Desabamento de prédios no Centro do Rio

O desabamento de 3 prédios ocorrido nesta quarta-feira (25), no centro do Rio de Janeiro despertou nas pessoas uma atenção especial quanto às condições de segurança de seus lares. A causa da própria tragédia no Rio ainda não foi confirmada, mas o especialista em gerenciamento de riscos, Moacyr Duarte explica que a forma como tudo ocorreu, a estrutura formada por vigas e colunas começou a quebrar de cima para baixo e as lajes foram se sobrepondo, sugere algumas hipóteses. “É uma queda atrás da outra, é uma quebra de coluna atrás da outra, eu acho que o castelo de cartas é a melhor ideia para entender o colapso progressivo”, disse Duarte. Essas características apontam para uma falha estrutural. Especula-se também que a obra que ocorria no prédio mais alto possa ter abalado sua estrutura.

 

A Defesa Civil já registrou aumento nos pedidos de ajuda em relação a casos de possíveis desabamentos. De repente, qualquer trinca, qualquer infiltração sinaliza uma tragédia, mas nem sempre o risco é real. Quais sinais são realmente indicadores de risco? Como evitar ser surpreendido por um problema semelhante?

Os problemas estruturais em edifícios geralmente possuem algumas características peculiares:

  • Infiltrações : suas causas podem ser variadas, como o vazamento da rede hidráulica ou deficiência de impermeabilização na laje do teto. Contudo em qualquer um dos casos o problema afeta a armadura de ferro sob o concreto provocando sua corrosão. As infiltrações são facilmente reconhecidas uma vez que provocam danos à pintura deixando a ferragem exposta e acelerando o processo de corrosão. A ação a ser tomada neste caso é emergencial, deve-se reparar a parte afetada e estancar a infiltração.
  • Trincas ou Rachaduras: para algumas pessoas estes são sinais de um sério comprometimento na estrutura da construção, mas nem sempre o problema é tão grave. Cada tipo de fissura tem uma causa, que deve ser identificada antes de definir qual o tratamento mais indicado. Algumas vezes elas são apenas danos superficiais, provenientes de retrações e dilatações da argamassa. Contudo, se as fissuras forem maiores que 0,5 mm ou afetarem elementos estruturais como vigas e pilares, o problema pode ser mais sério. É preciso estar atento, sobretudo, à rachaduras em diagonais e de rápido desenvolvimento, nestes casos é preciso que haja a orientação de um engenheiro sobre os procedimentos a serem tomados.

Além disso durante o processo de construção alguma medidas preventivas podem ser tomadas: é preciso avaliar se o solo do local pode suportar construções do nível a ser realizado, caso contrário este pode ceder prejudicando a fundação da estrutura; deve-se fiscalizar qualidade do material empregado (um dos erros recorrentes é o uso de areia com salitre na fabricação do concreto); as instalações hidráulicas e de gás encanado devem receber atenção especial bem como a localização dos botijões de gás que devem ser colocados em locais protegidos e arejados.

Alguns problemas podem ser facilmente evitados se houver o devido cuidado na fase de construção, evitando que sejam gerados grandes transtornos e eventualmente tragédias.

 Ver também: Desabamento de Prédios – Parte 1

Fontes: G1, Defesa Civil, Revista Equipe de Obra

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Prédio desaba parcialmente em São Bernardo do Campo

Menos de duas semanas após o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, um prédio desaba parcialmente em São Bernardo do Campo, no ABC. O incidente aconteceu por volta das 19h30 desta segunda (6) e provocou um rombo de 10m de diâmetro, que começou no teto do prédio e atingiu os 14 andares do Edifício Senador. Morreram duas pessoas e outras seis ficaram feridas.

A edificação, inalgurada em 1978, foi interditada na noite de quarta-feira (8) por tempo indeterminado para realização de perícia e de outros trabalhos. “Tudo com a documentação desde a sua origem e a manutenção das certificações, tudo em dia. Não há histórico de problemas”, assegura o prefeito Luiz Marinho.

O que levou ao desabamento parcial desse edifício?

