros para permitir o maior transporte de passageiros. O sistema ainda é “eco-friendly” devido a seu funcionamento por eletricidade, através de baterias recarregáveis, e por gerar baixo impacto ambiental, pois não são poluentes. Com dez minutos de carga ele possui autonomia de 25 quilômetros, já com a carga completa é capaz de viajar uma distância de 40 quilômetros.

Por fim, a ART é uma ótima opção para pequenas e médias cidades que não possuem infraestrutura para a implantação de linhas de metrô, já que esse trem sem trilhos é 80% mais barato e ainda tem vida útil de 25 anos.

Trem virtual, China, imagens.

Casas de palafita: a alternativa das populações ribeirinhas

São construções que surgiram na Era Neolítica, ou seja, na Pré-História, de acordo com os restos dessas habitações encontrados nos sítios arqueológicos europeus. Sua maior aplicação ocorre em áreas alagadiças, como na região Amazônica, no Pantanal e na Ásia, em que as populações ribeirinhas devem se adaptar ao ciclo das águas (6 meses de seca e 6 meses de cheia de rios).

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O material básico para a construção de palafitas é a madeira, visto que ela possui uma maior resistência a água. Contudo, ainda pode ser usada a palha e a taipa, sendo a última uma espécie de barro sobre uma armação feita de galhos e ripas. Assim, as casas são sustentadas por troncos ou pilares, evitando que a água adentre o interior da mesma.

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Caso a água invada as casas, os moradores fazem uso da maromba, que é uma espécie de piso elevado que permite que os mesmos continuem vivendo no local até que a enchente diminua.

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É nítido a precariedade desse tipo de casa no Brasil por causa dos constantes riscos que os habitantes vivem, tanto com relação a integridade da construção, quanto aos acidentes proporcionados pela proximidade com a água e sua correnteza. Desse modo, a manutenção e troca das madeiras é primordial, especialmente se a água sob as casas for poluída. Entretanto, o tempo em que a manutenção deve ser feita varia conforme as características da região, do tamanho da palafita e da quantidade de chuva.

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Palafita, Maromba, Casa de palafita e Imagens.