O País de Ontem

Quando se orça um empreendimento em duas empresas e a única diferença é que uma irá entregar o projeto a ser executado em três meses e a outra em um ano, qual a sua resposta? Continuar lendo

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A importância da Administração na Engenharia Civil

Quantas obras você já viu ou ouviu falar que ruíram ou que nunca foram concluídas?  Residências, prédios de apartamentos e obras públicas são as vítimas mais constantes deste mal, cada uma por suas razões, mas que, no final, se resumem a falta de planejamento, um dos principais sintomas da administração deficiente.

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O Engenheiro Civil  não pode se colocar apenas no papel de construtor ele deve ser empreendedor e saber administrar!

Gerenciar recursos humanos e materiais, cumprir prazos contratuais, atingir os níveis de qualidade estipulados por norma, ter controle financeiro, atingir as metas do cronograma da obra, estão entre outras inúmeras competências que o Engenheiro deve  ter,  todas essas competências se baseiam nos princípios da Administração que são: planejamento, organização, direção e controle, a saber:

Planejamento: consiste em definir objetivos para traçar metas. No caso da obra, definir prazos para o término de cada etapa, prever os recursos financeiros necessários, elaborar os projetos, definir fornecedores e recursos humanos, entre outros.

Three architects sitting at table and discussing paperwork

Organização: preparar processos a fim de obter os resultados planejados, algumas aplicações seriam a organização do layout do canteiro de obras para reduzir desperdícios, a elaboração do cronograma da obra e  a divisão de tarefas.

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Direção: decisões tomadas para que os objetivos relacionados no planejamento continuem alinhados. Esse é um dos princípios mais importantes, o Engenheiro Civil deve estar preparado para tomar decisões rápidas e eficientes diante dos problemas aos quais a obra está sujeita.

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Controle:  vislumbra todo o processo de planejar, organizar e direcionar, analisando se os resultados foram mesmo os almejados, aí entra o Engenheiro Civil fiscalizador, que busca prever e corrigir erros na obra e em sua execução ao longo de todo o processo.

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A atuação do Engenheiro Civil na Administração de uma obra pode gerar economias de até 25% , entre essas economias estão o desperdício de materiais e mão de obra, sendo assim, é um erro contratar o Engenheiro Civil apenas para elaborar projetos e fiscalizar a construção, este deve estar presente também no gerenciamento da obra. Ou seja, o Engenheiro Civil deve ter tanto suas habilidades técnicas como administrativas aproveitadas na obra.

Fontes: PGCO, MontanheiroEngenharia, Administradores

Os 10 Pilares do Gerenciamento de Risco

Os pilares da Gestão de Risco aqui apresentados são utilizados como fundamentos para qualquer Programa de Gerenciamente de Risco que for lido no mercado de trabalho. Esses pilares foram elaborados por Engenheiros a fim de que os programas tenham objetivos e abordagens bem definidas. Os 5 primeiros pilares dizem respeito à engenharia e a sua posição na corporação, enquanto os outros 5 cercam o gerenciamento de um projeto. Vamos aos 5 primeiros pilares:

1. Cultura

Crie uma cultura de gestão de risco e prevenção de sinistros.

Significa incutir na sua empresa como uma parte vital de sua prática de negócios uma visão sobre controle de qualidade e gestão do risco. Esta visão deve tornar-se um valor fundamental da empresa, salientando a importância da gestão de risco para todos os envolvidos, bem como as consequências de ignorar isso. Criar essa cultura requer um Planejamento Estratégico e Operacional. Deve envolver todos os níveis da equipe, inclusive clientes. Qualidade deve prevalecer sobre os lucros. Quando é estabelecido qualidade, os lucros tendem a seguir.

2. Prevenção e Proatividade

Aja com técnicas de prevenção, e não tente apenas reagir.

Desenvolver processos e sistemas dentro da empresa com a prevenção de riscos em mente. O planejamento pode identificar potenciais fontes de risco, e a intervenção correta pode diminuir a gravidade dos acontecimentos. Quando o risco é identificado, um plano deve ser desenvolvido para alterar as condições que levam a esse risco, ou evitar o risco completamente. Claramente, alguns eventos acontecem sem aviso, e temos de reagir. Ter um plano permite uma ação rápida para minimizar os danos que estes eventos podem causar. Um exemplo disso seria ter um plano em prática para lidar com um contratante que quer reduzir o custo pedindo para eliminar serviços. Você tem um plano que lhe permitirá responder prontamente a esse pedido de uma forma que minimize o seu risco?

3. Planejamento

Planeje para se livrar dos imprevistos.

Projetos sem imprevistos não acontecem por acaso, eles exigem um planejamento adequado. O planejamento estratégico contribui para a redução dos imprevistos, levando em consideração itens como contratação  e retenção de pessoal, características do cliente, tipo de projeto, programas de treinamento e programas de garantia de qualidade. Um plano de trabalho deve focar em áreas que contribuem para a redução de riscos, tais como o fluxo de informações, vias de comunicação, negociações de contrato, e definição do escopo. Um plano eficaz, deve ser simples, funcional, e prontamente transmissíveis. O processo deve estar claro para todos os envolvidos, assim como a sua execução. Aliado com o monitoramento das atividades, tudo se encaminha para um projeto sem imprevistos.

