O monotrilho suspenso de Wuppertal

Localizado  na cidade  de Wuppertal, Alemanha, o monotrilho suspenso (Schwebebahn, em alemão) foi inaugurado em 1901 e até hoje atua como um sistema de transporte urbano seguro e confiável, que alivia o trânsito nas ruas e proporciona uma excelente vista superior da cidade … Continuar lendo

As soluções para problemas de trânsito

China e Japão, dois dos países mais populosos do mundo não poderiam estar isentos dos problemas provenientes da superpopulação. E neste quesito a mobilidade urbana é um dos setores mais prejudicados. Contudo, esses países pioneiros em tecnologia e inovação criaram … Continuar lendo

PET Sem Fronteiras – As incríveis construções de Londres

Olá! Meu nome é Júlia, sou egressa do PET Civil UFJF e participante do Programa Ciência Sem Fronteiras. Vim passar 1 ano na Universidade de Brunel, na Grande Londres, e espero poder compartilhar com vocês um pouco da experiência e dos ensinamentos que tenho obtido por aqui.

A Grande Londres

Londres (London) é a capital e a maior e mais importante cidade da Inglaterra e do Reino Unido. Por dois milênios, foi um grande povoado e sua história remonta à sua fundação pelos romanos. O centro de Londres, a antiga City of London, também conhecida como The Square Mile (“a milha quadrada”) ou The City, mantém suas fronteiras medievais. O nome Londres ou Grande Londres se refere à metrópole desenvolvida em torno desse núcleo.

Londres é um dos mais importantes e influentes centros financeiros do mundo. Possui forte influência na política, finanças, educação, entretenimento, mídia, moda, artes e cultura em geral, o que contribui para a sua posição global. É um importante destino turístico para visitantes nacionais e estrangeiros. Londres sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1908, 1948 e 2012. A metrópole possui 4 Patrimônios Mundiais: a Torre de Londres, o sítio do acordo histórico de Greenwich, o Royal Botanic Gardens – Kew e o sítio que compreende o Palácio de Westminster, Abadia de Westminster e a Igreja de Santa Margarida.

Londres tem uma gama diversa de povos, culturas e religiões e mais de 300 idiomas são falados em seu território. Sua área urbana tem uma população de mais de 8 milhões de habitantes. O Metrô de Londres, administrado pela Transport for London e conhecido mundialmente como Underground, é a mais extensa rede ferroviária subterrânea do mundo.

Impressões de uma Brasileira

Um dos pontos mais marcantes ao se chegar em Londres é realmente a diversidade cultural. Vê-se pessoas de todos os tipos, trejeitos e costumes. Já no aeroporto fomos recebidos por 3 alunos de Brunel: uma nigeriana, uma tailandesa e um checo. E no primeiro dia de passeio, a língua que menos se ouvia era o inglês.

No primeiro passeio na metrópole é possível perceber que prédios históricos, muitos tombados pelo patrimônio nacional, convivem em uma inesperada harmonia com arranha-céus e edifícios de design arrojado. Na foto acima, é possível ver o mais alto edifício da capital, o The Shard, se erguendo ao fundo da tradicional City of London. O contraste entre o novo e o antigo aqui é bem acentuado e presente em todos os lugares, até mesmo na cultura dos moradores.

A Engenharia local é um caso à parte e seriam gastos cerca de 10 mil artigos no blog para abordá-la em toda a sua grandiosidade. Muitos séculos de exploração colonial e boa administração de recursos, aliados ao espírito inovador dos célebres engenheiros locais resultaram em obras de grande ousadia e beleza.

Um dos exemplos dessas grandes obras inglesas é a Tower Bridge.

A Tower Bridge

Participantes do Programa Ciência Sem Fronteiras: Arthur Reis, Julia Mendes, Lourival Castro, da UFJF e Jessica Oliveira, da UFRN.

