A primeira cidade inteligente social do mundo fica no nordeste do Brasil

Localizado em Croatá, distrito do município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, Ceará, o empreendimento Smart City Laguna surge como uma nova alternativa contrastante a realidade nacional das cidades que crescem sem nenhum planejamento, impactando cada vez mais o meio ambiente e a sociedade.

A cidade, com área total de 330 hectares, sendo aproximadamente 620 mil metros quadrados de área verde distribuídas por todo seu território, foi pensada para uma população de 25.000 habitantes e, diferentemente do que se vê por aí onde propostas inovadoras como essa são voltadas a um público com renda mais elevada, o projeto é acessível a todos.

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Composta por cerca de 7 mil lotes, entre residenciais, comerciais e empresariais, o projeto da cidade, concebido em 2011, levou três anos para que tivesse sua elaboração concluída, até um estudo a respeito do melhor local para sua implantação foi realizado, uma vez que os envolvidos priorizavam uma região com forte desenvolvimento econômico. Foi aí que encontraram uma reportagem da revista britânica The Economist abordando os 10 melhores locais no mundo para se investir, sendo um deles a região do Porto do Pecém, próxima a São Gonçalo do Amarante.

A cidade escolhida se destacou das demais por ser uma das que mais crescem no Brasil. Localizada próxima de um megaporto, de um complexo industrial, de uma companhia siderúrgica e sem contar com sua aptidão para o turismo por sua proximidade a praias famosas do nordeste brasileiro, a região de São Gonçalo do Amarante aumentará o potencial industrial e comercial com a ligação da transnordestina.

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Diferentemente das tradicionais cidades inteligentes que priorizam o planejamento urbano, as cidades inteligentes sociais são caracterizadas um programa social que visa o desenvolvimento e crescimento da sociedade através da utilização de recursos tecnológicos e sustentáveis.

Para o projeto da Smart City Laguna buscou-se criar uma infraestrutura de alto padrão e definitiva, na qual a necessidade de manutenção seja mínima, com residências de padrão arquitetônico moderno e harmonioso aliado a conforto e funcionalidade. Com o intuito de diminuir ao máximo o impacto ambiental a pavimentação com intertravados conta com procedimentos automatizados e produção não poluente além de destinar de 70% da drenagem de águas pluviais para a lagoa da cidade, que irá passar por uma intervenção de revitalização e perenização.

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O empreendimento que terá todo o seu núcleo urbano entregue até dezembro de 2020 já conta com seus primeiros moradores que já desfrutam de iluminação pública com lâmpadas de LED em postes que dispõem de painéis fotovoltaicos, estação de abastecimento de carros híbridos e medidores inteligentes para as moradias desde o início deste ano.

 

Fonte: Tem Sustentável, SustentArqui, Startupi, Smart City Laguna

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5 Grandes construções da Engenharia coordenadas por mulheres

Dia 8 de Março celebramos o dia internacional da mulher, e para isso reunimos 5 grandes construções que tiveram engenheiras, arquitetas e gerentes deixando seu legado no ramo da ciência, tecnologia e construção civil, por coordenarem e serem de grande impacto na realização desses grandes empreendimentos.

1- Brooklyn Bridge

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Imagem da ponte do Brookylin

A ponte do Brooklyn foi um dos maiores projetos de engenharia na história americana.  Ao final do século 19, Brooklyn era a terceira maior cidade dos EUA. Nessa época, o East River (separa a Long Island da ilha de Manhattan e do Bronx)  foi utilizado principalmente para transportar mercadorias e alimentos entre Brooklyn e Manhattan. O rio ganhou uma importância econômica muito grande. No inverno de 1867  o rio congelou, paralisando todo comércio. Então a cidade viu a necessidade de melhorar a rota entre os dois locais. Assim, foi autorizada a construção da Brooklyn Bridge.

O engenheiro-chefe da Brooklyn Bridge foi John August Roebling, que em 1869 acabou falecendo vitima de tétano  após um acidente de trabalho, quem assumiu após sua morte foi seu filho Washington Roebling, que por sua vez também se acidentou durante o trabalho subaquático na base dos pilares e sofreu de uma doença que o algemou à cadeira de rodas. Por fim, quem assumiu a obra foi a esposa de Washington, Emily Warren Roebling, que até então, havia estudado vários temas relacionados a engenharia civil, incluindo matemática, resistência dos materiais, as curvas catenária e construção de cabo. Assim Emily assumiu a supervisão diária da construção da ponte e não só concluiu a obra como foi a primeira pessoa a atravessar a ponte, e essa foi uma das primeiras participações de mulheres em grandes obras na historia.

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Pintura de Emily Warren Roebling

 

 2- One World Trade Center

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Após a destruição do World Trade Center original nos ataques de 11 de setembro de 2001, foram realizados diversos concursos para definir o design e localização da nova torre, que chamariam de Freedom Tower (Torre da Liberdade) e se destacaria como o edifício mais alto nos Estados Unidos, exclusivo para escritórios, estando a uma altura simbólica de 1.776 pés (541,3 m). Com o projeto final lançado em 2005, seu design remete a um prisma e a torre afunila-se octogonalmente à medida que sobe. Além disso, o edifício conta com diversas adaptações para satisfazer as questões de segurança levantadas pelo NYPD (New York City Police Department). Sua execução começou  em 2006 e o edifício foi inaugurado em 2014.

Dentre os responsáveis pela construção e execução da obra, temos  a arquiteta Nicole Dosso, especialista renomada em desafios e soluções técnicas associadas ao projeto de edifícios altos em contextos urbanos complexos. Nicole trabalhou especialmente no nível do solo, lidando com a diferença estrutural das construções ao redor e com a preservação e utilização do espaço.

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Foto de Nicole Dosso em frente ao One Trade Center

 

3- The Shard

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Foto  do edifício Shard London Bridge

Shard London Bridge é um arranha-céu em forma de pirâmide inaugurado em 5 de julho de 2012 em Southwark, em Londres. Com mais de 310 metros de altura, é o edifício mais alto da União Europeia. O prédio conta com 72 andares habitáveis  e foi projetado com eficiência energética, sendo equipado com uma usina combinada de calor e energia (CHP), operando com gás natural da National Grid (companhia de eletricidade e gás natural de Londres). O combustível é eficientemente convertido em eletricidade e o calor é recuperado do motor para fornecer água quente para o edifício.

A engenheira envolvida nessa grande obra foi Roma Agrawal,  renomada engenheira estrutural e graduada em Física,  que trabalhou 6 anos no desenvolvimento e execução da obra, tendo seu trabalho reconhecido pela mídia inglesa em portais renomados  como BBC World News, BBC Daily Politics, TEDx, The Evening Standard, The Sunday Times, Guardian, The Telegraph, Independent, Cosmopolitan, e sendo a única mulher que aparece no documentário feito sobre a obra pelo canal britânico de televisão aberta Channel 4 ( canal 4) chamado  ‘The Tallest Tower’  ( A torre mais alta).

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Foto da engenheira e da Obra

 

4- ICESat-2/ATLAS

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Ilustração do satélite ICEat-2 em órbita

 

O ICESat-2 / ATLAS (Satélite de Elevação de Terra, Gelo, Nuvem), é um instrumento de  $ 240 milhões de dólares  que fornece medições para quantificar as mudanças na massa de gelo, seus impulsionadores e o impacto dessas mudanças no futuro nível global do mar, além disso, ele monitorar as trocas atmosféricas de energia, massa e umidade,  e medir a altura da vegetação.

A personalidade por trás do funcionamento desse satélite da NASA é a engenheira aero espacial Aprille Ericsson-Jackson .  Conhecida também por ser a primeira mulher afro-americana a receber um Ph.D.(equivalente ao doutorado nos EUA) em Engenharia Mecânica pela Howard University e a primeira mulher afro-americana a receber um Ph.D. em Engenharia na NASA. Talvez uma das mulheres mais famosas que trabalham para a NASA hoje, Ericsson é a primeira mulher afro-americana a ganhar um Ph.D. em engenharia mecânica de uma Historically black college and universitie, ou HBCU ( faculdade historicamente destinada a estudantes afro-americanos). Atualmente, Aprille é a gerente do projeto ATLAS e é reconhecida mundialmente.

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Foto de Aprille na Goddard Space Flight Center

 

5- Usina Capivari-Cachoeira

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Foto da usina hidrelétrica cavipari cachoeira

Localizada no município de Antonina, no Paraná, a Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza (antiga UHE Capivari-Cachoeira) é atualmente a maior central hidrelétrica subterrânea do sul do país com a capacidade total instalada de 260 MW, produzidos por 4 unidades geradoras, e o seu reservatório tem capacidade de aproximadamente 1,5 milhões de m³ e 16,3 Km² de área.

 A mulher por traz dessa obra hoje  está imortalizada como a “pioneira da engenharia” no Brasil, trata-se de Enedina Alves Marques(1913-1981), em 1945 foi  a primeira mulher a se formar em engenharia no estado do Paraná, e a primeira engenheira negra do Brasil, graduada  no curso de Engenharia Civil na Universidade do Paraná. Como engenheira, participou de diversas obras importantes no Estado e foi uma grande ativista dos direitos das mulheres, em sua homenagem, foi fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, empenhado em combater a invisibilidade racial que atinge negras e negros em diversos setores, como o ambiente escolar, o mercado de trabalho e as demais esferas sociais.

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Foto de Enedina Alves, primeira engenheira civil brasileira

 

Fonte: Inbec, Quora, LovingNewYork, SOM, Aprille-MarisaMcdowell, nsbp,

 

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As barragens de Juiz de Fora estão sob risco de rompimento?

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Barragem de Brumadinho se rompendo. Fonte: Rede Globo.

Não sendo de conhecimento de boa parte da população, o município de Juiz de Fora tem pelo menos oito barragens, sendo três de usinas hidrelétricas, três de abastecimento de água e duas de rejeito industrial. Com o desastre de Mariana em novembro de 2015, a situação de nossas barragens foi tema de uma audiência na Câmara Municipal da cidade, onde se sugeriu a formação de uma comissão com participação popular, do poder público e dos responsáveis pelas barragens para definir procedimentos de fiscalização, emergência e plano de contingência. O engenheiro de Segurança em Barragem, Marcos de Oliveira Guerra, apresentou dados baseados em uma escala padrão e reiterou a importância do monitoramento por profissionais especializados. Tal monitoramento foi garantido pelas empresas responsáveis: Cemig, Cesama (Companhia de Saneamento de Juiz de Fora) e Grupo Votorantim.