4. Comunicação

Comunique-se para conhecer as expectativas e trazer para a realidade.

Os problemas de comunicação são bem conhecidos. Quando todas as partes em um projeto falam suas expectativas e visões é possível resolver e alinhar qualquer diferença que exista inicialmente. Para ser eficaz, a comunicação deve fluir em todas as camadas de atividades do projeto, de modo a que todas as partes sejam informadas. Um bom planejamento levará a uma boa comunicação. Todas as partes devem concordar sobre as formas e diretrizes de comunicação no início do processo. É fundamental desenvolver ferramentas para auxiliar o processo de comunicação, tais como registros de correspondência, gravação de conversas por telefone e protocolo de e-mail.

5. Treinamento

Treine todos da sua equipe para os seus respectivos trabalhos.

O treinamento adequado é a base para se esperar resultados adequados em qualquer campo de trabalho. Engenheiros que possuem uma maior experiência devem de passar seus conhecimentos para a sua equipe. Como profissionais, os engenheiros possuem a confiança de clientes para alcançar objetivos. Experientes profissionais de engenharia desenvolvem habilidade em muitos campos que atuam na gestão de riscos tais como negociação, comunicação e planejamento. Essas habilidades devem ser passadas para os funcionários menos experientes para que todos possam contribuir para gestão de riscos.

Espero que possam utilizar o Gerenciamento de Riscos de forma proativa em sua vida pessoal e profissional,
Para ficar por dentro dos outros 5 pilares, que dizem respeito ao início de um projeto, fique de olho no Blog do PET Civil.

Fonte: CivilEngineer

Conforto acústico

Um bom isolamento acústico é pré-requisito fundamental para habitações de boa qualidade e a exigência de se morar e trabalhar em ambientes acusticamente confortáveis vem se tornando cada vez mais frequente. Se por um lado a presença de um bom isolamento … Continuar lendo

Falta de planejamento do Rio para receber megaeventos

Com grandes atrações da música brasileira e internacional, o Rock in Rio 2011 foi um sucesso de público. Isso não serviu, entretanto, para ofuscar a falta de planejamento da cidade do Rio de Janeiro para receber grandes eventos, na opinião de especialista em infraestrutura urbana. Para eles, o Rock in Rio, que terminou neste domingo, mostrou a necessidade de o município se preparar melhor para ser palco de megaeventos. De acordo com o diretor do Clube de Engenharia e conselheiro do CREA/ RJ, Jaques Sherique, o projeto de circulação da cidade precisava ser revisto para que não perturbe, como perturbou, toda a malha viária do entorno

— A Lagoa [bairro da zona sul de acesso à Barra da Tijuca, onde foi realizado o evento] estava sempre engarrafada, assim como os acessos da Tijuca [zona norte da cidade]. Não teve planejamento para evitar isso.

Sherique lamenta que representantes dos governos do estado e do município não tenham discutido, previamente, o assunto com especialistas. Para o engenheiro, que defende que os órgãos especializados em tráfego podem contribuir para corrigir as falhas identificadas durante o evento, o Rock in Rio tem que servir como lição para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

— O evento foi positivo do aspecto do aprendizado. Temos que melhorar a questão logística. Os ônibus foram insuficientes. Teve todo aquele caos [espera de mais de cinco horas e falta de vagas]. Os órgãos que podem colaborar não foram contatados. Não podemos deixar de aprender com os erros, porque não podemos errar na Copa do Mundo e Olimpíadas — disse o engenheiro.

Para o professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando MacDowell a falta de planejamento tem sido um problema recorrente no Rio de Janeiro e um sinal amarelo na preparação da cidade para os jogos mundiais de 2014 e 2016. Para ele, a melhor forma de corrigir os erros é com acompanhamento presencial das autoridades.

— Você faz o planejamento, mas não acompanha. Acho que é um dos grandes erros. Os engenheiros e as pessoas que lidam com esse processo deverem estar em campo, porque é a única maneira de se aprender e melhorar para a próxima oportunidade.

MacDowell dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagem no Rio de Janeiro (DER/RJ), a partir de 1987. Durante a gestão, o especialista em engenharia de transporte lembra que foi responsável pela organização do tráfego durante o último Grande Prêmio da Fórmula 1 no município do Rio, em 1989.

— Fizemos todo um aparato de estacionamentos de automóveis. Ninguém podia ir para área, mas não tinha que andar quilômetros, porque as linhas de ônibus foram estudadas e estabelecidos intervalos curtos. Eu e vários engenheiros fizemos toda a movimentação da cidade nas ruas.

Além dos congestionamentos, MacDowell criticou problemas como a espera de mais de cinco horas a que o público foi submetido para usar transporte exclusivo para o evento. Ele também condenou as cobranças de taxas inadequadas, a falta de água e de mobilidade dos moradores da Barra da Tijuca.

— Toda vez que há um grande evento, todo mundo é pego de surpresa. Isso não pode continuar assim. O Rio de Janeiro é uma das maiores cidades do mundo e está sendo observada. As pessoas que moram na região tiveram problema para sair [de casa]. As vias estavam todas tomadas.

Via Instituto de Engenharia.