A Tower Bridge é uma ponte basculante construída sobre o Rio Tâmisa. Foi inaugurada em 1894 e, atualmente, é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, além de ser conhecida como uma das pontes mais famosas do mundo. Sua construção durou 8 anos e empregou 432 operários, sob fortes condições adversas.

Quando foi construída, a Tower Bridge foi a  maior e mais sofisticada ponte basculante já concluída (“báscula” vem do francês para “gangorra”). Estas básculas eram operadas por sistemas hidráulicos, usando vapor para acionar os enormes motores de bombeamento.

Fatos curiosos sobre a Tower Bridge:

  • No verão de 1912, o piloto Frank McClean, enquanto voava com seu biplano sobre o Tâmisa, não conseguiu atingir uma altura suficiente e teve de voar através da ponte, por baixo das passarelas. Outros pilotos fizeram o mesmo (mas propositadamente) em 1973 e 1978.
  • Em 1952, um ônibus doubledecker da linha 78 teve a falta de sorte de entrar na ponte quando suas básculas estavam sendo levantadas. Albert Gunton, o motorista,logo que percebeu a situação em que se encontrava, acelerou e seu ônibus deu um salto de uma báscula para outra. Nenhum passageiro se feriu.

Mais sobre a Tower Bridge e a vida de universitária na Inglaterra nos próximos posts!

Fontes: Tower Bridge.org, Wikipedia

Plataformas móveis de trem

Imagine embarcar em um trem metropolitano em São Paulo que parte para o aeroporto para se conectar a um trem de alta velocidade. Você vai de um para outro e logo está no Rio… sem nem precisar desembarcar em outra estação.

Esta é a ideia básica por trás do Moving Platforms (plataformas móveis), que pretende pegar os trens de alta velocidade e remover a parte em que eles param em estações. Ao invés disso, os trens simplesmente desacelerariam ao passar por uma cidade, e um trem local ou bonde seguiria paralelo a ele, estendendo uma minipassarela para que os passageiros caminhem de um lado ao outro. O bonde/trem regional se desligaria do TAV e retornaria à cidade enquanto o outro aceleraria normalmente. Veja como isso funciona.

Acredite ou não, essa ideia tem sido cogitada desde pelo menos a década de 1960, e este conceito em particular da Moving Platforms é só a mais nova encarnação desta ideia estranhamente persistente. Ainda que a intenção de acelerar as viagens de trem seja interessante – pergunte a qualquer um que já tenha ficado em um trem que aguardava algum problema à frente – isto não parece ser algo muito apropriado à nossa infraestrutura atual.

Neste modelo específico para ferrovias de alta velocidade, as composições de velocidade mais elevada nunca entrariam na cidade. Ao invés disso, bondes trariam as pessoas de diferentes partes da cidade para se encontrarem com o trem. Os próprios trens rodariam continuamente entre os vários destinos, parando apenas para manutenção.

Em outro vídeo promocional, Paul Priestman, o diretor do grupo britânico Priestmangoode, explica porque ele vê nisso uma evolução necessária para o transporte ferroviário:

A beleza desta ideia está no fato de que uma vez dentro de um trem de alta velocidade, você pode usar este mecanismo para se transferir para outros trens de alta velocidade, permitindo viajar para outras cidades em outros continentes, em qualquer lugar do mundo. O problema é que estamos tentando usar um serviço do século XXI em uma infraestrutura do século XIX. Acho que estações são totalmente ultrapassadas, elas estão aí por centenas de anos. E com a tecnologia moderna, os trens modernos que estamos construindo agora, fazê-los parar em estações parece ridículo.

É uma ideia ousada, e uma que não parece fora do lugar quando colocada ao lado dos carros voadores e jetpacks imaginados na década de 1950. Resolver a logística de tudo isso parece um pesadelo, no entanto – mesmo que você presuma que podemos (re)construir toda a estrutura ferroviária. O que acontece quando um dos trens quebra – o que, julgando pelos trens atuais, é praticamente inevitável – e eles perdem uma conexão? E se as pessoas não puderem se mover suficientemente rápidas durante a conexão dos trens? Como lidar com muita bagagem?

