A Ganância Mata!

Memorial em homenagem às vítimas da tragédia no Ninho do Urubu Foto: CARL DE SOUZA / AFP

No mundo atual muitas vezes confundimos ambição com ganância, ou nem mesmo sabemos diferenciá-las.

Podemos defini-las da seguinte maneira:

Ambição: obstinação intensa para conseguir determinado propósito; vontade de alcançar sucesso; pretensão. Expectativa em relação ao futuro, aspiração, determinação, vontade.

Ganância: vontade de possuir tudo que se admira para si próprio. É a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. É um desejo excessivo especialmente por dinheiro e poder, podendo levar as pessoas a corromper terceiros e se deixar corromper, manipular e enganar, chegando até ao extremo de tirar a vida de seus desafetos. Muitas vezes é confundida com ambição.

Desta forma podemos observar que ambição é algo positivo que te faz perseguir seus sonhos e objetivos e não o deixa desistir. No entanto esse sentimento se for exacerbado pode se tornar ganância, rompendo uma linha tênue que separa os dois sentimentos, essa linha pode ser chamada de ética ou moral.

No início desse ano vivenciamos algumas tragédias, duas delas podem ser caracterizadas pela ganância: o rompimento da barragem de brumadinho que matou mais de 200 pessoas e o incêndio no ninho do urubu em que 10 crianças morreram. Neste post gostaria de chamar sua atenção para a tragédia ocorrida nas categorias de base do Flamengo.

No dia 8 de fevereiro de 2019, o Brasil e o mundo do futebol acordaram em estado choque, assistindo crianças, adolescentes tendo seus sonhos e vidas destruídas. O Flamengo hoje desponta com um dos times mais ricos do Brasil com um orçamento que gira em torno de R$700 milhões, no entanto “os meninos da gávea” como são conhecidos os garotos da categoria de base do Flamengo estavam morando em um local que não se tinha o aval da prefeitura para habitação e além disso estava descrita como área de estacionamento.

Na imagem abaixo podemos ver mais detalhada a estrutura em que moravam esses garotos:

Neste esquema torna-se indiscutível o descaso que se teve com o bem-estar desses garotos que vieram de longe em busca de seus sonhos, e muitos com o objetivo de no futuro proporcionar uma melhor qualidade de vida para sua família.

O mercado do futebol é indiscutível um dos que mais movimenta dinheiro no mundo, por essa razão, muitas vezes esses garotos são vistos apenas como mercadorias, números em uma planilha de lucros. O incêndio no ninho do urubu poderia ter sido evitado, não faltaram avisos, de acordo com a prefeitura do Rio de Janeiro a diretoria do Flamengo foi notificada em 30 casos por falta de alvará.

Após essa tragédia muitas categorias de bases no Brasil inteiro foram interditadas por não possuírem as medidas de segurança mínima para a habitação, evidenciamento que esse evento poderia ter acontecido em outros lugares e ter tomado até proporções maiores.

Em minha opinião o ocorrido não foi uma tragédia, foi um ato criminoso marcado pela ganância de todos os envolvidos no funcionamento desse alojamento, desde o engenheiro que assinou o projeto até o presidente do clube que ignorou os sinais que evidenciavam a ilegalidade do local e a precariedade da estrutura.

Portanto, temos como reflexão que não importa a área em que atuemos profissionalmente, temos que mudar nosso jeito de agir e pensar, é preciso ter-se mais empatia, compaixão, responsabilidade. Decidindo, assim se queremos ser éticos e honestos, ou que não tem problema ultrapassar alguns limites e dessa forma correr o risco de ter sangue nas mãos.

Fontes: Administradores, Esportes R7, Globo Esporte, Isto É, O Globo.

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A primeira cidade inteligente social do mundo fica no nordeste do Brasil

Localizado em Croatá, distrito do município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, Ceará, o empreendimento Smart City Laguna surge como uma nova alternativa contrastante à realidade nacional das cidades que crescem sem nenhum planejamento, impactando cada vez mais o meio ambiente e a sociedade.

