Mola Structural Model

A ideia inicial do Mola Structural Model surgiu durante o curso de pós-graduação em arquitetura, quando o mentor desse projeto – Márcio Sequeira, Arquiteto com Mestrado em Engenharia Civil, Construções em Aço, pela UFOP – percebeu o quanto era abstrata a abordagem das … Continuar lendo

Barragens: finalidades e estrutura

Recentemente o rompimento de duas barragens de uma mineradora liberou uma enxurrada de lama que causou grande destruição em um distrito de Mariana, em Minas Gerais. A ocorrência desse desastre levantou diversos questionamentos, sendo alguns deles à respeito do funcionamento e da estrutura desses obstáculos artificiais.

As barragens, projetadas com o objetivo de reter água, rejeitos e detritos para fins de armazenamento ou controle, por exemplo, podem variar em tamanho desde pequenos maciços de terra, usados frequentemente em fazendas, a enormes estruturas de concreto ou de aterro, geralmente usadas para diversas finalidades.

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Exemplo de barragem de concreto

Além do abastecimento humano, principal finalidade da maioria das barragens, esse tipo de intervenção pode servir para a utilização de água para a irrigação e para a geração de energia, o que aumenta a capacidade de sustentabilidade econômica regional. Controle de cheias, regularização das vazões, contenção de rejeitos, navegação interior, piscicultura e dessedentação são outros exemplos de finalidades ao se construir esse tipo de estrutura.

As barragens podem ser divididas em dois grandes grupos: barragens de concreto – que se subdividem em barragens em arco e de gravidade – e barragens convencionais de terra e/ou enrocamento.

As barragens em arco são aquelas cujas curvaturas ocorrem em duplo sentido, ou seja, na horizontal e na vertical. Parte das pressões hidráulicas  é transmitida às ombreiras por estes arcos. Já as barragens de gravidade são estruturas  maciças de concreto com pouca armação, onde a única força que a mantém  em vigor contra o empuxo da água é a gravidade da Terra.

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Barragem em arco

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Barragem de gravidade

Essas estruturas são compostas por diversos elementos e órgãos hidráulicos, a saber:

  • Paramentos ou Barramentos – as superfícies mais ou menos verticais que limitam o corpo da barragem: o paramento de montante, em contato com a água, e o paramento de jusante;
  • Coroamento – a superfície que delimita superiormente o corpo da barragem;
  • Encontros – as superfícies laterais de contato com as margens do rio;
  • Fundação – a superfície inferior de contato com o fundo do rio;
  • Descarregador de cheia ou Vertedouro – o órgão hidráulico para descarga da água em excesso na albufeira em período de cheia, em caso de atingir a cota máxima do reservatório;
  • Tomadas de água – os órgãos hidráulicos de extração de água da albufeira para utilização;
  • Descarregador de fundo – o órgão hidráulico para esvaziamento da albufeira ou manutenção do caudal ecológico a jusante da barragem;
  • Eclusas ou Comportas – órgão hidráulico que regula a entrada e saída de água entre a montante e a jusante da barragem e permite à navegação fluvial vencer o desnível imposto pela barragem;
  • Escada de peixes – órgão hidráulico que permite aos peixes vencer o desnível imposto pela barragem.
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Apesar de trazer inúmeros benefícios do ponto de vista de geração de energia, controle de cheias e regularização das vazões, a construção de barragens é uma obra a ser muito bem planejada e executada. Caso contrário, inundações de longas extensões de terras habitáveis podem ocorrer, deixando um grande número de pessoas desabrigadas, além de comprometer a fauna e flora locais, gerando consequentemente indesejáveis impactos ambientais.

Fonte: CBDB; slideshare; ComuniTexto; wikipedia.