Não são desafios impossíveis, é claro, mas certamente há muito o que se fazer antes da ideia se tornar plausível, e o próprio Priestman reconhece que esta é uma solução grande e ambiciosa de implantação complicada, e provavelmente possível apenas em lugares com uma malha já desenvolvida, como a Europa. Mas por mais insana que seja… pode contar com a gente para estreá-la.

Via Instituto de Engenharia.

Falta de planejamento do Rio para receber megaeventos

Com grandes atrações da música brasileira e internacional, o Rock in Rio 2011 foi um sucesso de público. Isso não serviu, entretanto, para ofuscar a falta de planejamento da cidade do Rio de Janeiro para receber grandes eventos, na opinião de especialista em infraestrutura urbana. Para eles, o Rock in Rio, que terminou neste domingo, mostrou a necessidade de o município se preparar melhor para ser palco de megaeventos. De acordo com o diretor do Clube de Engenharia e conselheiro do CREA/ RJ, Jaques Sherique, o projeto de circulação da cidade precisava ser revisto para que não perturbe, como perturbou, toda a malha viária do entorno

— A Lagoa [bairro da zona sul de acesso à Barra da Tijuca, onde foi realizado o evento] estava sempre engarrafada, assim como os acessos da Tijuca [zona norte da cidade]. Não teve planejamento para evitar isso.

Sherique lamenta que representantes dos governos do estado e do município não tenham discutido, previamente, o assunto com especialistas. Para o engenheiro, que defende que os órgãos especializados em tráfego podem contribuir para corrigir as falhas identificadas durante o evento, o Rock in Rio tem que servir como lição para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

— O evento foi positivo do aspecto do aprendizado. Temos que melhorar a questão logística. Os ônibus foram insuficientes. Teve todo aquele caos [espera de mais de cinco horas e falta de vagas]. Os órgãos que podem colaborar não foram contatados. Não podemos deixar de aprender com os erros, porque não podemos errar na Copa do Mundo e Olimpíadas — disse o engenheiro.

Para o professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando MacDowell a falta de planejamento tem sido um problema recorrente no Rio de Janeiro e um sinal amarelo na preparação da cidade para os jogos mundiais de 2014 e 2016. Para ele, a melhor forma de corrigir os erros é com acompanhamento presencial das autoridades.

— Você faz o planejamento, mas não acompanha. Acho que é um dos grandes erros. Os engenheiros e as pessoas que lidam com esse processo deverem estar em campo, porque é a única maneira de se aprender e melhorar para a próxima oportunidade.

MacDowell dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagem no Rio de Janeiro (DER/RJ), a partir de 1987. Durante a gestão, o especialista em engenharia de transporte lembra que foi responsável pela organização do tráfego durante o último Grande Prêmio da Fórmula 1 no município do Rio, em 1989.

— Fizemos todo um aparato de estacionamentos de automóveis. Ninguém podia ir para área, mas não tinha que andar quilômetros, porque as linhas de ônibus foram estudadas e estabelecidos intervalos curtos. Eu e vários engenheiros fizemos toda a movimentação da cidade nas ruas.

Além dos congestionamentos, MacDowell criticou problemas como a espera de mais de cinco horas a que o público foi submetido para usar transporte exclusivo para o evento. Ele também condenou as cobranças de taxas inadequadas, a falta de água e de mobilidade dos moradores da Barra da Tijuca.

— Toda vez que há um grande evento, todo mundo é pego de surpresa. Isso não pode continuar assim. O Rio de Janeiro é uma das maiores cidades do mundo e está sendo observada. As pessoas que moram na região tiveram problema para sair [de casa]. As vias estavam todas tomadas.

Via Instituto de Engenharia.