A cidade, com área total de 330 hectares, sendo aproximadamente 620 mil metros quadrados de área verde distribuídas por todo seu território, foi pensada para uma população de 25.000 habitantes e, diferentemente do que se vê por aí onde propostas inovadoras como essa são voltadas a um público com renda mais elevada, o projeto é acessível a todos.

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Composta por cerca de 7 mil lotes, entre residenciais, comerciais e empresariais, o projeto da cidade, concebido em 2011, levou três anos para que tivesse sua elaboração concluída. Até um estudo a respeito do melhor local para sua implantação foi realizado, uma vez que os envolvidos priorizavam uma região com forte desenvolvimento econômico. Foi aí que encontraram uma reportagem da revista britânica The Economist abordando os 10 melhores locais no mundo para se investir, sendo um deles a região do Porto do Pecém, próxima a São Gonçalo do Amarante.

A cidade escolhida se destacou das demais por ser uma das que mais crescem no Brasil. Localizada próxima de um megaporto, de um complexo industrial, de uma companhia siderúrgica e sem contar com sua aptidão para o turismo por sua proximidade a praias famosas do nordeste brasileiro, a região de São Gonçalo do Amarante aumentará o potencial industrial e comercial com a ligação da transnordestina.

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Diferentemente das tradicionais cidades inteligentes que priorizam o planejamento urbano, as cidades inteligentes sociais são caracterizadas por um programa social que visa o desenvolvimento e crescimento da sociedade através da utilização de recursos tecnológicos e sustentáveis.

Para o projeto da Smart City Laguna buscou-se criar uma infraestrutura de alto padrão e definitiva, na qual a necessidade de manutenção seja mínima, com residências de padrão arquitetônico moderno e harmonioso aliado a conforto e funcionalidade. Com o intuito de diminuir ao máximo o impacto ambiental, a pavimentação com intertravados conta com procedimentos automatizados e produção não poluente, além de destinar 70% da drenagem de águas pluviais para a lagoa da cidade, que irá passar por uma intervenção de revitalização e perenização.

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O empreendimento, que terá todo o seu núcleo urbano entregue até dezembro de 2020, já conta com seus primeiros moradores que desfrutam de iluminação pública com lâmpadas de LED em postes que dispõem de painéis fotovoltaicos, estação de abastecimento de carros híbridos e medidores inteligentes para as moradias desde o início deste ano.

Fonte: Tem Sustentável, SustentArqui, Startupi, Smart City Laguna

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5 Grandes construções da Engenharia coordenadas por mulheres

Dia 8 de Março celebramos o dia internacional da mulher, e para isso reunimos 5 grandes construções que tiveram engenheiras, arquitetas e gerentes deixando seu legado no ramo da ciência, tecnologia e construção civil, por coordenarem e serem de grande impacto na realização desses grandes empreendimentos.

1- Brooklyn Bridge

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Imagem da ponte do Brookylin

A ponte do Brooklyn foi um dos maiores projetos de engenharia na história americana.  Ao final do século 19, Brooklyn era a terceira maior cidade dos EUA. Nessa época, o East River (separa a Long Island da ilha de Manhattan e do Bronx)  foi utilizado principalmente para transportar mercadorias e alimentos entre Brooklyn e Manhattan. O rio ganhou uma importância econômica muito grande. No inverno de 1867  o rio congelou, paralisando todo comércio. Então a cidade viu a necessidade de melhorar a rota entre os dois locais. Assim, foi autorizada a construção da Brooklyn Bridge.

O engenheiro-chefe da Brooklyn Bridge foi John August Roebling, que em 1869 acabou falecendo vitima de tétano  após um acidente de trabalho, quem assumiu após sua morte foi seu filho Washington Roebling, que por sua vez também se acidentou durante o trabalho subaquático na base dos pilares e sofreu de uma doença que o algemou à cadeira de rodas. Por fim, quem assumiu a obra foi a esposa de Washington, Emily Warren Roebling, que até então, havia estudado vários temas relacionados a engenharia civil, incluindo matemática, resistência dos materiais, as curvas catenária e construção de cabo. Assim Emily assumiu a supervisão diária da construção da ponte e não só concluiu a obra como foi a primeira pessoa a atravessar a ponte, e essa foi uma das primeiras participações de mulheres em grandes obras na historia.