O que não se imaginava era que, três anos mais tarde, quando o estado ainda não tinha se recuperado de tamanha tragédia, outra catástrofe ocorreria. Há menos de um mês, a barragem da Mina do Córrego do Feijão rompeu e causou mais danos que a primeira: foram dezenove mortos em 2015 e, até o momento, já são 166 mortes confirmadas em Brumadinho sendo que, de acordo com a Defesa Civil, ainda há 144 desaparecidos. Com essa nova adversidade, a população juizforana voltou a se questionar sobre os riscos das barragens da cidade.

AS OITO BARRAGENS DA CIDADE

Usinas hidrelétricas

Usina de Marmelos: Foi a primeira grande usina hidrelétrica inaugurada na América do Sul. É administrada atualmente pela Cemig. A barragem principal é de concreto, cuja altura é oito metros e o comprimento é de 51. Localiza-se na bacia hidrográfica do Paraíba do Sul, no rio Paraibuna, na região leste (altura do Linhares).

Usina de Joasal: Operada pela Cemig, tem sua principal barragem feita de concreto. Sua altura é quatro metros e seu comprimento 35. A estrutura se localiza na bacia Paraíba do Sul, no rio Paraibuna, na região sudeste da cidade (Granjas Bethel).

Usina de Picada: É de propriedade do Grupo Votorantim (Votorantim Energia) e tem sua barragem principal de concreto. Localizada no distrito de Torreões, sua altura é de 32 metros e comprimento de 96. Foi construída na bacia Paraíba do Sul, no Rio Preto.

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Represas de abastecimento

Represa Chapéu D’Uvas: A barragem tem volume de 146 milhões de metros cúbicos. Apesar de ser de responsabilidade da união, a Cesama opera e realiza manutenção.

Represa Dr. João Penido: Construída no Ribeirão dos Burros, próximo ao bairro Grama, possui volume de 16 milhões de metros cúbicos. A manutenção da represa é de responsabilidade da Cesama.

Represa de São Pedro: Responsável pelo abastecimento da Cidade Alta, o manancial é administrado pela Cesama. O volume da barragem, de terra, é de 1,2 milhão de metros cúbicos.

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Barragens de rejeito industrial

Barragem da Pedra: De propriedade da Nexa Resources (Grupo Votorantim), a barragem é de terra e possui volume de 1,5 milhão de metros cúbicos. Mantém resíduos industriais das atividades da empresa.

Barragem dos Peixes: Também de propriedade da Nexa Resources e feita de terra, esta se encontra inativa, segundo a empresa. Seu volume é de 800 mil metros cúbicos de rejeitos industriais.

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Para visualizar as localizações das estruturas acima, clique aqui.

AS AVALIAÇÕES REALIZADAS

O mesmo engenheiro de 2015, Marcos Guerra, afirma que o risco das barragens de Juiz de Fora é mediano. “Há uma escala de avaliação que considera diferentes fatores, como prejuízos ambientais e sociais, por exemplo. Este índice pode chegar a 18 de pontuação. As barragens de Juiz de Fora, em 2016, atingiam em torno de 11. Qualquer obra de engenharia é perecível. Tudo que é material tem seu ciclo de vida. Estão todas na cabeceira do município, próximas às comunidades. É preciso planos de contingência, emergência e fiscalização.”, diz o engenheiro ao jornal Tribuna de Minas. Diz ainda que é necessário realizar fiscalizações e manutenções das estruturas com periodicidade.

Em 2017 foi elaborado um Relatório de Segurança de Barragens pela Agência Nacional de Águas (ANA), o qual classifica o risco e o dano potencial associado. O primeiro diz o quanto é possível a ocorrência de um rompimento e o segundo o quão grave o incidente seria, caso ocorresse. De acordo com esse relatório, todas as barragens de Juiz de Fora apresentam dano potencial associado alto, já que suas dimensões são consideravelmente altas e estão localizadas em pontos onde um rompimento causaria grandes danos. Já sobre a categoria de risco, as barragens das represas de São Pedro e Dr. João Penido foram enquadradas na modalidade moderado e as demais apresentam baixo risco de catástrofe. Isso significa que há baixa possibilidade de ocorrer um desastre em Juiz de Fora, mas, caso ocorresse, os resultados seriam próximos aos de Brumadinho.

Enquanto isso, visitas estão sendo realizadas pela Comissão de Urbanismo da Câmara Municipal. A primeira ocorreu no dia 05 desse mês, nas duas barragens de rejeitos de Juiz de Fora: a Barragem da Pedra e a Barragem dos Peixes (atualmente inativa), as quais pertencem ao grupo Votorantim e estão sob responsabilidade da Nexa Resources. A segunda ocorreu no dia seguinte, na Represa Dr. João Penido, pertencente à Cesama. A Comissão de Urbanismo destaca que pretende realizar outras visitas após o término do recesso parlamentar, o qual encerrou no dia 15 desse mês. Data prevista, também, para marcar a audiência pública solicitada para discutir a situação das barragens de Juiz de Fora e informar a população sobre as condições das estruturas. “Só com boa informação combatemos o pânico e garantimos o acesso aos direitos. Após a calamidade de Brumadinho, recebi diversos pedidos de informação de moradores próximos a essas barragens, preocupados com a situação”, afirma vereador. Também foi requerido à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) o envio de um relatório sobre a segurança das barragens da Zona da Mata mineira.

FONTES: Portal G1, Tribuna de Minas

Ciclovia Tim Maia: a importância da avaliação de riscos na Construção Civil

Inaugurada em 2016, no Rio de Janeiro, a ciclovia Tim Maia (figura 1) oferece um dos mais lindos e agradáveis passeios ciclísticos da cidade. Ela liga a Zona Sul à Barra da Tijuca, acompanhando a Avenida Niemeyer ao longo do … Continuar lendo

Consegui um estágio, e agora?

Currículo impecável, qualidades e defeitos na ponta da língua para entrevista e horário planejado para estagiar durante a graduação. Ok, isso você já sabe bem como fazer. É chegada a hora de novos anseios e medos. O que faz o estagiário de Engenharia Civil? Como é a rotina do estagiário nas obras? O que se deve saber antes de iniciar o estágio?

O estágio é importante por um simples motivo: no exercício da profissão do engenheiro, a técnica, aprendida na faculdade, é apenas uma parcela do conjunto que define o profissional da engenharia. Engenheiros não se formam somente em sala de aula e graduandos que desejam iniciar seu primeiro estágio possuem muitas dúvidas e anseios em relação a essa nova fase de suas vidas.

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Obviamente, é exigido do estagiário conhecimento técnico e estudo. Entretanto, a demanda por habilidades operacionais e administrativas é superior, justamente o que a faculdade não ensina. Aprendizado do ambiente corporativo, técnicas de administração, gestão de pessoas, recursos financeiros e contabilidade são tópicos constantes nas atividades durante um estágio de Engenharia.

Deve-se diferenciar um estágio voltado para serviços de escritório e outro voltado para acompanhamento de obras. Enquanto o estagiário de indústria ajuda em projetos em diferentes tipos de softwares,  cria planilhas, imprime e organiza documentos, o estagiário de campo acompanha o engenheiro em vistoria para verificar se a obra anda conforme projetado. Nessa fase, aparentemente sem nenhum esforço para o estagiário, está algo importante: o fato de você frequentar o ambiente, assistir de perto o trabalho do engenheiro, interagir com os trabalhadores da obra, faz você, involuntariamente, aprender e adquirir conhecimentos que só são obtidos com o exercício, em qualquer tipo de trabalho. Com o passar do tempo, você irá aprender a ler os diferentes tipos de projetos e será solicitado a conferir como estão sendo construídos na obra. Nesta fase, conhecimentos técnicos entram em ação. E responsabilidade também.

Mas que conhecimentos técnicos são requeridos para a realização dessas atividades? Saiba que, independente de você ter estudado ou não na faculdade assuntos relacionados às atividades do estágio, o que vai fazer de você um bom estagiário é entender previamente o que está sendo construído. Antes de iniciar o estágio procure saber a etapa em que a obra se encontra. Se esta estiver no início é interessante a busca por conhecimentos em tópicos como topografia (leitura de projetos de topografia, locação de obras e execução de gabarito), movimentação de terra (cálculo dos volumes de corte e aterro, compactação dos solos e empolamento), materiais de construção (concreto armado, mistura, adensamento, transporte, lançamento do concreto fresco e cura) e estruturas de fundação (impermeabilização de fundações, etc.). Neste momento, contato com professores e veteranos de sua faculdade e boas fontes de pesquisa ajudam muito.

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Geralmente a carga horária e os grandes deslocamentos são fatores que dificultam a vida do estagiário de Engenharia Civil, mas todo o esforço é muito válido quando o estágio o torna um profissional capacitado. O sentimento de saber o que é e como desempenhar sua profissão não tem preço. Adquirir conhecimento sobre softwares como AutoCad, Excel e Revit (BIM), realizar orçamentos, cronogramas, memorial descritivo e especificações técnicas e lidar com pessoas de diferentes graus de instrução e em diversos cargos são experiências que tornam o estudante de Engenharia Civil verdadeiros Engenheiros Civis.

E agora? Está mais tranquilo? Confie em si próprio e boa sorte nessa nova jornada!

 

Fonte: Cia de Estágios; EngenhariaE; Exame.

Hábitos curiosos de um engenheiro(a)

Período de férias, tempo de relaxar, descansar a mente e analisar alguns dos nossos hábitos. Nós, estudantes de Engenharia, fazemos coisas que nem percebemos, e certamente, você se identificará com algumas das manias que listaremos a seguir.

1. Beber café como se fosse água

Quem nunca deu uma interrompida nos estudos para tomar aquela xícara de café? Além disso, qualquer bocejo também é desculpa para corrermos atrás desse líquido sagrado, para nós, estudantes de Engenharia. Porém, vale ressaltar que devemos beber dois litros de água e não de café ao longo do dia!

2. Converter unidades e arredondar números mentalmente

Ao longo do curso, alguma conversão de unidade irá te marcar pro resto da vida. Sem percebermos, convertemos unidades para ter noção de grandeza. Além disso, durante provas, os professores sempre pedem para arredondar os números e, com certeza, teremos esse hábito o resto da vida, até porque lidamos com números e contas. Como exemplo, 1 pé = 12 polegadas e 1 polegada = 25,4 mm, então 1 pé = 304,8 mm = 30,48 cm. Ao finalizar a conversão e arredondar o valor, percebemos que 1 pé equivale a uma régua de 30 cm.

