Com quantos sacos de cimento se faz um estádio?

O futebol, criado na Inglaterra, é um esporte de grande prestígio mundial e que proporciona diversos benefícios econômicos, sociais, culturais, tecnológicos, entre outros. O esporte, por sua simplicidade, pode ocorrer em qualquer lugar e precisa, basicamente, de uma bola. No … Continuar lendo

Copa do Mundo FIFA 2014 – Estádio Mineirão e Arena Pantanal

petcivil_na_copa2Dando continuidade a série “PET Civil na Copa”, hoje o post irá falar sobre o Estádio Mineirão e a Arena Pantanal, respectivamente localizados em Belo Horizonte e Cuiabá.

Estádio Mineirão

Novo_mineirão_aérea

O Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Estádio Mineirão ou “Gigante da Pampulha”, foi inaugurado em 1965 com o objetivo de atender a demanda de jogos dos principais times do estado de Minas Gerais, o qual foi determinante para o desenvolvimento do futebol em Belo Horizonte tanto na esfera nacional quanto internacional. Para a Copa do Mundo de 2014, o Novo Mineirão recebeu obras para melhorar suas acomodações de torcedores, jogadores e jornalistas, diminuindo sua capacidade de 76 mil para 64 mil pessoas, tornando-se um estádio padrão para a realização de jogos internacionais.

A reforma, que durou três anos e manteve a mesma fachada, foi entregue oficialmente em dezembro de 2012, e foi o segundo estádio a ficar pronto para a Copa de 2014. As principais mudanças realizadas foram rebaixamento do campo, proporcionando aumento da visibilidade; novos vestiários; recuperação estrutural do estádio, criação de novos acessos à arena, entre outras ações. Importante ressaltar que uma das principais metas da obra de modernização do Mineirão é obter a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), que atesta o estádio como um empreendimento ambientalmente sustentável.

Custo: R$ 695 milhões

Contrato: Parceria Público-Privada – PPP (concessão por 27 anos)

Construção e operaçãoConsórcio Minas Arena S.A. (Construcap, Egesa e Hap)

Financiamento: R$ 400 milhões viabilizado pelo programa ‘BNDES ProCopa Arenas’

Capacidade: 64 mil lugares

Estacionamento2.644 vagas, sendo 1.704 cobertas

Inauguração: 21 de dezembro de 2012

Fotos

Arena Pantanal

cuiaba_aerea_arenapantanal

Para a construção da Arena Pantanal, que se iniciou em 2010, foi necessária a demolição do antigo Estádio Governador José Fragelli, inaugurado em 1975 e conhecido como “Verdão”. O estádio possui várias ações de cunho sustentável, possui um design arquitetônico diferenciado para uma melhor circulação de ar, jardins e árvores nas aberturas laterais, escolha de materiais específicos para compor a fachada, que é dividida em três partes, ela tem uma membrana na cor verde, que é perfurada e permite uma melhor ventilação; tudo para propiciar conforto térmico aos espectadores.

O local foi realizado para permitir diversos tipos de eventos e será um novo ponto de lazer  com restaurante, bares, passarela, jardins e uma escadaria, que pode servir como palco de shows. Além disso, as arquibancadas em estruturas metálicas atrás dos gols foram projetadas para serem removíveis. Ou seja, o estádio tem um caráter multiuso, possibilitando que as estruturas internas sejam removidas, de acordo com a utilização do ambiente. Alguns andares podem ser utilizados como centro de convenções ou salas de aula.

Custo: R$ 519,4 milhões

Contrato: Público

Construção e operaçãoMendes Júnior

Financiamento: R$ 339 milhões viabilizado pelo programa ‘BNDES ProCopa Arenas’

Capacidade: 43 mil lugares

Inauguração: 02 de abril de 2014

Fotos

Fontes: Uol, Portal 2014, Belo Horizonte, Portal da Transparencia, Portal da Copa.

Drenagem em campos de futebol

A Copa do Mundo está aí, e o Brasil prepara seus estádios para receber os maiores jogadores da Terra.

Uma comissão formada por engenheiros e arquitetos especializados em projetos de campos desportivos visitou 29 estádios em todos os estados do país. Segundo esta comissão, o país tem muito a fazer nos próximos sete anos para atender as exigências da FIFA (Fédération Internationale de Football Association).

Jogar aí é complicado, né?

Nos estádios de futebol, todos os aspectos são importantes, desde sua infra-estrutura, arquibancadas, vestiários, iluminação artificial e sem dúvida o gramado. Este último é de vital importância para que o jogo, transcorra naturalmente sem obstruções e riscos para seus participantes.

O grande problema que ocasiona a diminuição da jogabilidade são as poças d’água, ou seja o encharcamento dos gramados ocasionados pelas águas das chuvas. Esse problema é muito comum no Brasil, devido ao clima equatorial tropical que é caracterizado por temperaturas elevadas e grande intensidade de chuvas, sendo estas últimas muitas vezes responsáveis por cancelamentos de jogos, causando transtornos a torcida e expectadores e até mesmo atraso nos campeonatos disputados.

Para a utilização plena de um campo de futebol – seja em gramado ou areia – é indispensável a instalação de um sistema de drenagem superficial, que possibilite a rápida infiltração e o escoamento das águas precipitadas. Dessa forma, é possível usar o local mesmo sob chuva. No caso do gramado, outro objetivo é recuperar o nível de umidade do solo, pois o excesso de água é prejudicial ao desenvolvimento e conservação da grama.

Sistemas de Drenagem

Além da drenagem superficial, os campos devem ser munidos de um sistema de drenagem subsuperficial, sendo que o primeiro tem a finalidade de remover a água que escoa superficialmente pelo gramado, que segundo padrões internacionais da FIFA, devem possuir ao menos 1% de inclinação para as laterais do campo em relação ao centro. A drenagem subsuperficial é a drenagem que ninguém enxerga, pois fica oculta aos olhos dos expectadores, presente embaixo do gramado e do solo de superfície, entretanto é a principal responsável para evitar o encharcamento do mesmo.

Os principais fatores considerados ao projetar sistemas de drenagem de um campo de esportes incluem: movimento da água para o campo das áreas circunvizinhas, tipo de solo e profundidade do solo, capacidade de remover o excesso de água para fora do campo (galerias de águas pluviais, afluentes, etc.) e fatores climáticos como chuva.

Geralmente em um sistema drenante de campo de futebol são feitas por linhas de trincheiras em formato de espinha de peixe de modo a promover uma maior área de influência. No processo usual, o solo das trincheiras é removido dando espaço a uma porção de brita e tubo perfurado envoltos com manta geotêxtil não tecida. Sobre as trincheiras é previsto uma camada de solo denominada Top soil que tem a função de levar a água até as trincheiras, de maneira rápida e eficaz, além de permitir o desenvolvimento da grama. Devido a este fato, deve-se utilizar um solo com boa permeabilidade e nutrientes orgânicos.

Existem, atualmente, várias empresas e vários produtos específicos para este fim. Eles trabalham abaixo da superfície para manter o desempenho do campo e a beleza do gramado. Sistemas de grama natural ou artificial ganham camadas de cascalho de drenagem, tubos de drenagem com filtração, irrigação e a opção para aquecer ou resfriar o sistema.

Este é um modelo do Sports Construction Group.

Fontes: Drainage for Sports Fields (Inglês), Fórum da Construção