Uma reforma na laje do último andar por conta de infiltração de água pode ser a causa. O reparo ocorreu no 14º andar, a cerca de dois metros de distância onde ocorreu a queda do bloco da laje, onde ficavam guardados materiais do prédio, segundo o delegado Victor Vasconcellos Lutti, do 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Policiais subiram até o último andar do edifício e checaram que tanto a obra quanto o vazamento existem no local.

“Foi feito um reparo [na laje] e esse reparo pareceu não ser conveniente, no sentido de não ter sido feito da forma como deveria ter sido. O profissional não usou a técnica correta”, disse o delegado na tarde desta terça. Também é possível que tenha havido fadiga de material, de acordo com o delegado. As hipóteses de queda da caixa d’água e de explosão estão descartadas, já que não há indícios de nenhuma das duas coisas.

Somente um laudo técnico esclarecerá as causas do acidente. A seguir, fatores que influenciam no desabamento de edifícios.

Fonte: G1, G1,Veja

Imagens Veja, G1

No espírito de férias – Hotel Flutuante

Se você está planejando visitar a Suécia nas próximas férias, fique ligado: você pode se hospedar nesse incrível hotel flutuante:

Criado pela empresa russa Remistudio, este hotel foi desenvolvido como um  projeto conceitual de estrutura em forma de arco, capaz de flutuar. O edifico de 30 m de altura denominado Ark Hotel, ou Hotel Arca, foi desenvolvido dentro do programa “Architecture for Disaster Relief” (Arquitetura para Proteção Civil, em tradução contextual livre), realizado pela União Internacional dos Arquitetos (UIA), com base na preocupação com as mudanças climáticas e com a elevação do nível do mar.

Obs. não confunda com o Ark Hotel chinês, construído em 6 dias.

Características

Projetado para suportar enchentes, maremotos, a elevação dos níveis do oceano, assim como terremotos e outras catástrofes naturais, o hotel foi concebido como uma estrutura que flutua e funciona de forma independente sobre a superfície da água, proporcionando um ambiente verde, auto-sustentável para os clientes que, presumivelmente, nunca precisariam sair.

O hotel/abrigo pode ser construído em vários climas e regiões sismicamente perigosas porque seu porão é uma estrutura em concha, sem bordas ou ângulos.

O projeto também integra células solares fotovoltaicas, um sistema de coleta de águas pluviais e uma extrutura externa  protegida com uma camada auto-limpante e reciclável de Etiltetrafluoretileno (ethyltetrafluoroethylene – ETFE) – o mesmo material usado no Centro Aquático Nacional de Pequim.

A Arca constitui um sistema único de energia. A cúpula, na parte superior, recolhe o ar quente que está reunido em acumuladores de calor sazonais para proporcionar um fornecimento ininterrupto de energia para o complexo inteiro, independentemente das condições do ambiente exteriores. O calor do meio ambiente – o ar, água ou solo externos –  também são utilizados.

Um sistema de suporte de carga dos arcos e cabos permite a redistribuição de pesoao longo de todo o corpo, em caso de terremoto.

O design inteligente do edifício permite uma excelente relação entre seu volume e sua superfície exterior, promovento uma economia significativa de materiais e proporcionando eficiência energética. Sua estrutura pré-fabricada também permite uma construção rápida.

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Construção

A construção é iniciada a partir da instalação de um suporte central que tem, em sua parte inferior, uma unidade de transformação de energia térmica em energia elétrica. Em seguida, são instalados os arcos e o fechamento. Toda a construção seria realizada com a energia gerada pela própria unidade do suporte central.

O projeto do Ark Hotel prevê quatro pavimentos de quartos, todos conectados ao jardim interno, além de um grande espaço aberto, que permitiria a circulação das pessoas pelo edifício.

Além das eco-credenciais, é um projeto impressionante que parece saltar diretamente de um filme de ficção científica. Podemos apenas esperar que a pior das previsões de aquecimento global se prove imprecisa e o Hotel Arca não se torne o destino preferido dos feriados do século 22.

Via Dhyra, Gizmag, Site da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, Site da editora Pini.