3. Ter em mente que nem tudo que dá certo tem um explicação

Certamente, em algum momento da sua vida, na resolução de um exercício, você se deparou com uma solução que não fazia o menor sentido e, simplesmente, aceitou. Na prática, nem sempre uma determinada atividade saí como o esperado, mas no fundo, sabemos que vai dar certo.

4. Trabalhar bem apenas sob pressão

No mundo da Engenharia, as coisas funcionam melhor quando estamos sob pressão. Durante a faculdade, aprendemos que, se estamos com pouca coisa pra fazer, iremos procrastinar de alguma forma, ou assistindo a séries ou saindo. E isso reflete na nossa vida. A pressão será fundamental para o rendimento aumentar.

5. Temos um orgulho imenso em dizer que somos Engenheiro(a)

Depois de tantos anos na faculdade, tantos desafios e dificuldades, quando alguém te pergunta qual sua profissão, você fala “sou engenheiro(a)”. Por mais que você tente agir naturalmente ao responder a esta pergunta, por dentro você está cheio de orgulho, felicidade e autorrealização.

Fonte: Blog da Engenharia

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10 títulos relacionados à engenharia, liderança, carreira e negócios, para assistir antes que as férias acabem!

Dezembro chegou e com ele nossas queridas férias! Está entre nós a estimada época do ano em que nós, estudantes de engenharia ou não, entramos num relacionamento sério com o sofá e a coberta. Então pegue sua pipoca, o controle remoto e venha conferir com a gente essa seleção de 10 títulos relacionados à engenharia, carreira, liderança e negócios.

Filmes

  • Fome de Poder – Dirigido por John Lee Hancock, traz a história da ascensão do McDonald’s, inicialmente uma lanchonete no sul da Califórnia. Pouco a pouco, o protagonista elimina os dois irmãos donos da rede e transforma a marca em um gigantesco império alimentício.Fome de Poder
  • Gravidade – Sandra Bullock é uma engenheira biomédica que sobrevive a uma chuva de meteoros em sua primeira viagem espacial. Se isso já não é o suficiente para te deixar fora da cadeira, vamos lá, tem mais: à deriva no espaço, ela reavalia sua vida enquanto vive medo, dúvida e pânico sem poder respirar muito para poupar sua reserva oxigênio.gravidade

 

  • O Jogo da Imitação – Dirigido por Morten Tyldum, é uma cinebiografia romanceada sobre o inglês Alan Turing, criptoanalista que liderou um grupo da inteligência britânica na missão de decifrar os códigos da máquina Enigma, usada pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial, sendo um inovador da Ciência  da Computação.O jogo da imitação

 

  • Estrelas além do tempo – Baseado em fatos reais, o filme Estrelas Além do Tempo (Theodore Melfi, 2h07) conta a história de três cientistas negras que trabalharam na NASA durante a década de 1960 e colaboraram para a conquista espacial: Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Indicado ao Oscar de 2017 nas categorias de melhor filme, melhor atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e melhor roteiro adaptado (Theodoro Melfi), o longa está entre os dez filmes de maior bilheteria de fevereiro nos cinemas do Brasil e dos Estados Unidos e levanta muitos temas que podem contribuir com sua visão sobre os acontecimentos da época.estrelas além do tempo
  • Interstellar – As reservas naturais da Terra estão chegando ao fim e um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de um novo lar.

Interestelar

Séries

  • House of Cards – a série apesar de não abordar a engenharia, aborda os  jogos políticos que o casal Francis Underwood e sua mulher, Claire, fazem para alcançarem seus objetivos, apesar dos dois não serem exemplo de conduta, a série pode ser uma boa pedida para você engenheiro (a), que se interesse por política e desenvolvimento de habilidades sociais.

house of cards

  • Scorpion – É uma série voltada para a tomada de decisão ágil. O personagem é um gênio! Com o quarto QI mais alto do mundo ele se vê sendo convidado a participar de uma missão dada pelo governo. Resolve abrir uma empresa, no qual trabalhará com as mentes mais brilhantes para solucionar os problemas do mundo.
    scorpion

Livros

  • “Steve Jobs – O Estilo de Liderança para uma Nova Geração” – de Jay Elliot, apresenta a história de como Steve Jobs alcançou o sucesso com a Apple trabalhando os diversos tipos de personalidade e liderança, além de abordar como os profissionais/empreendedores podem tomar suas decisões e as devidas estratégias.

steve jobs

  • “Por que fazemos o que fazemos?” – de Mário Sérgio Cortella, fala sobre as dúvidas mais comuns dos profissionais brasileiros, abordando aspectos motivacionais e as razões pelas quais nos comportamos de determinadas maneiras no ambiente de trabalho.

porque fazemos o que fazemos

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Um País Unimodal

 

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Visando a análise de transporte de cargas e pessoas, o Brasil pode ser considerado um país que possui um modelo unimodal, ou seja, a predominância de um único sistema de transporte em detrimento dos demais. A utilização desse modelo pode acarretar  problemas logísticos e econômicos para qualquer país, que podem ser agravados em países com grande extensão territorial como é o caso do Brasil.

A paralisação dos caminhoneiros em maio de 2018, gerou grande impacto na economia brasileira, como o aumento do preço de combustíveis, falta de estoque de alimentos nos supermercados, expondo um país que estava a beira de um colapso. Essa greve incitou alguns questionamentos sobre como a economia brasileira se tornou refém de uma classe trabalhadora, e oque fazer para mudar essa situação.

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Imagem da greve de caminhoneiros em 05/2018

A malha rodoviária, hoje, é responsável por volta de 75% do escoamento de toda a produção brasileira, demonstrando uma disparidade exorbitante em relação aos demais modais ( ferroviária, hidroviária, marítima, aérea e etc.), isso ocorre devido a um fator histórico-político ocorrido em 1950, no qual o então presidente Juscelino Kubitschek estimulou a empresa automobilística como força motriz da indústria brasileira, desestimulando e sucateando o desenvolvimento de outros modais, como a malha ferroviária.

O investimento no setor ferroviário para realizar uma integração de modais, desponta como principal solução para mudar o quadro atual em que o país se encontra. Hoje o Brasil possui apenas 30 mil quilômetros de ferrovias, extensão muito pequena em comparação com países emergentes como a China (121.000 km) e Índia (68.000 km), tendo menor dimensão até que a Argentina (36.000 km).

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Tabela de comparação entre ferrovias no Brasil e outros países.

A utilização de ferrovias proporciona um menor custo de manutenção e transporte em relação as rodovias, as disparidades de gastos entre os modais aumentam de acordo com a distância percorrida, além disso a emissão de poluentes por ferrovias são 15% menores em relação as rodovias. Visto isso e a vasta extensão territorial do país, torna-se essencial  implementação de ferrovias que cortem o país e liguem os principais centros urbanos, buscando uma combinação com outros modais, já que a malha ferroviária torna-se menos efetiva  no transporte à curtas distâncias.

O principais desafios enfrentados para o crescimento da malha ferroviária brasileira é a precariedade em que se encontra as ferrovias brasileiras que nos últimos 40 anos perdeu 10.000 km de sua extensão, outrossim é a necessidade da implementação e continuidade de um plano de governo de médio a longo prazo, ou seja, é preciso que o projeto tenha continuidade por mais de um mandato, outro imbróglio é o alto investimento inicial, que gira em torno de R$45 bilhões, visando a ampliação, manutenção e construção de pátios que abriguem trens com 120 vagões, e a criação de novas rotas ferroviárias que dinamizem a economia do país. Além disso a rígida regulamentação em relação aos fretes do modal geram um entrave em seu desenvolvimento e afastam maiores investimentos de empresas privadas no setor.

Sendo assim pode-se dizer indubitavelmente que o Brasil necessita de uma mudança em relação a seus modais , e para que ela ocorra é preciso se ter um alto investimento governamental para integrá-los da melhor maneira, ou seja, um meio que favoreça o crescimento econômico a médio e longo prazo, gerando empregos para a população e dinamizando o transporte de cargas efetuado no país.

Referências: Blog LogísticaExameCorreio BrazilienseNexo JornalIlosAgência Brasil.

O tênis que foi pego no Doping

Durante a temporada 2008-2009 da NBA, liga norte-americana de basquetebol, uma novidade tecnológica gerou polêmica ao ser proposta pelos jogadores do tradicional time Boston Celtics para uso em plena reta final de temporada, a novidade tratava-se dos tênis APL(Athletic Propulsion Labs) Concept 1, Protótipo criado pelos gêmeos Adam e Ryan Goldston que continha em sua estruturação um sistema de propulsão que aumentaria o desempenho dos atletas, fazendo com eles pulem mais alto e também corram mais rápido com menor esforço. O protótipo foi vetado na época por violar a regra de competitividade da liga, sendo considerado um esteróide em forma de calçado por fornecer uma significativa vantagem a favor de quem os usa,  impulsionando assim a discussão de como a tecnologia poderia ser utilizada a favor do atleta sem prejudicar a competição.

 

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Foto do protótipo APL(Athletic Propulsion Labs) Concept 1

 

 

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O tênis gera um aumento de cerca de 9 cm no alcance  vertical do atleta

 

Qual a tecnologia por trás do tênis ?

O tênis  utiliza um dispositivo de propulsão na parte mais a frente da sola chamado Load ‘N Launch, que consiste em um sistema de molas que quando pressionado pelo atleta,  “carrega”(Load) a força exercida por ele e em seguida libera (Launch) em forma de energia elástica, aumentando o impulso do atleta e consequentemente melhorando sua performance.

 

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sistema de propulsão “Load ‘N Launch”, constituído de 6 molas grandes e duas pequenas.

 

 


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propaganda mostrando  a performance com e sem o tênis.

 

Vídeo do canal What’s Inside abrindo o produto.

 

Questão da tecnologia no esporte

A questão levantada com a proibição foi de como não afetar a competição com os novos produtos. Não há como evitar que as tecnologias comecem a fazer parte da vida dos atletas e é cada vez maior o número de pesquisadores que dedicam suas carreiras a criar dispositivos e materiais para auxiliar na vida de atletas, sejam eles amadores ou profissionais. O intuito desse tênis seria permitir que as pessoas saltem sem forçar tanto a musculatura e as articulações, o que já foi suficiente pra considera-lo um potencializador  de performance. Então como as novas tecnologias e materiais  se adequariam ?  Parece que por fim a questão não foi um grande impecílio uma vez que a indústria esportiva gerou novas tecnologias para alta performance dos atletas , que focavam na estabilidade, conforto, segurança e ainda se adequavam as condições das ligas profissionais , e um exemplo disso é a tecnologia BOOST, que domina o mercado desde 2013 com empresas como Adidas e PUMA.