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Pintura de Emily Warren Roebling

 

 2- One World Trade Center

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Após a destruição do World Trade Center original nos ataques de 11 de setembro de 2001, foram realizados diversos concursos para definir o design e localização da nova torre, que chamariam de Freedom Tower (Torre da Liberdade) e se destacaria como o edifício mais alto nos Estados Unidos, exclusivo para escritórios, estando a uma altura simbólica de 1.776 pés (541,3 m). Com o projeto final lançado em 2005, seu design remete a um prisma e a torre afunila-se octogonalmente à medida que sobe. Além disso, o edifício conta com diversas adaptações para satisfazer as questões de segurança levantadas pelo NYPD (New York City Police Department). Sua execução começou  em 2006 e o edifício foi inaugurado em 2014.

Dentre os responsáveis pela construção e execução da obra, temos  a arquiteta Nicole Dosso, especialista renomada em desafios e soluções técnicas associadas ao projeto de edifícios altos em contextos urbanos complexos. Nicole trabalhou especialmente no nível do solo, lidando com a diferença estrutural das construções ao redor e com a preservação e utilização do espaço.

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Foto de Nicole Dosso em frente ao One Trade Center

 

3- The Shard

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Foto  do edifício Shard London Bridge

Shard London Bridge é um arranha-céu em forma de pirâmide inaugurado em 5 de julho de 2012 em Southwark, em Londres. Com mais de 310 metros de altura, é o edifício mais alto da União Europeia. O prédio conta com 72 andares habitáveis  e foi projetado com eficiência energética, sendo equipado com uma usina combinada de calor e energia (CHP), operando com gás natural da National Grid (companhia de eletricidade e gás natural de Londres). O combustível é eficientemente convertido em eletricidade e o calor é recuperado do motor para fornecer água quente para o edifício.

A engenheira envolvida nessa grande obra foi Roma Agrawal,  renomada engenheira estrutural e graduada em Física,  que trabalhou 6 anos no desenvolvimento e execução da obra, tendo seu trabalho reconhecido pela mídia inglesa em portais renomados  como BBC World News, BBC Daily Politics, TEDx, The Evening Standard, The Sunday Times, Guardian, The Telegraph, Independent, Cosmopolitan, e sendo a única mulher que aparece no documentário feito sobre a obra pelo canal britânico de televisão aberta Channel 4 ( canal 4) chamado  ‘The Tallest Tower’  ( A torre mais alta).

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Foto da engenheira e da Obra

 

4- ICESat-2/ATLAS

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Ilustração do satélite ICEat-2 em órbita

 

O ICESat-2 / ATLAS (Satélite de Elevação de Terra, Gelo, Nuvem), é um instrumento de  $ 240 milhões de dólares  que fornece medições para quantificar as mudanças na massa de gelo, seus impulsionadores e o impacto dessas mudanças no futuro nível global do mar, além disso, ele monitorar as trocas atmosféricas de energia, massa e umidade,  e medir a altura da vegetação.

A personalidade por trás do funcionamento desse satélite da NASA é a engenheira aero espacial Aprille Ericsson-Jackson .  Conhecida também por ser a primeira mulher afro-americana a receber um Ph.D.(equivalente ao doutorado nos EUA) em Engenharia Mecânica pela Howard University e a primeira mulher afro-americana a receber um Ph.D. em Engenharia na NASA. Talvez uma das mulheres mais famosas que trabalham para a NASA hoje, Ericsson é a primeira mulher afro-americana a ganhar um Ph.D. em engenharia mecânica de uma Historically black college and universitie, ou HBCU ( faculdade historicamente destinada a estudantes afro-americanos). Atualmente, Aprille é a gerente do projeto ATLAS e é reconhecida mundialmente.

