O Carro Impresso

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Embora o conceito de impressão 3D não seja uma novidade propriamente dita, estão surgindo novos projetos utilizando essa tecnologia tão inovadores e futuristas quanto o método em si, atualmente um dos mais impressionantes é a impressão de carros. Esse objeto já havia sido impresso antes, como já citado no Blog do PET em um post anterior, porém, o desenvolvimento e o aprimoramento dessas técnicas permitiram que os produtos finais fossem muito mais complexos: o carro desenvolvido pelo startup americana Local Motors é funcional.

O Strati (“camadas”, em italiano) é um conversível pequeno, projetado para duas pessoas, movido por um motor elétrico com autonomia para 193 quilômetros. O conceito deste carro é novo e ate que possa ser comercializado ainda faltam diversos passos, mas segundo os idealizadores, a ideia inicial é a utilização deste em pequenos trajetos urbanos, enquanto o projeto não toma maiores proporções.

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O chassi deste protótipo foi impresso em 44 horas durante a feira International Manufacturing Technology Show, realizada em Chicago, tendo como matéria prima um material chamado ABS (acrilonitrila butadieno estireno), o mesmo plástico presente em pecas de Lego, reforçado com fibra de carbono e é capaz de atingir até 65km/h, o que é um grande passo considerando o método de fabricação. Outro ponto importante é a redução de mais de 25 mil pecas utilizadas para a construção de um carro comum para apenas 49, o que teoricamente minimiza as chances de erros na fabricação do automóvel além de diminuir significativamente o tempo necessário entre o design e a confecção deste. Também é importante ressaltar a consciência ecológica envolvida neste automóvel, já que o motor do Strati é elétrico e o material utilizado em seu chassi pode ser derretido e utilizado na confecção de outro carro. Grande parte do Strati foi impressa, mas considerando que a tecnologia ainda está limitada em relação a objetos mais complexos, algumas partes tiveram que ser adquiridas por outros fabricantes como, por exemplo, o motor e o sistema de transmissão (doados pela Renault), faróis, conjuntos de roda e pneu e a coluna de direção.

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Até que o protótipo vire um produto de fato, são necessários diversos testes e algumas alterações, como por exemplo, na parte da segurança, já que o modelo dirigido nas ruas de Nova Iorque não apresentava cintos de segurança nem airbags. Embora o processo ocorra em sua maioria na impressora industrial, apresente pouca autonomia e reduzida velocidade máxima (comparada com veículos convencionais), o preço do Strati não se compara a suas dimensões e pode chegar a até 30 mil dólares, segundo John B. Rogers, CEO da Local Motors. A empresa ainda se mostra otimista quanto ao futuro da técnica, apresentando um novo conceito de automóvel, o “Aeroblade”, que apresenta um design mais arrojado e aspecto dos superesportivos.

Fonte: O Globo, Techtudo, Auto Esporte.

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Construção de casas em torres eólicas

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Com o aumento do número de extensos parques eólicos e o também aumento do tamanho das turbinas, surgiu a ideia de um aproveitamento destas estruturas para outros fins além da produção de energia.

Inicialmente pensado como uma alternativa ao alojamento de técnicos de inspeção e manutenção dos equipamentos eólicos, o atelier de arquitetura búlgaro, Morphocode, evoluiu o conceito para a possibilidade da utilização de torres eólicas marítimas para habitação, criando verdadeiras comunidades.

As naceles, compartimentos instalados no alto das torres, seriam construídas com uma dimensão superior ao habitual, de forma a poderem abrigar o mecanismo do gerador e o espaço habitacional. Esse espaço seria minimalista, aberto e configurado num conceito de loft.

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Fontes: Engenharia.com

Floresta Vertical

O arquiteto Stefano Boeri está colocando em prática na Itália um projeto sonhado há muito tempo, a construção de uma “Floresta Vertical“. Os dois prédios chamados “Bosco Verticale” (literalmente “Floresta Vertical), de 110 e 70 metros, cujas sacadas abrigarão árvores e outras plantas menores, formarão a primeira floresta vertical do mundo, bem no centro de Milão. Os prédios serão residenciais e cada apartamento terá seu próprio “pedaço de floresta”. Ao todo serão 900 árvores além de cerca de 5.000 arbustos e 11.000 plantas rasteiras, vegetação que normalmente ocuparia uma área de 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol. A segurança em relação ao peso e vento foi minuciosamente calculada, a “manutenção’ da vegetação ficará sob responsabilidade de uma empresa especializada.

O “Bosco Verticale” é a primeira peça de um projeto maior de Boeri, o “BioMilano, que pretende construir um cinturão verde ao redor da cidade italiana e restaurar fazendas abandonadas na periferia de Milão. Boeri argumenta que esta é uma resposta necessária à expansão da cidade moderna, uma tentativa de solucionar o problema da falta de verde nas grandes metrópoles. Os prédios serão totalmente sustentáveis, irão melhorar a qualidade do ar da cidade, já que a vegetação irá produzir umidade e absorver gás carbônico, terão mecanismos de energia eólica e fotovoltaica para aumentar o grau de autossuficiência energética e ainda contarão com um sistema de reaproveitamento da água utilizada para irrigação das plantas. Além disso, os próprios moradores também serão beneficiados já que o prédio ficará protegido da poluição e da radiação. Os apartamentos também terão maiores isolamentos térmico e acústico. O projeto teve início em 2007 e as construções devem ser finalizadas até o final desse ano.

Veja o vídeo de apresentação do projeto:

Outra ideia semelhante, porém ainda em planejamento é o “Urban Forest, a ser construído na China. Seu design seria mais ousado e inovador inspirado nas curvas irregulares das montanhas naturais encontradas no país. Ele teria 70 andares e abrigaria escritórios e apartamentos, mas ainda não há previsão para o início das obras.

Fontes: Revista Época, Revista Casa e Jardim