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Adidas Energy BOOST: Exemplo de inovação tecnológica sem restrições de uso nas ligas esportivas.

Cursos de engenharia no processo criativo

A engenharia é de suma importância no processo de desenvolvimento e produção das inovações no mundo do esporte. O processo tanto criativo quanto produtivo passam pela mão de engenheiros, e essa necessidade de uma mão de obra qualificada e empreendedora  faz com que empresas gigantes do ramo esportivo procurem parcerias em polos educacionais  para desenvolver seus produtos, como é o caso da Nike, que em 2016 firmou uma parceria com a universidade de Denver(EUA) para desenvolvimento de novos designs para seus produtos da linha de basquetebol.

 

Vídeo explicando a parceria da Nike com a DU (University of denver)

 

Nessa parceria, alunos de engenharia mecânica e elétrica  foram designados para projetar calçados com maior estabilidade, conforto e menor risco de contusões, respeitando a regra de competitividade das ligas profissionais.  E pra isso contam com alguns dos equipamentos de radiografia e captura de movimentos mais avançados do mundo, podendo assim fazer análises de força e movimento milimétricas e trabalhar juntando a paixão pela engenharia com a paixão pelo esporte.

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estudantes trabalhando em novas tecnologias da Nike

 

Que fim levou a marca ?

Ao contrario das outras marcas, a APL não adaptou seu produto para que pudesse ser utilizado, assim, seu banimento foi oficializado pela NBA na temporada 2010-2011, porém , diferentemente do que se esperava, os irmãos Adam e Ryan Goldston tiraram bom proveito da situação e as vendas do tênis dispararam com a proibição,com a empresa tendo seus estoques liquidados em pouquíssimo tempo . Utilizando o banimento como estratégia de marketing eles lançaram o slogan “Banned by the NBA” (Banido pela NBA)  e foram vendidos milhares de exemplares. Atualmente a empresa ainda se mantém no ramo com firmeza, explorando  o rótulo de alternativa.

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“Because of the NBA ban announcement, we are experiencing an enormous ammount of traffic” (Devido ao anúncio de banimento da NBA, estamos presenciando um tráfego enorme)

referencias :

https://www.tecmundo.com.br/internet/8574-como-funciona-o-apl-tenis-banido-pela-nba.htm

https://latimesblogs.latimes.com/sports_blog/2010/10/the-nba-is-prohibiting-its-players-from-wearing-a-new-line-of-sneakers-that-claims-to-increase-vertical-leapthe-nba-sa.html

http://bestadjustabledumbbellspro.com/how-to-increase-vertical-jump/best-exercises-for-jumping-higher/are-there-shoes-that-make-you-jump-higher/

https://melmagazine.com/en-us/story/sole-brothers

https://interestingengineering.com/video/this-is-what-is-inside-the-shoes-the-nba-banned-for-being-too-powerful?fbclid=IwAR1q-R7Dsma7YkI96R3NsIDnxOpJQTcsuWLu39xgBltc80n2TQ2xa0HVLts

https://www.du.edu/news/nike-and-du-improving-future-performance-footwear

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XIV Olimpíada de Engenharia Civil

Capa

Na última quarta-feira, dia 12 de setembro, às 19 horas, aconteceu a cerimônia de ruptura da XIV Olimpíada de Engenharia Civil realizada pelo PET Civil UFJF. Cerca de 100 pessoas foram prestigiar as 7 equipes que participaram do Concurso de Pontes de Papel 2018, o qual teve 750 reais em prêmios, além de vários sorteios para a plateia. O evento fez parte da XLI Semana da Engenharia, tradicional evento realizado pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Engenharia, realizado entre os dias 10 e 14 desse mês. A edição contou com os patrocínios da Arcelor Mittal, Digão Lanches e Fundação Centro Tecnológico de Juiz de Fora.

Plateia

Plateia com cerca de 100 pessoas prestigiando o evento

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O edital desse ano veio com algumas novidades em relação à avaliação das pontes. Além da exatidão do projeto e da eficiência da ponte, a justificativa do colapso e a estética também passaram a fazer parte da avaliação do concurso. A justificativa foi avaliada pelo tutor Marcelo Barros e pelos professores convidados Álvaro Motta (da UFJF) e Kleber Gonçalves (da Rede de Ensino DOCTUM) e a estética foi avaliada pelo público durante a tarde do dia 12. Antes das pontes serem submetidas a cargas crescentes com um balde se enchendo de água, os participantes elaboraram seus projetos e montaram suas pontes com papel cartão e cola, somente.

Avaliadores

Professores avaliando as justificativas de colapso

Mas até o grande dia chegar, os petianos tiveram muito trabalho para colocar tudo em ordem para que ocorresse mais uma edição de um dos eventos mais tradicionais da Faculdade de Engenharia da UFJF. Desde testes para verificar parâmetros físicos e mecânicos de um lote de papel cartão até a elaboração do projeto, montagem e ruptura de pontes-teste, foram realizados para que os inscritos tivessem todas as informações necessárias para construir suas pontes.

E no dia não foi diferente: os 15 atuais petianos (com a gratificante ajuda de egressos e amigos) trabalharam exaustivamente para que o evento fosse um sucesso. E não deu outra… o resultado gerou muitas emoções!!!

Emoção

Participantes não acreditavam no resultado

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PET Civil 2018.3

O PET Civil UFJF agradece a presença de todos e já convida para a XV Edição de nossa Olimpíada de Engenharia que já tem novidades!!!

Os principais modelos de mobilidade urbana no mundo

Mobilidade urbana é a forma e os meios utilizados pela população para se deslocar dentro do espaço urbano. Para avaliar a mobilidade urbana é preciso levar em conta fatores como: organização do território, fluxo de transporte de pessoas e mercadorias e os meios de transportes utilizados.

Devido ao grande índice populacional, em algumas cidades brasileiras a mobilidade urbana é considerada um dos principais desafios de gestão na atualidade, já que, juntamente ao crescimento da população, ocorre o aumento do número de pessoas que utilizam transporte individual para se locomoverem. Entre os fatores que demonstram o fracasso desse meio de transporte estão os engarrafamentos e a poluição do meio ambiente. Hoje, esses fatores são comuns nas principais cidades do Brasil. A frota de automóveis brasileira cresceu 400% em dez anos, conforme dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), numa pesquisa realizada em 2016. Outro dado preocupante é que cidades com São Paulo e Rio de Janeiro não apresentaram o mesmo índice de aumento na construção de transportes alternativos e coletivos, como o metrô de superfície no mesmo período, opções de transporte que são alternativas menos agressivas que o transporte individual.

BICIXCOCHES

O estímulo ao transporte não motorizado é um dos traços que caracteriza as melhores cidades do mundo em mobilidade. Além disso, a implantação de sistemas que priorizam a integração entre os modais faz com que o trânsito seja mais fluido e prático, com conexões reais entre os diferentes meios de transporte.

Em Berlim, capital da Alemanha, a diversidade de modais disponíveis e a facilidade de acesso é a principal característica da mobilidade urbana. Lá, trens, ônibus, metrôs, carros e bicicletas circulam em harmonia. Cerca de 13% das rotas são feitas de bicicleta, e a preferência pelo transporte público aumenta a cada ano. Entre 2001 e 2011, o número de usuários do transporte público cresceu mais de 20%. Um dos componentes importantes das políticas públicas de Berlim para o transporte tem sido o planejamento das vias para bicicleta e pedestres. A cidade construiu mais de 1000 quilômetros de ciclovias e o número de ciclistas aumentou mais de 40% entre 2004 e 2012. Em média, moradores de Berlim andam ou pedalam em 40% das suas viagens. Outra importante iniciativa da cidade alemã são os projetos de carros elétricos. Desde 2012, Berlim tem investido na tecnologia, e conta com 7,9 mil veículos elétricos, e mais de 500 estações de carga de energia espalhadas pela cidade.

Outro exemplo de sucesso na questão da mobilidade urbana é a cidade de Hong Kong, principal centro de negócios e turismo da Ásia. A cidade conta com um dos sistemas de mobilidade urbana mais bem organizados e eficientes do continente. Por dia, são aproximadamente 12,6 milhões de viagens feitas de transporte público. O que faz os deslocamentos serem eficientes é o sistema MTR (Mass Transit Railway), reconhecido como um dos mais eficazes do mundo. Espécie de linha de trem super rápida, serve às áreas urbanizadas de Hong Kong e localidades próximas, sendo o meio de transporte mais popular da região, com cerca de 5 milhões de viagens diárias. O MTR tem aproximadamente 218,2 quilômetros de extensão, com 159 estações. A eficiência no tempo dos trajetos também conta pontos para a cidade: estimativas apontam que os trechos são feitos dentro do horário estimado em 99% dos casos.

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Mais um exemplo é a capital da Inglaterra. Londres é uma cidade pioneira em mobilidade: implantou o primeiro túnel submarino, o primeiro aeroporto internacional e a primeira rede ferroviária subterrânea do mundo, o London Underground, conhecido como The Tube. Hoje, o sistema de transporte da cidade é referência mundial por integrar metrô, trem, ônibus, bicicleta e táxis. O metrô de Londres tem mais de 400 quilômetros de extensão, e transporta cerca de 1,1 bilhão de passageiros por ano. A peça-chave desse sistema integrado são os Oyster Card, outra referência criada por Londres. O sistema de bilhetagem eletrônica permite que os moradores acessem os diferentes tipos de transporte com apenas um cartão. O Oyster dá acesso ao metrô, ônibus, trens e aos barcos que sobem e descem o Rio Tâmisa. Outra iniciativa adotada pela cidade foi o pedágio de congestionamento, que restringe a circulação de carros no centro. O objetivo é estimular o uso do transporte público e reduzir as emissões de carbono pelos veículos.