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Foto de Aprille na Goddard Space Flight Center

 

5- Usina Capivari-Cachoeira

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Foto da usina hidrelétrica cavipari cachoeira

Localizada no município de Antonina, no Paraná, a Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza (antiga UHE Capivari-Cachoeira) é atualmente a maior central hidrelétrica subterrânea do sul do país com a capacidade total instalada de 260 MW, produzidos por 4 unidades geradoras, e o seu reservatório tem capacidade de aproximadamente 1,5 milhões de m³ e 16,3 Km² de área.

 A mulher por traz dessa obra hoje  está imortalizada como a “pioneira da engenharia” no Brasil, trata-se de Enedina Alves Marques(1913-1981), em 1945 foi  a primeira mulher a se formar em engenharia no estado do Paraná, e a primeira engenheira negra do Brasil, graduada  no curso de Engenharia Civil na Universidade do Paraná. Como engenheira, participou de diversas obras importantes no Estado e foi uma grande ativista dos direitos das mulheres, em sua homenagem, foi fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, empenhado em combater a invisibilidade racial que atinge negras e negros em diversos setores, como o ambiente escolar, o mercado de trabalho e as demais esferas sociais.

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Foto de Enedina Alves, primeira engenheira civil brasileira

 

Fonte: Inbec, Quora, LovingNewYork, SOM, Aprille-MarisaMcdowell, nsbp,

 

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As barragens de Juiz de Fora estão sob risco de rompimento?

Barragem rompendo

Barragem de Brumadinho se rompendo. Fonte: Rede Globo.

Não sendo de conhecimento de boa parte da população, o município de Juiz de Fora tem pelo menos oito barragens, sendo três de usinas hidrelétricas, três de abastecimento de água e duas de rejeito industrial. Com o desastre de Mariana em novembro de 2015, a situação de nossas barragens foi tema de uma audiência na Câmara Municipal da cidade, onde se sugeriu a formação de uma comissão com participação popular, do poder público e dos responsáveis pelas barragens para definir procedimentos de fiscalização, emergência e plano de contingência. O engenheiro de Segurança em Barragem, Marcos de Oliveira Guerra, apresentou dados baseados em uma escala padrão e reiterou a importância do monitoramento por profissionais especializados. Tal monitoramento foi garantido pelas empresas responsáveis: Cemig, Cesama (Companhia de Saneamento de Juiz de Fora) e Grupo Votorantim.

O que não se imaginava era que, três anos mais tarde, quando o estado ainda não tinha se recuperado de tamanha tragédia, outra catástrofe ocorreria. Há menos de um mês, a barragem da Mina do Córrego do Feijão rompeu e causou mais danos que a primeira: foram dezenove mortos em 2015 e, até o momento, já são 166 mortes confirmadas em Brumadinho sendo que, de acordo com a Defesa Civil, ainda há 144 desaparecidos. Com essa nova adversidade, a população juizforana voltou a se questionar sobre os riscos das barragens da cidade.

AS OITO BARRAGENS DA CIDADE

Usinas hidrelétricas

Usina de Marmelos: Foi a primeira grande usina hidrelétrica inaugurada na América do Sul. É administrada atualmente pela Cemig. A barragem principal é de concreto, cuja altura é oito metros e o comprimento é de 51. Localiza-se na bacia hidrográfica do Paraíba do Sul, no rio Paraibuna, na região leste (altura do Linhares).

Usina de Joasal: Operada pela Cemig, tem sua principal barragem feita de concreto. Sua altura é quatro metros e seu comprimento 35. A estrutura se localiza na bacia Paraíba do Sul, no rio Paraibuna, na região sudeste da cidade (Granjas Bethel).

Usina de Picada: É de propriedade do Grupo Votorantim (Votorantim Energia) e tem sua barragem principal de concreto. Localizada no distrito de Torreões, sua altura é de 32 metros e comprimento de 96. Foi construída na bacia Paraíba do Sul, no Rio Preto.