 

Torre transforma vapor atmosférico em água potável – WarkaWater

A ideia surgiu durante uma viagem à Etiópia, na qual o arquiteto italiano Arturo Vittori se fascinou pelas paisagens naturais da região e se atentou a um problema latente: a falta de água. Pensando em resolver esse problema, Vittori desenvolveu a WarkaWater, … Continuar lendo

Versatilidade e Qualidade: Uso do Bambu na Construção Civil

Desde os tempos remotos da história oriental, chineses e japoneses já conheciam e dominavam muito bem a arte de se construir tomando como base estruturas em bambu. Desde templos dedicados à Buda até conjuntos habitacionais familiares que prezavam pela discrição e possibilidades na mobilidade da planta baixa, esse material era o mais utilizado, por ser facilmente encontrado na região e por conferir leveza, resistência, durabilidade e praticidade aos ambientes. As janelas eram constituídas de um papel espesso e as paredes de bambu podiam ser móveis, possibilitando, assim, a integração dos espaços das casas.

_21024156 casa_japonesaInfelizmente, poucas construções desse tipo resistiram aos incêndios e ao desgaste natural ao longo dos anos. Entretanto, o bambu ressurge no cenário contemporâneo como um material promissor com grande potencial. As civilizações passaram a utilizá-lo em monumentos públicos, mas seu aproveitamento não para por aí.

Há cerca de 30 anos pesquisando esse recurso, o professor Khosrow Ghavami, do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, defende firmemente o uso do bambu na construção civil. Ele estudou 14 espécies e 3, em especial, com 10 cm ou mais de diâmetro são excelentes para o ramo da construção. As 3 espécies são: guadua (Guadua angustifolia), ao bambu-gigante (Dendrocalamus giganteus) e ao bambu-mossô (Phyllostachys pubescens). Todas podem ser encontradas no Brasil; por exemplo, no estado do Acre, em que 38% da superfície é coberta por bambuzais.

É inegável a beleza desse recurso, mas ela não é a única vantagem: ambientalmente falando, a extração não é danosa, visto que a gramínea gigante atinge um tamanho satisfatório em cerca de três anos.

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Sua resistência também surpreende até os pesquisadores: “Sua compressão, sua flexão e sua tração ja foram amplamente testadas e aprovadas em laboratório”, afirma Marco Antônio Pereira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Unesp. Em geral, apresenta durabilidade superior a vinte e cinco anos, mas, se submetido a tratamentos especiais, como o preenchimento dos canais de seiva por um composto de cromo, cloro e bromo, esse período pode ter um acréscimo bastante interessante.

Tanto fora quanto dentro do Brasil, os arquitetos apostam no bambu para conferir traços marcantes a seus projetos. Eles conciliam natureza e tecnologia em um contraste que se torna agradável aos olhos.

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Na Alemanha, em ZeipZig, varas de bambu aliadas a cintas de aço caracterizam a fachada do estacionamento do zoológico da cidade.

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Já no Aeroporto Internacional de Barajas, em Madri, na Espanha, o forro feito em bambu torna mais leve a estrutura feita em concreto e aço. O uso do material em tamanha obra demonstra a confiança depositada em sua durabilidade e resistência.

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Em países como China, Equador e Colômbia, o bambu já é utilizado na parte estrutural de pontes e de edifícios de pequeno porte. O Laboratório Future Cities de Cingapura está estudando todas as possibilidades do material cuja resistência verificada em testes foi considerada maior, inclusive, que a do aço reforçado.

A extração desse material é ambientalmente menos danosa que a de metal e é economicamente mais viável, com transporte mais fácil. Pode perfeitamente vir a substituir o aço na construção civil, com sua estrutura oca e tubular resistente aos milênios de intempéries da natureza. Entretanto, deve-se aprimorar os estudos para potencializar seus benefícios e aprender a lidar com seus pontos fracos: como o comportamento durante a submissão às variações de temperatura, às chuvas e à degradação biológica. Se vencidas essas barreiras, um novo material pode tomar o lugar do aço com uma performance maior e uma pegada ecológica bem menor.

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Portanto, não há dúvidas: quanto mais se estudar, mais surpresas boas aparecerão sobre o material do futuro da construção civil : O Bambu.

Fontes: Planeta Sustentável- AbrilBlog AEC Web-Bambu

Você sabia?? – Parte 1

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Agradecimento especial: Engenharia Alternativa