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Situado a cerca de 80 quilômetros de Londres, o condado de Cambridge tornou-se modelo de mobilidade urbana depois da implantação do sistema de transporte coletivo conhecido como BHLS (Bus with High Level of Service, que significa “Ônibus com Alto Nível de Serviço”), ou The Bushway. Instalados em 2011, os veículos desse tipo se diferenciam dos ônibus comuns por serem mais velozes e seguros. Construído no percurso de uma antiga ferrovia desativada, o modelo tem um sistema conhecido como “guided bushway”. O veículo é guiado por rodas de aproximação nas faixas exclusivas, o que permite que ele trafegue em velocidades com segurança. Além disso, foi construído de modo que os ciclistas possam utilizar ciclovias laterais ao seu trajeto. Nas principais estações, há locais para guardar a bicicleta e também estacionamentos para veículos, para quem quiser deixar o carro estacionado e seguir seu trajeto pelo BHLS. A infraestrutura oferece alta acessibilidade em todas as estações, o piso é nivelado à plataforma de embarque. Em horários de pico, a frequência é de um ônibus a cada 5 minutos.

No Brasil, pode-se destacar a cidade de Curitiba como um expoente no setor de mobilidade urbana. Há mais de 30 anos, a cidade criou corredores de ônibus de forma inteligente visando a valorização do transporte público. As inovações estratégicas de mobilidade urbana como a criação do ‘ligeirão’ (um ônibus cinza que não para em todos os pontos) e a construção de novos corredores de integração mantêm a cidade ainda como modelo da América, mas o baixo investimento nacional em novas tecnologias pode deixar todo o sistema para trás.

Além de uma mudança de cultura, é imprescindível o investimento tecnológico para melhoria dos sistemas de transportes urbanos do Brasil.

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Fonte: Gazeta do PovoG1E-Moving.

XXIII ENAPET

 

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O XXIII Encontro Nacional do Programa de Educação Tutorial (ENAPET) ocorreu entre os dias 15 e 20 de julho, na Universidade Estadual de Campinas (UniCamp). Em uma parceria dos PETs da UFSCar com os da UniCamp, foi formada a Comissão Organizadora UFSCamp, a qual deu o tema “Unidos pela mesma raiz!” ao evento.

Entre os cerca de 1400 participantes (petianos ativos, egressos, tutores e CO) estavam Adriele Valle, Eduardo Fonseca e Talita Nogueira do PET Civil da UFJF, juntamente com o recém tutor Marcelo Miranda.

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Representantes do PET Civil UFJF no XXIII ENAPET

Esse encontro tem por objetivo juntar todos os grupos de Educação Tutorial do país, sejam eles vinculados ao MEC ou à própria IES, a fim de discutir e lutar pelos direitos do programa e trocar experiências em grande escala.

Com uma delegação de 54 petianos e getianos, a UFJF foi umas das Universidades com maior peso no evento. Alojados numa escola particular de Campinas e se alimentando no próprio evento, a integração interna também foi muito importante (foi uma semana de convívio intenso!).

Após todos os credenciamentos terem sido realizados, partimos para as atividades características do evento, tais como: “Encontro de Discentes” e “Encontro de Docentes” (onde os petianos podiam ter uma discussão mais aberta sobre as dificuldades do programa, portanto sem ser um evento deliberativo); “Pré-GDTs” (Pré-Grupos de Discussão e Trabalho, onde foi discutido sobre temas que, mais tarde, teriam deliberações nos GDTs – explicados mais a frente); “EAs” (Encontros por Atividade, também sem fins deliberativos mas que fosse discutido sobre atividades gerais de todo PET/GET); os “GDTs” em si (Grupos de Discussão e Trabalho, no qual foram apresentados e votados os encaminhamentos e sugestões dos Encontros Regionais e elaborados novos; todos aprovados pela parcela da plenária total foram enviados para a Assembleia Geral); “Oficinas e Minicursos” (atividades mais descontraídas com temas culturais, aleatórios ao programa, num clima de descontração e aprendizagem sobre habilidades que você jamais poderia pensar em ter); “Apresentação de Trabalhos Orais e Banners” (nesta, atividades foram mostrados a todos os interessados, onde os petianos Eduardo e Talita apresentaram o banner “INTERVENÇÕES PET: Atividades que visam a excelência na graduação” e Adriele apresentou o, também, banner “INTERPET/GET UFJF”, trabalho em parceria com a comissão INTERPET/GET, o qual ela e Eduardo foram dois dos autores); “Reunião MOBILIZA PET” (nessa atividade foram eleitas as comissões locais, regionais e nacionais para o “VI Mobiliza PET”, mobilização anual que se torna necessária por direitos que, muitas vezes, não vêm sendo garantidos pelo MEC); e, por fim, a “Assembleia Geral” (atividade máster do evento onde todos os encaminhamentos e sugestões foram votadas pela plenária, direcionando o futuro do programa – foram cerca de 16 horas de assembleia!).

Manual do Congressista com mais informações sobre o evento.

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Assembleia Geral

Apresentação de trabalhos

Eventos culturais como assistir a final da Copa do Mundo, jogos interativos e tour pelo bares da região também não podiam faltar. Também houve a festa oficial “Já é jogos universitários!”, momento de diversão, descontração e integração dos petianos/getianos.

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Final da Copa com PET Elétrica UFJF

O XXIV ENAPET já tem sede aprovada e será em Natal – RN, já que pelo rodízio o evento deve ser na região Nordeste do Brasil. QUE VENHA O XXIV ENAPET!!!

Por que não no Catar?

A Copa do Mundo da Rússia acabou e já deixa saudades para aqueles que adoram assistir jogos atrás de jogos e sentir o famoso “clima de Copa”. Para os mais fanáticos, duas informações que incomodam: o próximo mundial será apenas em 2022 e em um lugar no mínimo inusitado, o Catar

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Se havia alguma dúvida sobre qual o único fator importante na escolha das sedes das Copas do Mundo pela Fifa, ela foi desfeita em 2010. A opção pelo Catar foi meramente financeira e disfarçada pela entidade com o discurso de “levar o futebol a novas fronteiras”. A vitória do Catar foi classificada como tendo alto risco operacional pela mídia estadunidense, australiana e britânica e foi severamente criticada após os escândalos de corrupção na FIFA.  Dinheiro não será problema para o maior exportador de gás natural liquefeito do mundo, e por isso os delegados da Fifa, como Joseph Blatter – hoje banido do futebol – levaram a Copa para o Oriente Médio.

Muitos fatores sugerem que o Catar pode não ser uma boa opção para sediar uma Copa do Mundo, como questões políticas, já que o país não reconhece o estado de Israel e uma eventual classificação do país poderia criar problemas; questões religiosas que preocupam diante do conservadorismo radical; e o calor, visto que em determinados períodos do ano as temperaturas costumam chegar a 50 graus centígrados. Porém, a FIFA e o governo local garantem que os problemas serão contornados. Por exemplo, o evento foi marcado para ser realizado em uma data alternativa de 2022 – novembro e dezembro –  visando um período com temperaturas sensatas para realização de partidas de futebol.

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Entretanto, existe um fator que confirma que a Copa do Mundo no Catar já é um verdadeiro desastre. Um novo relatório da Anistia Internacional revelou, em 2013, que o setor da construção civil no Catar encontra-se repleto de abusos, com os trabalhadores empregados em vários projetos de milhões de dólares sendo intensamente explorados. No país, a maioria da mão-de-obra barata é formada por imigrantes do Nepal, Índia e Paquistão que são expostos a longas jornadas – muitas acima de 12 horas – e lidam com um ambiente de trabalho pouco seguro e carente de infraestrutura adequada. Há relatos de condições análogas à escravidão nas obras da Copa. Passaportes são confiscados e os salários são retidos pelos chefes durante meses. Tudo isso sob as condições climáticas bastante improprias.

Um relatório da International Trade Union Confederation constatou que 1200 imigrantes, a maioria da Índia e do Nepal, já perderam suas vidas em 2015 e a estimativa da entidade é que, no total, 4 mil operários vão morrer até o começo dos jogos, em 2022. As mais diferentes adversidades nas condições de trabalho levam os trabalhadores à morte: acidentes de trabalho, ataques cardíacos, doenças desenvolvidas por conta da vida precária e até suicídio. Um representante do comitê organizador da Copa no país negou as informações e disse que os números estavam errados.

Comissões de direitos humanos pedem o fim do sistema local chamado “kafala”, muito comum nos países árabes do Golfo Pérsico. Nesse sistema, os imigrantes sem qualificações e dinheiro entram no Catar para trabalhar com a ajuda de um “patrocinador”. Este paga o visto, o custo da viagem e a hospedagem. Geralmente, essa pessoa é o futuro chefe, abrindo margem para a exploração dos trabalhadores: eles chegam ao país já devendo para seus empregadores.

O problema está longe de ter fim e todo o crescimento em infraestrutura almejado pelo Catar pode apagar a situação trágica de segurança do trabalho nas construções de metrôs, aeroportos, redes ferroviárias, hotéis e estádios. O crescimento econômico do país de 15,5 a 21 por cento ao ano é manchado por milhares de mortes de operários imigrantes.

FONTE: ESPN; Exame; Ig.

Obra de engenharia suspende capela do antigo hospital Matarazzo a 31 metros de altura

Um delicado projeto de engenharia executado nos últimos nove meses conseguiu deixar suspensa, a uma altura de 31 metros, uma capela de 1.200 toneladas do antigo Hospital Matarazzo, a uma quadra da Av. Paulista, na região central de São Paulo. A … Continuar lendo

Telha Solar: Uma alternativa aos painéis fotovoltaicos

Inicial

Devemos reconhecer que a sociedade atual se tornou dependente da energia elétrica. Atividades simples como assistir à televisão ou ler um artigo como esse só são possíveis devido a ela. Casas, escolas, supermercados e shoppings precisam de energia para funcionar e, além disso, boa parte dos avanços tecnológicos que alcançamos até hoje se deve a esse advento. Há pouco tempo atrás se pensava, ainda, que as sociedades mais evoluídas eram as que mais consumiam energia. Porém, as altas agressões ao meio ambiente e os grandes sacrifícios da sociedade fizeram que esse conceito fosse repensado, originando meios mais sustentáveis de se produzir energia através de recursos renováveis.

Nessa linha de raciocínio, os painéis fotovoltaicos tem sido uma ferramenta muito utilizada, tanto por famílias que pretendem gerar sua própria energia, quanto por empresas e cidades, em lugares estratégicos, para redução do uso de energia proveniente de outros processos. Portanto, a cada dia, com o avanço das inovações tecnológicas (não só no setor energético), a tendência de otimização dos processos vai se tornando necessária. Daí surgiu o projeto das Telhas Solares.