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Represas de abastecimento

Represa Chapéu D’Uvas: A barragem tem volume de 146 milhões de metros cúbicos. Apesar de ser de responsabilidade da união, a Cesama opera e realiza manutenção.

Represa Dr. João Penido: Construída no Ribeirão dos Burros, próximo ao bairro Grama, possui volume de 16 milhões de metros cúbicos. A manutenção da represa é de responsabilidade da Cesama.

Represa de São Pedro: Responsável pelo abastecimento da Cidade Alta, o manancial é administrado pela Cesama. O volume da barragem, de terra, é de 1,2 milhão de metros cúbicos.

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Barragens de rejeito industrial

Barragem da Pedra: De propriedade da Nexa Resources (Grupo Votorantim), a barragem é de terra e possui volume de 1,5 milhão de metros cúbicos. Mantém resíduos industriais das atividades da empresa.

Barragem dos Peixes: Também de propriedade da Nexa Resources e feita de terra, esta se encontra inativa, segundo a empresa. Seu volume é de 800 mil metros cúbicos de rejeitos industriais.

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Para visualizar as localizações das estruturas acima, clique aqui.

AS AVALIAÇÕES REALIZADAS

O mesmo engenheiro de 2015, Marcos Guerra, afirma que o risco das barragens de Juiz de Fora é mediano. “Há uma escala de avaliação que considera diferentes fatores, como prejuízos ambientais e sociais, por exemplo. Este índice pode chegar a 18 de pontuação. As barragens de Juiz de Fora, em 2016, atingiam em torno de 11. Qualquer obra de engenharia é perecível. Tudo que é material tem seu ciclo de vida. Estão todas na cabeceira do município, próximas às comunidades. É preciso planos de contingência, emergência e fiscalização.”, diz o engenheiro ao jornal Tribuna de Minas. Diz ainda que é necessário realizar fiscalizações e manutenções das estruturas com periodicidade.

Em 2017 foi elaborado um Relatório de Segurança de Barragens pela Agência Nacional de Águas (ANA), o qual classifica o risco e o dano potencial associado. O primeiro diz o quanto é possível a ocorrência de um rompimento e o segundo o quão grave o incidente seria, caso ocorresse. De acordo com esse relatório, todas as barragens de Juiz de Fora apresentam dano potencial associado alto, já que suas dimensões são consideravelmente altas e estão localizadas em pontos onde um rompimento causaria grandes danos. Já sobre a categoria de risco, as barragens das represas de São Pedro e Dr. João Penido foram enquadradas na modalidade moderado e as demais apresentam baixo risco de catástrofe. Isso significa que há baixa possibilidade de ocorrer um desastre em Juiz de Fora, mas, caso ocorresse, os resultados seriam próximos aos de Brumadinho.

Enquanto isso, visitas estão sendo realizadas pela Comissão de Urbanismo da Câmara Municipal. A primeira ocorreu no dia 05 desse mês, nas duas barragens de rejeitos de Juiz de Fora: a Barragem da Pedra e a Barragem dos Peixes (atualmente inativa), as quais pertencem ao grupo Votorantim e estão sob responsabilidade da Nexa Resources. A segunda ocorreu no dia seguinte, na Represa Dr. João Penido, pertencente à Cesama. A Comissão de Urbanismo destaca que pretende realizar outras visitas após o término do recesso parlamentar, o qual encerrou no dia 15 desse mês. Data prevista, também, para marcar a audiência pública solicitada para discutir a situação das barragens de Juiz de Fora e informar a população sobre as condições das estruturas. “Só com boa informação combatemos o pânico e garantimos o acesso aos direitos. Após a calamidade de Brumadinho, recebi diversos pedidos de informação de moradores próximos a essas barragens, preocupados com a situação”, afirma vereador. Também foi requerido à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) o envio de um relatório sobre a segurança das barragens da Zona da Mata mineira.

FONTES: Portal G1, Tribuna de Minas