ONDE SURGIU?

Em 2009, nas Universidades do Minho e Nova de Lisboa, ambas portuguesas, surgiu a ideia das telhas fotovoltaicas que, na época, era considerada um dos mais inovadores projetos na área da energia solar a nível mundial. Vasco Teixeira, coordenador do Grupo de Revestimentos Funcionais (GRF) do Centro de Física da Universidade do Minho (CFUM) e um dos desenvolvedores da nova tecnologia, afirma que “O mais importante e abundante recurso que nos é naturalmente oferecido é o Sol, apresentando-se como uma inesgotável, e amiga do ambiente, fonte de energia […]”, o qual não pode ser desconsiderado, pois sua radiação é convertida em energia elétrica (efeito fotovoltaico), atendendo as expectativas de produção de energia sustentável e à demanda de, no futuro, cada casa ser autossuficiente em energia, através da tecnologia das telhas solares.

AFINAL, O QUE SÃO AS TELHAS SOLARES?

Telhas, com estética similar às tradicionais, que contam com mini-painéis solares embutidos em seu interior que transformam a energia solar em energia elétrica. Vem como uma alternativa aos painéis solares fotovoltaicos instalados sobre os telhados tradicionais.

Os painéis solares, apesar de ainda ser o mais adotado, não atendem os aspectos estéticos dos telhados, fazendo com que o público tenha certa rejeição para com este modelo. Isso faz as vendas e o deslanche do setor energético ficar estagnado, não somente pelo valor da instalação dos painéis solares, mas pela aparência.

Algumas empresas já fabricam as telhas como a Tesla, Area Industrie Ceramiche, REM, SRS Energy e E.U.Tile. Já no Brasil ainda é necessária maior diversificação da matriz energética e a promoção de maiores subsídios para as energias renováveis, atraindo investidores para programar a fabricação em território nacional.

Algumas de suas propriedades podem ser destacadas:

  • Feita de material translúcido que cobre a célula fotovoltaica que chega a um conversor que transforma a energia solar em energia elétrica.
  • Essa energia é acumulada em uma bateria suficiente para abastecer uma casa com quatro quartos, frigorífico, luzes e outros eletrodomésticos.
  • Há uma diversidade de modelos: Liso, texturizado, toscano e xistoso.

tipos

  • Custo estimado em US$ 21,85/m².
  • Tempo de instalação entre 5 e 7 dias.
  • Vida útil pode chegar a 50 anos.
  • Resistência a impacto três vezes maior que as telhas comuns.
  • Eficiência apenas 2% menor do que a dos painéis solares tradicionais.
  • Viabilidade para a intercalação de telhas comuns e solares.

ALGUMAS VANTAGENS E DESVANTAGENS

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  • Estética moderna e atrativa, sendo idêntica a uma casa convencional, visto que as tradicionais são grosseiras (grandes e pesadas).
  • Mesmo em telhados pré-existente, basta a substituição das telhas comuns pelas fotovoltaicas, desde que sejam do mesmo modelo: basta interligar as conexões e prender os condutores nas ripas de madeira que sustentam as telhas.
  • Possibilita aplicação de telhas solares intercaladas com telhas não solares
  • Não gera custo adicional, pois não é necessária a colocação de suportes especiais para a sustentação de painéis.
  • Economia de energia em longo prazo: em 30 anos, para um telhado de 185 m², estima-se um custo de cerca de 50 mil dólares e gera economia da ordem de 64 mil dólares.
  • Agrega valor à edificação.
  • Sustentável: energia renovável e redução da pegada ecológica.
  • Maior resistência e vida útil.

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  • Falta de incentivos fiscais para edificações que fazem uso dessa tecnologia.
  • Preço de instalação elevado.
  • Eficiência 2% menor que a dos painéis solares.

CONCLUSÃO

As telhas solares tem grande potencial para um futuro próximo. Como podemos perceber no esquema abaixo, elas se destacam nas vantagens de sua utilização. Espera-se que, no Brasil, tenha incentivo fiscal para a utilização e promoção de maiores subsídios que atrairão investidores para implementação da tecnologia.

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O artigo acima foi baseado no trabalho acadêmico apresentado pelos alunos Camila Sales Rocha Ramos, Eduardo Fonseca Ribeiro (autor do post) e Thiago Celeiro Nascimento à Professora DSc. Maria Teresa Gomes Barbosa na disciplina Materiais de Construção Civil 1 da Universidade Federal de Juiz de Fora.

FONTES: Portal EnergiaEngenharia ÉPortal Solar.

 

Madeira Laminada-Colada (MLC)

As peças de madeira laminada-colada são reconstituídas a partir de lâminas, que são de dimensões elativamente reduzidas se comparadas às dimensões da peça final assim constituída. A fabricação de MLC reúne duas técnicas: laminação e colagem.

Laminação, por definição, são pequenos pedaços de madeira formando um único membro grande, forte, estrutural. Esses elementos estruturais são utilizados como colunas verticais ou horizontais, vigas, assim como curvas, arqueando em formas.

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Nas primeiras aplicações, as lâminas de madeira eram unidas por pregos e cintas metálicas, e somente após o surgimento de colas de alta resistência é que se tornou possível a fabricação da madeira laminada-colada. A técnica de colagem é responsável por deixar a seção mais homogênea e evitar as ocorrências de deslizamentos entre as lâminas.

Em 1940, com o aparecimento das colas sintéticas que o sistema laminado-colado conheceu o seu grande progresso. As espécies de madeira mais recomendadas para o emprego em MLC são as das coníferas e algumas folhosas, como Pinus e Eucalipto. As substâncias de colagem mais usadas são a caseína, resorcina, uréia-formol e melamina.

A escolha da cola depende de dois fatores: tipo de madeira e condições externas. Entretanto o fator condições externas deve ser tratado com mais importância, visto que é preciso levar em consideração principalmente o meio a que a estrutura vai estar submetida, ou seja, temperatura e teor de umidade. Estar abrigada no interior da edificação ou exposta à variação das condições atmosféricas, como, alternância de sol e chuva, são informações que determinam uma estratégia para o uso da MLC.

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Leveza, alta capacidade de carga, resistência e flexibilidade de formas são propriedades da madeira laminada-colada. O seu emprego vai desde pequenas passarelas, escadas e abrigos até grandes estruturas concebidas sob as mais variadas formas estéticas. São destinadas a cobrir vãos de até 100 metros sem apoio intermediário.

Não se pode esquecer que a MLC é antes de mais nada “madeira”, logo, além das vantagens da estrutura ser em madeira laminada-colada, é preciso lembrar das vantagens que estão reunidas na própria madeira, como excelentes características estruturais e baixa condutibilidade térmica. Porém, além das vantagens do material, a técnica do laminado-colado confere ainda às estruturas de madeira, características como a exigência de um número bem menor de ligações, uma vez que são previstos para grandes dimensões; possibilidade de obter peças com raio de curvatura reduzido, variável e até mesmo em planos diferentes; possibilidade de tratamento da madeira, tábua por tábua, em autoclave, o que confere enorme eficiência e garantia que pode chegar até 50 anos contra o ataque de fungo e insectos xilófagos.

Como outros produtos de madeira, a MLC representa um uso eficiente da madeira disponível. Enquanto a demanda por madeira continua a aumentar em todo o mundo, há uma redução na oferta de madeiras com alta qualidade e grande diâmetro. E combinada com as preocupações ambientais e as mudanças nas práticas de gestão florestal, a fabricação de madeira maciça fica cada vez mais caro e mais difícil. Por isso a madeira laminada-colada faz o uso de menores dimensões, mas são projetados para ser mais forte e de mesmo tamanho da madeira maciça. Eles também sofrem menos defeitos e retração devido a alterações de umidade. Com isso, combatem fenômenos como empenamento e torção.

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Fonte: AECWeb; Rewood; Calil Madeiras.

As mudanças mais relevantes no ensino da Engenharia

Assim como muitas coisas da vida, a Engenharia também se desenvolveu. O curso vem apresentando mudanças significativas, num período de, aproximadamente, duas décadas. Ao comparar um recém-formado com um engenheiro que concluiu o curso há 20 anos é possível imaginar que não se trata da mesma faculdade. Logicamente, as matérias do ensino básico continuam da mesma forma, mas algumas situações e prioridades modificaram bastante ao longo do tempo, tanto por parte dos alunos quanto dos professores.

Nas instituições de ensino superior, dificilmente, encontra-se profissionais que não tenham, em sua formação, um título de doutor. Antigamente, os professores tinham experiência no mercado de trabalho, ou como consultores ou como empresários. De certa forma, isso era muito vantajoso aos estudantes, já que o conhecimento transmitido era o que o mercado exigia, focando em funcionalidade e lucro. Atualmente, os docentes não têm experiência industrial ou empresarial, em sua maioria. Fruto do mestrado e doutorado, que proporcionam aos alunos, um embasamento teórico excelente. Porém, quando se trata da abordagem de novas tendências, a falta de experiência no mercado de trabalho prejudica.

Um fato muito curioso que ocorre nas salas de aula é que um professor que tem experiência de campo atrai muito mais a atenção dos alunos do que o docente que não a possui. Isso se explica pelo fato de que, muitas vezes, o aluno não consegue visualizar o que o professor está explicando na prática, e na medida em que o docente já vivenciou aquilo em campo consegue-se exemplificar claramente a situação, diferentemente daquele que só estudou.

A internet é um recurso que tomou conta do ensino de Engenharia. Hoje em dia, os alunos não dependem apenas dos professores ou livros para aprenderem. É possível utilizar a rede para adquirir conhecimentos em softwares, por exemplo, se capacitando por conta própria.

Outra mudança significativa é o fato dos alunos precisarem ser plurais e multidisciplinares. Isso quer dizer que não basta ser um aluno que se destaca em matérias de exatas. Hoje em dia, é necessário muito mais, como conhecimentos em língua estrangeira. O mercado exige!

A concorrência é outro fator que se diferencia dos tempos passados. Houve uma segmentação das engenharias, especializando ainda mais o conhecimento de cada profissional. Além disso, muitas instituições passaram a oferecer o curso de engenharia, gerando um mercado de trabalho saturado, onde apenas os alunos que realmente se preparam são aproveitados. Esse fato desmotiva o recém-formado, que migra para outras áreas de atuação.

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IV CONPET CIVIL e o seu legado

Estamos em clima de CONPET Civil! E para receber a quinta edição, que acontece neste final de semana em Ouro Preto/MG, nada melhor do que relembrar as experiências do IV Congresso Nacional dos grupos PET de Engenharia Civil. Mais do que isso, compartilhar tudo o que esse querido encontro nos proporcionou, nos fez refletir e crescer. Voltamos muito mais petianos! (ou “pétianos”, como se diz lá no Nordeste)

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Foto do IV CONPET CIVIL com apresentação da logo oficial do evento.

O PET Civil UFJF tem um carinho enorme por este evento que nasceu em Juiz de Fora e está ganhando novas proporções. A quarta edição reuniu 14 grupos nos dias 28, 29 e 30 de abril de 2017, em Fortaleza/CE, e teve como tema: “PET Civil: Filosofia, Ação e Legado”. Foram 03 dias de autoconhecimento acerca do nosso papel de transformar o mundo, cheios de motivações vindas das experiências dos outros grupos PET, com petianos e graduandos discutindo seus desafios enquanto futuros profissionais, acompanhados por professores tutores que lutam conosco pela continuidade do Programa de Educação Tutorial. Momentos oportunos para refletir e criar algo novo!

O que queremos deixar como nosso legado?”, “Qual a função social do engenheiro?”, “Como o desafio irá nos potencializar?”. É a nossa formação enquanto petianos lado a lado com a profissão que vamos carregar no peito: engenheiros civis!

O evento fomentou debates durante toda sua programação, contemplada por palestras, mesa redonda, grupos de discussão (GD’s), atividades de integração e apresentação de trabalhos. Atividades de teor mais técnico permitiram maior proximidade com algumas das áreas de atuação na engenharia, ao apresentar uma proposta de desmistificação do concreto protendido, o plano urbanístico de Fortaleza para 2040 e, ainda, a competição de estruturas recíprocas feitas a partir de palitos de picolé.

Foi ainda espaço para apresentação de trabalhos, publicados com número DOI (Digital Object Identifier System) e com ISSN. Na oportunidade, PET Civil UFJF foi representado pelas petianas Cassia e Gabriela com o trabalho “Concurso Mola”, acerca da competição desenvolvida com o Mola Structural Model; e por Bruno e Sarah com o trabalho “Boas práticas para Prevenção de Acidentes na Construção Civil: participação dos trabalhadores e programas de treinamentos”, oriundo do projeto de pesquisa em comum. (Para acessar plataforma com todos os trabalhos do evento, clique aqui)

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Programação oficial do IV CONPET CIVIL – Fortaleza/CE.

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Apresentação dos temas dos Grupos de Discussão (GD’s).

Mais do que um encontro por área, um encontro de pessoas. Foram 14 grupos PET Civil reunidos pelo amor ao Programa de Educação Tutorial, sejam petianos ativos, petianos egressos, bolsistas ou voluntários. Um evento pequeno, se comparado a SudestePET e ENAPET, mas que, por conta disso, fortalece a proximidade com cada integrante, constrói laços de amizades ao compartilharmos vivências e dificuldades semelhantes.

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Grupo PET Civil UFJF no IV CONPET Civil.

O PET Civil UFJF não irá esquecer das tapiocas do café da manhã, dos sotaques diferentes de cada canto do Brasil, da primeira viagem de avião de alguns integrantes, das altas “resenhas”, da quadrilha, da feirinha, da praia, dos cordéis, da terra do sol. E ficará guardada com muito carinho toda a hospitalidade que recebemos dos petianos do Ceará, nossos anfitriões, que escreveram cartinhas para cada membro do grupo compartilhando muito amor, como esta daqui:



Olá, Gabriela! Tudo bem com você?

Gostaria de começar essa carta dizendo que não é tão fácil escrever algo para alguém que não conhecemos tão bem. As palavras são meio desajustadas, a gente não sabe o que de fato falar. No entanto as coisas começam a se “aprumar” e as ideias se ajustam na cabeça quando eu lembro que, embora você seja totalmente diferente e desconhecido por mim, nós temos algo em comum: estaremos, nos próximos dias, desfrutando da programação do IV CONPET Civil.

Que felicidade “medonha” estar te recebendo aqui em Fortaleza para o CONPET. Eu, em nome de toda a organização do evento, quero te dar as boas-vindas a Fortaleza e te desejar que o congresso supere todas as suas expectativas. Foram mais de 260 dias de muito trabalho duro para que você pudesse desfrutar de um evento sensacional. Todos nós da organização estamos à sua disposição para dar todo e qualquer suporte a você durante sua permanência aqui na cidade, pode contar com todos nós, inclusive comigo!

A programação foi toda pensada para que discutíssemos profundamente a filosofia, ação e legado do PET, mas sem deixar de lado os campos de conhecimento/trabalho da engenharia civil. Independentemente de qual seja a sua maior aptidão na engenharia, com certeza o evento será de enorme valor tanto para a engenheira civil Gabriela quanto para a petiana Gabriela.

Estou no PET desde julho de 2014 e, durante esses quase 3 anos de grupo, eu tenho me apaixonado cada vez mais pelo programa. Não sei muito bem qual o contexto do seu PET, mas aqui em Fortaleza, ser petiano é ter um diferencial no meio de um mar de gente, é ter mil coisas pra fazer na semana de provas, é abrir mão das férias, do sono e, algumas vezes, da própria opinião. Ser petiano é correr pra chegar na hora, é viver cheio de reuniões, é comer apressado é, muitas vezes, nem comer. Ser petiano é viver rodeado de gente, é ter muitos amigos por perto (pelo menos 12), é ter altas resenhas. Ser petiano é carregar no peito a missão de fazer a diferença, de transformar a vida de algumas pessoas e levar engenharia para quem ainda não sabe bem o que quer da vida. Ser petiano é ser profissional de valor, é carregar valores no peito, valores que podemos revolucionar a nossa história e a história da nossa sociedade. Ser petiano é estar em plena construção, em constantes reparos, retoques que farão de nós pessoas excelentes. PETiano estudante de Engenharia Civil não para nunca!! PET Civil não para!

Por fim, te desejo mais uma vez as boas vindas à Fortaleza e espero profundamente que esse evento te ajude nessa formação de profissional de valor (com bons valores bem sedimentados), capaz e desejosa de fazer a diferença em seu meio e instigado a, no mínimo, tentar mudar a vida das pessoas por meio da atuação no PET e, mais que isso, por meio da Engenharia.

É isso aí, tenha um bom evento! Seja muito bem-vinda à terra do sol!

Abraçãão!!

Laio Guimarães – PET Civil UFC



É, Laio, o que dizer? Foi TOP!!!

E que venha o V CONPET!!! #ouropretei

 

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Laio (PET Civil UFC) com grupo PET Civil UFJF.

 

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Foto oficial com camisa do evento – IV CONPET CIVIL.

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O legado de Stephen Hawking

“O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão do conhecimento.” Talvez nenhuma das grandes frases de Stephen Hawking representam tão bem a vida do cientista, que faleceu na madrugada do dia 14 de março de 2018″

Após cursar física em Oxford e começar a pesquisar sobre cosmologia e teoria geral da relatividade em Cambridge, Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O britânico não se abateu quando os médicos estimaram que ele teria pouco tempo de vida. Viveu até os 76 e, aos 60 anos, já era considerado um dos grandes gênios dos últimos tempos, como Mozart, Albert Einstein, Rutherford, Nelson Mandela e Dalai Lama.

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Os principais campos de pesquisa de Hawking foram cosmologia teórica e gravidade quântica. Suas teorias, como a de muitos físicos, desafiam a noção de espaço-tempo e levam a uma outra dimensão; não dá para começar a compreendê-las sem abandonar as concepções mais fundamentais sobre a realidade que conhecemos.

Em colaboração com o também físico Robert Penrose, Stephen desenvolveu os primeiros teoremas da SINGULARIDADE. A ideia é que existem lugares no universo em que as variáveis da física se tornam infinitas e concentradas em um único ponto, como se toda a densidade, toda a massa existente, ficasse concentrada em um lugar só. Os BURACOS NEGROS são um dos tipos de singularidades que ele tinha vindo a estudar com Penrose, que as leis da Teoria da Relatividade Geral não se aplicam nessas regiões. E, mais importante ainda: uma dessas singularidades é, na verdade, o berço do universo. A partir dessa ideia Stephen Hawking teve um papel crucial na demonstração da Teoria do Big Bang!

“Se você parte da premissa de que o universo está em constante expansão, isso significa que, se voltar para trás, vai chegar à ideia de que o universo inteiro estava concentrado em único ponto. É mais ou menos essa a noção de singularidade.” Cássio Barbosa.

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Baseando-se na Teoria de Singularidade, Stephen Hawking ainda contribuiu com debates e descobertas sobre o universo, como a Radiação de Hawking, mecanismo que ocorre dentro de um buraco negro, envolvendo uma reação entre matéria e antimatéria, e a Inflação Cósmica, teoria quântica que sugere que, antes do Big Bang, o universo não conhecia limites entre o espaço e o tempo.

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Não tem como negar que Stephen Hawking possuiu uma inteligência rara e uma capacidade de raciocínio fora do normal. Entretanto, ao analisar sua vida, deve-se destacar muito mais que inovações quânticas e descobertas astronômicas. O físico desafiou as probabilidades e deixou ensinamentos que vão além da Ciência, afinal, um verdadeiro gênio sempre nos traz lições da vida em geral. Sua principal mensagem não tem nada a ver com números e sim com a maneira que as pessoas devem encarar a vida. Possuir alguma limitação deve significar automaticamente valorizar o que você está apto a realizar.

“Por mais difícil que a vida possa parecer, sempre existe algo em que você pode ser bem sucedido. O importante é que você nunca desista” Stephen Hawking.

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G1; Observador; Wikipedia.

 

Dia 20 de Novembro, dia da Consciência Negra

É inegável que o preconceito racial existe desde longa data, principalmente no Brasil, país escravocrata. A história do povo africano, sempre envolvida com muita luta e resistência teve seus destaques, foi o caso de Zumbi.

Zumbi era líder do Quilombo dos Palmares, refúgio este que foi considerado o maior na história da escravidão do Brasil. Ele lutava pela liberdade e valorização da cultura de seu povo. Em 20 de Novembro de 1965 ele foi morto, defendendo sua comunidade. Desta maneira, em 2003, foi definido o dia da Consciência Negra, com objetivo de proporcionar reflexão sobre a história e importância da cultura africana, assim como o impacto que deixaram na identidade de cultura brasileira.

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Figura 1 – Zumbi dos Palmares

O feriado no dia 20 de Novembro é facultativo, ou seja, a cidade opta por paralisar as atividades ou não. Mas, independente da adesão ao feriado, vale sempre relembrar as contribuições da cultura africana em nosso dia a dia. Dentre essas pode-se citar:

  • Capoeira: Arte Marcial Afro-brasileira;
  • Culinária: Feijoada, Vatapá e Acarajé;
  • Instrumentos: Afoxé, Berimbau e Agogô;
  • Religiões: Candomblé e Umbanda

 

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No que diz respeito aos negros na engenharia tem-se Enedina Alves Marques, como a primeira mulher negra a se formar em engenharia, estado do Paraná. Já o primeiro homem negro a se tornar engenheiro foi André Rebouças, no Rio de Janeiro. Atualmente a porcentagem de negros em universidades é de 12,8%.

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Campanha da UFJF no dia da Consciência Negra

 

É preciso uma pausa para reflexão sobre as condições do negro na sociedade, reflexos do período da escravidão, saber entende-las e respeitá-las. No dia da consciência negra e em todos os outros dias é preciso saber que somos todos iguais!

“Empatia: Que tomemos consciência da importância da força dos negros na formação da sociedade em que vivemos, e que essa consciência incentive o respeito, a empatia e a igualdade.”

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Séries de TV que todo engenheiro deveria assistir

Sabe-se que a rotina de engenheiros e estudantes de engenharia não é nada tranquila. Está cada vez mais difícil encontrar tempo disponível para atividades de lazer. Entretanto, é importante ter consciência da necessidade de dar uma pausa no trabalho e estudos de vez em quando, para relaxar e abrir a mente. Uma boa pedida para os fins de semana é assistir uma série de TV que entretenha e descanse a mente dos telespectadores.

A populariadade das séries de televisão cresce a cada ano com a ascensão da TV a cabo e de provedores via streaming, como a Netflix, HBO Go e Netseries. E muitas pessoas já possuem suas séries favoritas como meios de inspiração profissional, assistindo situações empolgantes ou espelhando-se em personagens emblemáticos. Atualmente, todo mundo tem aquele amigo profissional ou estudante de Direito que é alucinado com a série “Suits” ou aquele familiar com vocacão para Medicina que não perde um episódio da série “Grey’s Anatomy”.

Portanto, chegou a hora de sugerir algumas séries que possam agregar de alguma forma a vida do engenheiro civil ou estimular o estudante a encarar a difícil caminhada que é o curso de engenharia.

No topo da lista, encontra-se a série Extreme Engineering (Megaconstruções), que retrata em 6 temporadas alguns desafios enfrentados pela construção civil, mostrando a evolução do homem, que ao longo dos anos adquiriu a necessidade de construir cada vez com técnicas mais elaboradas. Imagine levantar do zero, em apenas sete anos, um dos aeroportos com maior demanda do mundo. Esse foi o desafio dos engenheiros responsáveis pelo novo aeroporto internacional de Hong Kong, o Chep Lap Kok, que foi retratado em um dos episódios da série. Além disso, o programa da Discovery Channel trata de temas como o novo canal do Panamá e a ponte de Gibraltar (estreito que liga o Mar Mediterrâneo, Oceano Atlântico, oeste europeu e o norte da África).

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Outra série a ser citada é o grande clássico do Discovery Channel, MythBusters. Dois especialistas em efeitos especiais comprovam a veracidade de mitos da sociedade. Eles testam e provam se os mitos são verdade ou mentira. É uma série que literalmente desafia as leis da física. Os apresentadores do programa usam elementos do método científico para testar a validade de rumores, cenas de filmes, provérbios, vídeos da internet e histórias novas e antigas.

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Por último, mas não menos importante, Prison Break é uma série para os engenheiros e futuros engenheiros que não são muito fãs de séries de documentários, preferindo uma boa e intrigante trama. O personagem Michael Scofield une o seu alto QI com o curso de Engenharia Civil para conseguir fugir de várias prisões americanas e internacionais, além de improvisar diversas armas. O que ele faz é checar algumas plantas de prédios, bem como as suas estruturas de aço, misturar algumas substâncias químicas e pronto, lá estava ele escapando novamente de mais uma prisão! [ALERTA DE SPOILER] Na primeira temporada, o engenheiro tem o grande desafio de fugir de uma prisão que ele próprio projetou e uma de suas estratégias e tatuar o projeto da prisão em todo seu corpo. A série da FOX atingiu grande sucesso e pode ser assistida pela Netflix ou comprando o boxe com todas as 5 temporadas.

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Fonte: Construct; Discovery; Netflix.

 

Sustentabilidade x Construção Civil: os destaques brasileiros

                Não é novidade para nós que a área da construção civil tem fundamental importância quando o assunto é desenvolvimento de um país. Todavia, esse setor é um dos que mais consome recursos naturais e, infelizmente, um dos que mais produzem resíduos também. Sendo assim, ao buscar uma forma de amenizar os impactos gerados por ele, a noção de sustentabilidade nas construções vêm crescendo de forma considerável, atingindo cada vez mais pessoas.

                No Brasil, o conceito tomou tamanha proporção que hoje somos considerados o 4º país, num total de 165, com maior número de construções sustentáveis com certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Ao todo, são 1.226 projetos registrados e, dentre eles, 404 já são certificados. Vale ressaltar ainda que a certificação depende do número de pontos adquiridos pela obra, os quais são distribuídos mediante alguns quesitos específicos. Assim, a pontuação varia de 40 a 110 pontos e, dependendo da quantidade acumulada, a construção pode obter os seguintes selos:

  • Selo LEED Silver, para edificações com mais de 50 pontos;
  • Selo LEED Gold, para empreendimentos com pontuação superior a 60;
  • Selo LEED Platinum, para edificações que conquistaram mais de 80 pontos.

                  Vamos conhecer então as seis edificações mais sustentáveis do nosso país:

1. Bairro Jardim das Perdizes: localizado em São Paulo, é considerado o primeiro bairro da América Latina a possuir o Processo Aqua-HQE. Isso significa que a obra é um exemplo de redução do consumo de água, de energia e de matérias primas. Ele conta ainda com um melhor aproveitamento do vento e da iluminação natural para garantir a eficiência energética, além de possuir vagas na garagem para carros híbridos e elétricos. Durante sua construção, evitou-se que mais de mil de caminhões circulassem pela cidade, já que toda a movimentação de terra restringiu-se à área interna do terreno. Vale ressaltar também que a vasta área verde presente no local não só embeleza a paisagem, mas também contribui para a sustentabilidade.

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                 Figura 1: Bairro Jardim das Perdizes

                Depois de todo o planejamento e preocupação para elaboração e execução do projeto, ele recebeu o prêmio de vencedor da categoria Sustentabilidade do 20º Prêmio Master Imobiliário.

2. Edifício Eco Berrini: também localizado em São Paulo, o edifício conquistou o selo LEED Platinum e o prêmio de destaque do ano Smacna Brasil 2011. Construído pela Hochtief em parceria com o escritório Aflalo & Gasperini Arquitetos, ele economiza 40% de água e 30% de energia: para isso, suas fachadas são compostas por vidros voltados para leste e oeste, os quais permitem maior iluminação dos ambientes internos; além disso, o controle de vazão de ar condicionado e de ar externo permitem ambientes aconchegantes com menor gasto de energia.

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Figura 2: Edifício Eco Berrini

3. EcoCommercial Building (ECB): o edifício, além de receber o Leed platina por utilizar mais de 20 conceitos e tecnologias ecoeficientes, recebeu também o prêmio “Melhores Práticas Globais em Construção Verde” no Fórum Global sobre Assentamentos Humanos (GFHS – Global Forum Human Settlements). Isso se deve ao conjunto de características que promovem um ambiente sustentável, dentre as quais podemos citar: presença de painéis de energia solar, isolamento térmico em tetos e ventilação natural em todos os espaços; houve reciclagem de 97% dos resíduos na construção e as árvores nativas foram conservadas.

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Figura 3: EcoCommercial Building (ECB)

4. Edifício Eurobusiness: localizado em Curitiba, vários aspectos presentes no edifício fizeram com que ele fosse o primeiro empreendimento do sul do país a obter o selo LEED Platinum. Dentre estes aspectos, temos: redução de 50% no consumo de energia e 80% no de água comparado com um edifício convencional; utilização de elevadores inteligentes, os quais devolvem a energia gerada pelo equipamento para a rede elétrica local; presença de ar-condicionado que utiliza o calor residual do arrefecimento para aquecer água ou fornecer calor a outras divisões.

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Figura 4: Edifício Eurobusiness

5. Estádio Mineirão: apesar de muita gente já conhecer, poucas sabem que essa obra possui o selo LEED Platinum. Um de seus destaques é a área de iluminação: além de consumir 30% menos do que em outros estádios, uma usina fotovoltaica foi instalada na cobertura do estádio, a qual é capaz de captar energia solar e transformá-la em energia elétrica (o volume gerado equivale ao consumo médio de 1,2 mil casas!). Além disso, o estádio conta com reservatórios com capacidade de armazenamento de 5 milhões de litros de água das chuvas, o que gera uma redução de até 70% no seu consumo de água.

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Figura 5: Estádio Mineirão

6. Centro Integrado Fleury Ponte Estaiada: o local está instalado no edifício Tower Bridge, em São Paulo, o qual possui selo LEED Platinum devido às tecnologias presentes que garantem redução no consumo de energia e de água. O projeto, que também dispõe do selo LEED Platinum, tem foco na iluminação: como a necessidade do uso de lâmpadas é constante, apostou-se na aplicação de lâmpadas de LED. Além disso, outras características revelam o caráter sustentável do ambiente: 100% dos equipamentos de ar condicionado e ventilação possuem alta eficiência energética e medidas adotadas no uso de água potável contribuíram para redução de cerca de 40% do consumo total.

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Figura 6: Centro Integrado Fleury Ponte Estaiada

              A partir dessa breve análise das construções, percebemos que o Brasil está avançando na área de sustentabilidade, mas que muito ainda pode ser feito. Assim, devemos sempre buscar novas tecnologias e recursos para que o ramo da construção civil não seja mais reconhecida como “inimigo” do meio ambiente, mas sim exemplo a ser seguido.